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Val (Valdenilde Ferreira)
Informações gerais do detentor
Projeto relacionado
Equipe
Adriana Guimaraes Duarte | Airton de Souza Melo | Álvaro dos Santos | Clair da Cunha Moura Junior | Josemary Omena Passos Ferrare | Juliana Nicolle Rebelo Barretto | Nadja Waleska Silva Rocha
Nome completo
Valdenilde Ferreira Lima
Data de nascimento
22 de janeiro de 1967
História de vida
Valdenilde Ferreira Lima, conhecida em sua comunidade pelo apelido de Val, nasceu no dia 1º de junho de 1967.
Atualmente, tem 59 anos de idade, atua profissionalmente como pedagoga e organizadora de eventos, e reside no bairro Gruta de Lourdes. Contudo, sua trajetória residencial registra que ela foi habitante do bairro Pinheiro, localidade inserida no mapa de interesse da pesquisa, onde morava na Rua Câmera Rio Branco, nº 611.
Sua história de vida no campo da cultura está diretamente vinculada ao exercício da produção cultural. Em relação a essa prática, desempenha a função de organizadora cultural e acumula um tempo de experiência na área superior a 20 anos na atividade. Valdenilde declara ter realizado atividades remuneradas nesta área, sendo esta renda importante para o sustento de sua família.
Sobre este perfil
Este perfil reúne informações produzidas em diferentes etapas da pesquisa do Inventário Participativo do Patrimônio Cultural Imaterial dos bairros de Bebedouro, Bom Parto, Farol, Mutange e Pinheiro – IPCI Maceió.
Além das informações obtidas no Questionário 1, este perfil incorpora os conteúdos produzidos por meio do Questionário 2, correspondente à etapa qualitativa da pesquisa, realizada com uma amostragem de detentores culturais selecionados conforme os critérios metodológicos definidos pelo IPCI Maceió (para mais informações, consulte o Detalhamento do Projeto – Caderno 1).
A entrevista realizada por meio do Questionário 2, composta por perguntas direcionadas, permite conhecer alguns aspectos da trajetória de vida do participante, de sua relação com as referências culturais e do contexto em que desenvolve sua atuação. Dessa forma, complementa as informações produzidas no Censo Comunitário e contribui para uma compreensão mais contextualizada de sua experiência e de sua vinculação às referências culturais.
Identificação de gênero
Mulher cisgênero
Perfil étnico-racial
Localização
Relação com bens culturais
Bens culturais relacionados
Bem cultural relacionado
Descrição
Os palhoções juninos foram, por muitas décadas, elemento importante das celebrações de São João nos bairros da capital alagoana. Representavam a forma mais tradicional, comunitária e espontânea de festejar o mês de junho.
O termo "palhoção" refere-se à estrutura física que era erguida nas ruas, praças ou terrenos baldios dos bairros, funcionando como um grande salão de festas, popular e improvisado, montado especificamente para os festejos juninos. Estruturas geralmente simples, com coberturas feitas de palha (daí o nome), lona ou tecido, apoiadas em varas ou estacas de madeira. A decoração era tipicamente junina, incluindo bandeirolas coloridas, balões, fogueiras e elementos rústicos, criando o ambiente de um grande "arraial de rua".
Nas décadas passadas, os palhoções eram o principal palco da cultura junina de Maceió, desempenhando um papel social fundamental:
Os palhoções eram criados e mantidos pela união dos vizinhos, que se organizavam para arrecadar fundos, montar a estrutura e garantir a segurança e a alegria da festa. Serviam como local de arrasta-pé, onde o forró pé de serra (o forró tradicional, com sanfona, zabumba e triângulo) dominava. Era também onde ocorriam as apresentações de quadrilhas juninas, tanto as tradicionais quanto as que começavam a se estilizar, e o famoso casamento matuto. Dentro ou ao redor do palhoção, eram montadas barracas vendendo as comidas típicas do período, como pamonha, canjica, milho cozido/assado e bolo de milho.
Com o crescimento de Maceió, especialmente nas décadas de 1970 e 1980, bairros novos e em expansão (como a Serraria, que teve um famoso "Palhoção da Serraria") adotaram essa prática como uma forma de afirmar a identidade e a cultura de cada comunidade.
Com o passar dos anos os palhoções foram ficando mais elaborados, com estruturas mais complexas de som e palco e o incremento de patrocínios e financiamentos vindos do poder público ou da iniciativa privada, o que também proporcionava a realização de shows de bandas maiores, de projeção regional ou nacional.
No que se refere ao território estudado foram localizados fazedores de cultura relacionados aos palhoções no bairro de Bebedouro.
Relação com o bem cultural
Data em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
Lugar onde é praticado o bem cultural
Relação do bem cultural com o lugar
Dados socioeconômicos
Escolaridade ou formação profissional
Pós-graduação
Remuneração
Não remunerado


