Informações
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Nome completo
Romana
História de vida
Dona romana explica que ter um terreiro de mina constitui uma obrigação, de acordo com a sua condição de devota, portanto, de acordo com a sua fé. Deve obrigação à nossa senhora da conceição. Durante o rito, ou melhor, durante o rufar do tambor de mina, dona romana e outras mulheres convidadas, dançam e incorporam entidades espirituais. Dona romana revelou que o nome das entidades que a acompanham são: caboca ita e caboco cearence. Entretanto, ela nos chamou atenção de que não realizam consultas, em rituais para cura. Ela ressalta que apenas cumpre sua obrigação, ou seja, a prática do tambor de mina.
Localização
Descrição da atuação em rede
Dona romana explica que ter um terreiro de mina constitui uma obrigação, de acordo com a sua condição de devota, portanto, de acordo com a sua fé. Deve obrigação à nossa senhora da conceição. Durante o rito, ou melhor, durante o rufar do tambor de mina, dona romana e outras mulheres convidadas, dançam e incorporam entidades espirituais. Dona romana revelou que o nome das entidades que a acompanham são: caboca ita e caboco cearence. Entretanto, ela nos chamou atenção de que não realizam consultas, em rituais para cura. Ela ressalta que apenas cumpre sua obrigação, ou seja, a prática do tambor de mina.
Aprendizado do bem
Dona romana tem um terreiro de mina, localizado num barracão no quintal da sua casa. Assim como caixeira, também como dona de um terreiro de mina, ela justifica sua relação com estas práticas e crenças como uma obrigação, que precisa ser cumprida por toda sua história de devoção e fé. Relembra o tempo de criança, em que foi comunicada que teria uma missão a cumprir na sua vida: “desde criança, eu comecei a freqüentar o terreiro de outros. Aí o pescoço “saía do lugar” e eu saía pulando. Aí a saia ia pulando, dançando. Depois que eu cresci, fui pra cidade. Tinha uma dona que morava lá na avenida kennedy [são luís], o nome dela era venância. Aí eu fui na casa dela, ela disse: “ah, minha filha, tu tem de cumprir com tua obrigação! . Aí, ela mexeu lá os remédio. Aí, eu comecei a freqüentar lá na casa dela. Eles batiam tambor duas noite, três noite. Aí eu comecei a apresentar”. Ela diz ainda que após a morte de dona venância, voltou para ilha do cajual, num lugar chamado pau quebrado, onde construiu uma casa, ao lado da qual construiu um barracão e nele fundou um terreiro de mina. Foi a partir desse momento da sua vida, que dona romana começou a fazer o que chama de “obrigação”, ou seja, a partir do aprendizado com dona venância, sua mãe-de-santo, dona romana passou a ter seu próprio terreiro: “na casa da minha mãe-de-santo, tinha tambor da mata, tambor de guia e contra-guia. Aí eu gravei. E aí quando eu fiz o meu, era a mesma coisa. Tem que ser a mesma coisa. Né? ” interessante perceber as redes sociais que são tecidas entre esses grupos sociais, na construção e reconstrução seus laços culturais, suas crenças. Esses grupos étnicos embora, muitas vezes, distantes geograficamente, são muito contíguas social e culturalmente, quer dizer, são luís, alcântara e outros locais estão ligados através dessas redes sociais, que nos dão uma dimensão da identidade étnica desses grupos. O vai-e-vem desses diversos agentes sociais, desta região do maranhão, garantiu, por exemplo, a continuidade da prática religiosa do tambor de mina com o aprendizado de dona romana, enquanto dona de um terreiro de mina, já que sua mãe-de-santo morava em são luís.
Transmissão de saberes
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