Informações
Projeto relacionado
Equipe
Ana Clara Cunha Oliveira Dias | Edilberto Jose de Macedo Fonseca | Eduarda Manhães Santos | Elisabete Vicari | Gabriela Calafate | Ilana Musacchio | Joana Ramalho Ortigao Correa | José Augusto Camargo de Almeida | Julia Andrade | Julia Barros Silvera dos Santos | Lorena Fontes Ferreira | Maria Elisabeth Andrade Costa | Milena Barbosa | Raiane Alabaces | Alice Saint Martin da Cunha | Claudiane Dias de Carvalho
História de vida
Nascida no bairro de Jacarepaguá (Rio de Janeiro), Tânia é filha de migrantes pernambucanos e por isso apelidada, entre seus familiares, de cariocana. Seu contato com o forró iniciou-se ainda na infância, ouvindo as músicas de Luiz Gonzaga na radiola do avô, que a incentivava a prestar atenção nos versos. Sua trajetória profissional é marcada pela atuação como percussionista e produtora cultural. Durante cerca de quatro anos, esteve à frente da produção do sanfoneiro Tinho Guarabira gerenciando agendas de shows, especialmente durante os festejos juninos. Tânia também é reconhecida por sua técnica no triângulo, tendo tocado com múltiplos artistas e sendo homenageada em cordel como a "dama triangulista". Desde 2018, dedica-se ao projeto Trem do Forró, sendo responsável pela criação e confecção dos estandartes que homenageiam diversos mestres.
Identificação de gênero
Mulher cisgênero
Atuação coletiva
Sim
Descrição da atuação em rede
Sua rede envolve a produção de artistas e a articulação entre músicos, dançarinos e produtores, como Tinho Guarabira, Paulo Lima, Marcelo Mimoso, Cassiano Beija-Flor e Thays Sodré. Tânia também mobiliza apoio social para trabalhadores da cultura: durante a pandemia de covid-19, atuou no cadastramento e atendimento de mais de cem famílias de forrozeiros, distribuindo cestas básicas, medicamentos, fraldas e outros itens essenciais.
Bens culturais relacionados
Relação com o bem cultural
Tânia é percussionista e produtora cultural na cena do forró fluminense, compreendendo-o como uma manifestação cultural ampla, que envolve música, dança, culinária, vestimenta, artesanato e sociabilidade. De acordo com Tânia, o forró possui uma cadeia produtiva extensa e um papel importante na valorização das identidades nordestinas no Rio de Janeiro.
Lugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugares
Relação do bem cultural com o lugar
No estado do Rio de Janeiro, Tânia percebe que o forró é vigoroso em virtude da presença histórica de migrantes nordestinos. Ela destaca a sua potência estética e econômica, ressaltando que a cultura movimenta uma grande cadeia de trabalhadores. Contudo, também nota uma ausência de políticas permanentes relacionadas ao financiamento cultural, bem como de suporte técnico para que os artistas acessem editais. Por outra ótica, Tânia demonstra que a participação de mulheres no forró é crescente, transformando os panoramas de machismo e assédio de diversos eventos.
Aprendizado do bem
Os conhecimentos de Tânia Viana foram aprendidos principalmente pela convivência com a família, mestres do forró e produtores culturais. Algumas das suas principais referências são Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, João do Vale, Sivuca, Anastácia, Marinês e Amelinha, dentre outras.
Incentivo financeiro à prática de bem cultural
Tânia já participou de projetos contemplados por editais, como o Trem do Forró.




