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Maria Corá, Dacora (Silvania)
Informações gerais do detentor
Projeto relacionado
Equipe
Adriana Guimaraes Duarte | Airton de Souza Melo | Álvaro dos Santos | Clair da Cunha Moura Junior | Josemary Omena Passos Ferrare | Juliana Nicolle Rebelo Barretto | Nadja Waleska Silva Rocha
Nome completo
Silvania Maria Vieira de Oliveira
Data de nascimento
18 de junho de 1975
História de vida
Silvania Maria Vieira de Oliveira, artisticamente conhecida como Maria Corá, é ceramista e artesã de 49 anos que atua há mais de duas décadas no artesanato de barro. Sua trajetória iniciou-se com um curso no ateliê de Eva Le Campion, desenvolvendo-se de forma autodidata. Durante nove anos, residiu na Rua Francisco Ferreira Ribeiro, no bairro do Pinheiro, onde realizou o sonho de estruturar um ateliê completo. Contudo, o desastre socioambiental provocado pela mineração causou sua desocupação forçada, desestruturando sua rotina.
Ao longo do processo de transição, a artesã enfrentou a instabilidade de passar por oito mudanças e amargou graves prejuízos materiais, incluindo a perda de produções inteiras devido a vazamentos em moradias provisórias e a impossibilidade de atender à alta demanda de clientes durante a pandemia por falta de um espaço físico adequado.
Atualmente residindo na Rua O, no bairro de São Jorge, ela utilizou os recursos de sua indenização — avaliada por ela como injusta e muito abaixo de suas perdas reais — para construir uma nova residência projetada com um espaço próprio para seu ateliê, o que finalmente a permitiu adquirir um forno de melhor qualidade e iniciar aulas de cerâmica.
Para o futuro, Maria Corá defende que a Braskem e o poder público deveriam construir um centro de referência da cultura alagoana permanente e aberto diariamente. Esse complexo cultural e turístico centralizado serviria como um polo digno para escoar e comercializar de forma justa as obras de diversos artesãos locais que foram afetados pelo desastre, mitigando o isolamento característico do ofício e preservando a rica tradição do artesanato em barro do estado.
Sobre este perfil
Este perfil reúne informações produzidas em diferentes etapas da pesquisa do Inventário Participativo do Patrimônio Cultural Imaterial dos bairros de Bebedouro, Bom Parto, Farol, Mutange e Pinheiro – IPCI Maceió.
Além das informações obtidas nos Questionários 1 e 2, este perfil incorpora os conteúdos produzidos por meio da entrevista em vídeo, realizada com uma amostragem específica de detentores culturais selecionados conforme os critérios metodológicos definidos pelo IPCI Maceió (para mais informações, consulte o Detalhamento do Projeto – Caderno 1).
O registro audiovisual permite conhecer, por meio da imagem e do som, aspectos da trajetória de vida do participante, de sua relação com as referências culturais e do contexto em que desenvolve sua atuação. Também possibilita documentar narrativas, expressões, gestos e demonstrações de práticas culturais, complementando as informações produzidas nas etapas anteriores e ampliando as possibilidades de registro, preservação e difusão do patrimônio cultural imaterial.
Identificação de gênero
Mulher cisgênero
Perfil étnico-racial
Relação com bens culturais
Bens culturais relacionados
Bem cultural relacionado
Descrição
Trabalhos artesanais variados foram identificados no território objeto do estudo.
Foram identificados trabalhos artesanais em palha, barro, linhas e bordados, materiais reciclados, ferro, tecido. Alguns desses trabalhos artesanais estão diretamente relacionados aos ofícios da pesca e da mariscagem, realizados na Laguna Mundaú e aos adereços dos folguedos populares, com grupos de ocorrência no território, a exemplo do Guerreiro Alagoano.
Localização
Relação com o bem cultural
Data em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
Lugar onde é praticado o bem cultural
Relação do bem cultural com o lugar
Dados socioeconômicos
Escolaridade ou formação profissional
Ensino superior incompleto


