Informações
Projeto relacionado
Equipe
Ana Clara Cunha Oliveira Dias | Edilberto Jose de Macedo Fonseca | Eduarda Manhães Santos | Elisabete Vicari | Gabriela Calafate | Ilana Musacchio | Joana Ramalho Ortigao Correa | José Augusto Camargo de Almeida | Julia Andrade | Julia Barros Silvera dos Santos | Lorena Fontes Ferreira | Maria Elisabeth Andrade Costa | Milena Barbosa | Raiane Alabaces | Alice Saint Martin da Cunha | Claudiane Dias de Carvalho
Nome completo
Leonídio Pereira da Silva
História de vida
Nascido no bairro de Imbariê, município de Duque de Caxias (RJ), Turany é filho de pai cearense, que migrou para trabalhar na construção da Estrada de Ferro Leopoldina, e mãe natural de Rio Bonito (RJ). Sua infância esteve ligada à agricultura familiar e ao engenho de farinha mantido pelos pais. A música entrou em sua vida ainda jovem, quando servia ao Exército, na Fortaleza de Santa Cruz, onde aprendeu a tocar violão com um instrumento emprestado durante um período de detenção disciplinar. Após um tempo, passou a realizar apresentações em emissoras de rádio – como a Rádio Difusora de Caxias, Rádio Mundial, Rádio Nacional, Rádio Tupi, Rádio Globo e Rádio Capital – esta, onde manteve um programa por cerca de cinco anos. Seu nome artístico surgiu posteriormente, quando passou a se apresentar com o parceiro Turano. Além da dupla Turano e Turany, ao longo da carreira, integrou outras formações, como o grupo Os Diamantes e a dupla Turany e Silvanito. Esta parceria também ficou conhecida como “Imperadores da Viola”, título atribuído por um radialista após a gravação, em apenas duas horas, de um LP com doze faixas – o primeiro da sua carreira. Desde então, vem realizando shows e gravações por diversas cidades do Rio de Janeiro (como Macaé, Rio Bonito, Três Rios, Volta Redonda, Barra Mansa) e outros estados brasileiros. É um dos fundadores do Forró da Feira, na década de 1970, em Duque de Caxias. Também atuou na Feira de São Cristóvão, onde se apresentava tocando viola e cantando repertório nordestino.
Identificação de gênero
Homem cisgênero
Atuação coletiva
Sim
Descrição da atuação em rede
A trajetória de Turany Silva envolve articulações com artistas tanto do forró, como da música caipira. Sua dupla de viola era a única que participava de shows com forrozeiros nordestinos. Já atuou com referências como Luiz Gonzaga na década de 1960. Suas parcerias também envolvem Elino Julião, Messias Holanda, Dominguinhos do Recife, Jorge Costa e integrantes do Trio Nordestino, dentre outros. Também dividiu palcos com duplas da música sertaneja como Chitãozinho e Xororó e Tonico e Tinoco.
Bens culturais relacionados
Relação com o bem cultural
Turany canta e toca violão e viola. Embora tenha iniciado sua carreira na música caipira e sertaneja, o artista aproximou-se do forró ao longo de toda a sua trajetória. Ele considera-se “um nordestino de coração”, destacando que sempre incluiu clássicos do forró em suas apresentações, como “Asa Branca”, buscando valorizar as matrizes tradicionais.
O artista também esteve diretamente envolvido na fundação do Forró da Feira, por volta de 1973, quando ele e outros artistas passaram a realizar apresentações na Vila São Luís – mais especificamente, na rua Olegário Mariano. Ali aconteciam shows informais, inicialmente em bares e pequenos espaços, nos quais o repertório incluía forró, ao lado da música sertaneja que Turany já interpretava. Entre os participantes iniciais estavam Dominguinhos do Recife, além de integrantes de seu próprio grupo, Os Diamantes. As apresentações começaram de forma espontânea, voltadas a um público popular, majoritariamente nordestino, ou descendente de nordestinos, que viviam na Baixada Fluminense. A partir da repercussão positiva desses encontros, surgiu a ideia de levar o projeto para uma área mais central da cidade, ampliando sua visibilidade. Com o apoio de um agente cultural ligado à Secretaria de Cultura do município, o grupo passou a se apresentar na praça em frente à Prefeitura de Duque de Caxias. O evento ganhou palco montado ao ar livre e apresentações regulares aos fins de semana. Com o crescimento do público, o Forró da Feira passou por mudanças de localização, chegando a ocupar diferentes praças e, posteriormente, a área próxima à estação ferroviária. Em determinados períodos, enfrentou dificuldades políticas e administrativas, incluindo interrupções e falta de apoio institucional. Alguns artistas, inclusive, atuaram sem remuneração, durante meses, para que o projeto não fosse interrompido.
Aprendizado do bem
Seu aprendizado musical se deu, essencialmente, pela observação e convivência com outros artistas.
Lugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem em outros lugares
Relação do bem cultural com o lugar
Turany reconhece a força histórica do forró na cena fluminense, especialmente nas feiras e espaços populares. Contudo, manifesta preocupação com as transformações recentes do forró, marcado por novas sonoridades e arranjos tecnológicos, distancia-se do que ele aponta como tradição.
Transmissão de saberes
Os seus conhecimentos são compartilhados por meio da prática cotidiana e da convivência direta com artistas de diferentes gerações.




