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Pierre D’Almeira
Informações gerais do detentor
Projeto relacionado
Equipe
Adriana Guimaraes Duarte | Airton de Souza Melo | Álvaro dos Santos | Clair da Cunha Moura Junior | Josemary Omena Passos Ferrare | Juliana Nicolle Rebelo Barretto | Nadja Waleska Silva Rocha
Nome completo
Wellington Antõnio Pierre de Almeida
Data de nascimento
13 de abril de 1975
História de vida
Wellington Antônio Pierre de Almeida, conhecido como Pierre, é um experiente bonequeiro e artista de teatro de 51 anos (nascido em 1975). Criado pelos avós maternos em Maceió, Alagoas, descobriu sua veia artística na infância imitando personagens da televisão, mas foi aos 12 anos, ao ver uma apresentação de mamulengos na escola Benício Dantas, que se encantou pelo teatro de bonecos. A atuação que o firma como profissional, ocorreu em 1999, ao atuar como bonequeiro na turnê nacional do espetáculo Flicks (obra de Ziraldo) pela companhia carioca Pão e Circo. Posteriormente, formou-se em Licenciatura em Teatro pela UFAL, onde refinou seus conhecimentos sob a orientação do professor Acioli. Pierre residiu por 21 anos no Conjunto Habitacional Jardim das Acácias, no Pinheiro, território intimamente ligado à sua identidade social e ao seu fazer artístico. No bairro, promoveu oficinas de máscaras de vinil e teatro na Praça Menino Jesus de Praga, atuando como professor de teatro no programa municipal Mais Educação.
Toda essa efervescência comunitária e profissional foi severamente abalada pelo desastre socioambiental da mineração da Braskem. Pierre testemunhou os tremores de terra a partir de 2018 e as rachaduras estruturais em seu prédio, sendo um dos últimos moradores a deixar o Pinheiro devido a desocupação forçada, em 2020. O êxodo dispersou seus laços comunitários, deixou sequelas emocionais, e gerou grave crise financeira que o obrigou a vender seus aparelhos de som e iluminação. Como forma de resistência na época, Pierre atuou como liderança no movimento SOS Pinheiro.
Atualmente residindo em Mangabeiras, comanda o Mamulengo Cachapá Criaturas e Criações, confeccionando bonecos de forma sustentável com materiais descartados e garrafas. Para o futuro, Pierre projeta realizar o sonho de adquirir um veículo estruturado (como um motohome ou Kombi) com equipamentos próprios de som e luz para circular pelos municípios de Alagoas, levando oficinas de capacitação de mamulengo feitos com material reciclável, para professores e jovens e escolas públicas.
Sobre este perfil
Este perfil reúne informações produzidas em diferentes etapas da pesquisa do Inventário Participativo do Patrimônio Cultural Imaterial dos bairros de Bebedouro, Bom Parto, Farol, Mutange e Pinheiro – IPCI Maceió.
Além das informações obtidas nos Questionários 1 e 2, este perfil incorpora os conteúdos produzidos por meio da entrevista em vídeo, realizada com uma amostragem específica de detentores culturais selecionados conforme os critérios metodológicos definidos pelo IPCI Maceió (para mais informações, consulte o Detalhamento do Projeto – Caderno 1).
O registro audiovisual permite conhecer, por meio da imagem e do som, aspectos da trajetória de vida do participante, de sua relação com as referências culturais e do contexto em que desenvolve sua atuação. Também possibilita documentar narrativas, expressões, gestos e demonstrações de práticas culturais, complementando as informações produzidas nas etapas anteriores e ampliando as possibilidades de registro, preservação e difusão do patrimônio cultural imaterial.
Identificação de gênero
Homem cisgênero
Perfil étnico-racial
Relação com bens culturais
Bens culturais relacionados
-
Bem cultural relacionado
Descrição
O Teatro de Bonecos Popular do Nordeste é uma tradicional manifestação da cultura popular brasileira, presente em vários estados da região. Conhecido por diferentes nomes como Mamulengo, Babau, Cassimiro Coco e João Redondo, esse tipo de teatro é marcado pelo uso de bonecos artesanais manipulados por artistas populares, que encenam histórias cheias de humor, crítica social e elementos do cotidiano nordestino.
As apresentações costumam ocorrer em feiras, praças e festas populares, reunindo música, improviso e sátira. Por meio dos bonecos, o artista expressa a sabedoria popular e faz comentários sobre temas sociais, políticos e culturais, mantendo viva uma importante forma de arte oral e visual.
Em 2015, o Teatro de Bonecos Popular do Nordeste foi reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). No ano seguinte, em 2016, foi também inscrito na Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco, em reconhecimento à sua relevância para a identidade e a diversidade cultural do povo nordestino e brasileiro.
No que se refere aos territórios estudados na cidade de Maceió, podemos citar ocorrências deste saber no bairro do Pinheiro.Localização
Relação com o bem cultural
Mestre de MamulengoData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
acima de 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Pinheiro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil -
Bem cultural relacionado
Descrição
Foram identificados no território profissionais do teatro, dança (gêneros variados) e artes circenses, organizados em coletivos e associações ou atuando de forma independente. Atuavam junto às comunidades dos bairros inventariados, tendo alguns deles realocados suas sedes e locais de ensaio após a desocupação.
Localização
Relação com o bem cultural
PalhaçoData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
acima de 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Pinheiro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil -
Bem cultural relacionado
Descrição
As Artes Visuais são formas de expressão artística que utilizam imagens, cores, formas e materiais para comunicar ideias, sentimentos e visões de mundo. Elas englobam diferentes linguagens e técnicas que podem ser observadas com os olhos, ou seja, que têm o visual como principal meio de expressão.
Fazem parte das Artes Visuais a pintura, o desenho, a escultura, a fotografia, o cinema, o design, a gravura, o grafite, a arte digital, entre outras manifestações.
Por meio das Artes Visuais, as pessoas criam, interpretam e refletem sobre a realidade, expressando a cultura, a identidade e a criatividade de diferentes tempos e lugares.
No que se refere aos territórios estudados na cidade de Maceió, podemos citar ocorrência de fazedores de cultura relacionados à fotografia, ilustração e design, localizados nos bairros de Bebedouro e Pinheiro.Localização
Relação com o bem cultural
Artista PlásticoData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
acima de 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Pinheiro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil
Dados socioeconômicos
Escolaridade ou formação profissional
Ensino superior incompleto
Remuneração
Regularmente


