Informações
Projeto relacionado
Equipe
Ana Clara Cunha Oliveira Dias | Edilberto Jose de Macedo Fonseca | Eduarda Manhães Santos | Elisabete Vicari | Gabriela Calafate | Ilana Musacchio | Joana Ramalho Ortigao Correa | José Augusto Camargo de Almeida | Julia Andrade | Julia Barros Silvera dos Santos | Lorena Fontes Ferreira | Maria Elisabeth Andrade Costa | Milena Barbosa | Raiane Alabaces | Alice Saint Martin da Cunha | Claudiane Dias de Carvalho
Nome completo
Wilson Bizzar
História de vida
Wilson Bizzar é músico, cantor e compositor, nascido em São João de Meriti e criado em Nova Iguaçu (RJ). Iniciou sua trajetória musical aos 15 anos, tocando violão, primeiro ligado à bossa nova e à MPB, e depois ampliando sua atuação para apresentações em voz e violão em bares. A aproximação com o forró veio por influência familiar, especialmente de seu pai, compositor de samba, e de um tio muito ligado ao gênero, que teve papel importante em sua formação musical.
Antes de se firmar no forró, Wilson também atuou em outros circuitos musicais, passando pelo axé, pela MPB e pelo samba-enredo, no qual acumulou premiações, como na Porto da Pedra, Barroca Zona Sul e Tuiuti. No forró, começou tocando triângulo em trio e depois consolidou sua atuação como cantor e violonista. Fundou o grupo Cabeça de Égua, com o qual ganhou destaque em diferentes cidades do estado do Rio de Janeiro, especialmente na região serrana, em festas populares, exposições e eventos culturais. O grupo também teve circulação em casas de show e integrou a geração que acompanhou a expansão do forró universitário e do pé de serra no estado.
Permanece ativo na música, com foco no forró pé de serra, gênero com o qual mais se identifica. Segue realizando apresentações, sobretudo em festas juninas, eventos culturais e shows na região serrana, muitas vezes também em formato reduzido ou solo. Mantém produção autoral contínua e afirma ter composições já preparadas para um segundo trabalho do Cabeça de Égua, ainda não lançado. Ao longo de sua trajetória, construiu uma atuação marcada pela diversidade musical, mas sempre com forte vínculo com o forró e com a composição.
Identificação de gênero
Homem cisgênero
Localização
Atuação coletiva
Sim
Grupos representativos
Descrição da atuação em rede
A atuação em rede de Wilson Bizzar se dá por meio das formações musicais com que trabalhou e dos circuitos de apresentação do forró no estado do Rio de Janeiro. No grupo Cabeça de Égua, essa articulação envolvia músicos como Márcio, Daniel, Fernandinho, Guilherme, além de Juca e Máximo em outras formações. A rede também incluía casas de show, contratantes e grupos como o Forró Sacana, com quem dividiu apresentações e espaços como a casa de shows de Itaboraí.
Essa circulação acontecia em cidades como Nova Friburgo, Bom Jardim, Cordeiro, Cantagalo, Teresópolis, Macaé e Rio das Ostras, além de eventos em clubes, exposições agropecuárias e festas juninas. Wilson também cita relações com o grupo de WhatsApp 100% Forró, com o grupo Arribação, da Bahia, que gravou uma de suas músicas, e com o Macarrão, conhecido na região por consertar sanfonas e também atuar como músico. A rede envolve troca de contatos, montagem coletiva dos shows, divisão de cachês e articulação com músicos e contratantes conforme a demanda.
Bens culturais relacionados
Relação com o bem cultural
Wilson Bizzar é músico, cantor, compositor e instrumentista ligado ao forró pé de serra. Atua principalmente no violão e na voz, além de também tocar triângulo em formações de trio. No forró, se destaca como intérprete, compositor e fundador do grupo Cabeça de Égua, com atuação em shows, festas juninas e eventos culturais.
Data em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
1986 (aproximadamente).
Aprendizado do bem
O aprendizado de Wilson Bizzar no forró ocorreu de forma prática e familiar. Ele começou na música pelo violão, aos 15 anos, inicialmente ligado à bossa nova e à MPB, e depois passou a tocar triângulo em formações de forró, por influência direta de seu tio, ligado ao gênero, e de seu pai, compositor de samba. Essa convivência com referências musicais próximas fez com que o forró se tornasse uma presença constante em sua formação, primeiro como escuta e composição, depois como prática musical.
Lugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem em outros lugares
Relação do bem cultural com o lugar
O forró na trajetória de Wilson Bizzar está fortemente ligado à região serrana do Rio de Janeiro, especialmente a Nova Friburgo, onde consolidou parte importante de sua atuação. Sua circulação também alcança cidades como Bom Jardim, Cordeiro, Cantagalo, Teresópolis, Macaé e Rio das Ostras, em festas juninas, exposições agropecuárias, clubes e casas de show. No depoimento, ele destaca que Friburgo e Lumiar concentram uma presença mais forte do forró pé de serra na região, diferenciando-se de outros lugares onde predominam formações com teclado e estilos menos ligados à tradição do gênero.
Transmissão de saberes
A transmissão de saberes em sua trajetória ocorre principalmente pela prática musical, pela convivência familiar e pelas trocas com outros músicos do forró. Seu aprendizado se desenvolveu primeiro na escuta e no contato com referências próximas, especialmente dentro da família, e depois nas formações musicais, nos ensaios, nas apresentações e na vivência contínua com o gênero. Trata-se de um conhecimento construído no fazer, pela experiência compartilhada, pela observação dos outros instrumentistas e pela permanência em redes e circuitos do forró pé de serra.
Escolaridade ou formação profissional
Ensino superior completo




