Informações
Projeto relacionado
Equipe
Ana Clara Cunha Oliveira Dias | Edilberto Jose de Macedo Fonseca | Eduarda Manhães Santos | Elisabete Vicari | Gabriela Calafate | Ilana Musacchio | Joana Ramalho Ortigao Correa | José Augusto Camargo de Almeida | Julia Andrade | Julia Barros Silvera dos Santos | Lorena Fontes Ferreira | Maria Elisabeth Andrade Costa | Milena Barbosa | Raiane Alabaces | Alice Saint Martin da Cunha | Claudiane Dias de Carvalho
Nome completo
José da Silva Marques
Data de nascimento
31 de outubro de 1946
História de vida
Natural do município de Bom Jardim (RJ), mas criado na roça de Surubim (Pe), Zé do P começou sua relação com o forró ainda na infância. Trabalhava com seu irmão na produção de carvão para conseguir dinheiro e frequentar os bailes de fim de semana, onde chegava a dançar "fiado" quando não tinha o valor necessário. Em 1987, migrou para São Paulo em busca de melhores condições de vida, deixando esposa e filhas no Nordeste – às quais, sempre que possível, enviava parte da renda obtida na cidade. A promessa de emprego que havia recebido não se concretizou, o que fez com que ele passasse cerca de um mês dormindo nas ruas e buscando novas oportunidades. Passou a trabalhar, então, em uma fábrica de peças de cama, sob jornadas extensas, e teve uma carteira de trabalho assinada como salário fixo pela primeira vez. Em seguida, trabalhou como camelô, comprando mercadorias, no Paraguai, e vendendo-as nas ruas do centro paulista. Se mudou para o Rio de Janeiro, no final da década de 1980, onde passou a exercer esse serviço na Central do Brasil. Com a renda que juntou ao longo desses anos, trouxe sua esposa e as três filhas para residirem em Duque de Caxias (RJ). No mesmo terreno, construiu um bar (Bar Zé do P) para realizar eventos de forró, inaugurado em 1997. Inicialmente, o local promovia bailes com tecladistas que duravam a noite inteira. Após alguns anos, e até os dias atuais, a casa recebe artistas do pé-de-serra. Além da música, o local oferece uma culinária e bebidas que animam a festa. O “P”, de seu nome artístico representa tanto Pernambuco (sua terra natal), como Paraíba (local pelo qual, muitas vezes, os nordestinos são evocados no Sudeste). É nesse sentido que ele se denomina como um “paraíba pernambucano”.
Identificação de gênero
Homem cisgênero
Localização
Atuação coletiva
Sim
Descrição da atuação em rede
Em seu bar, Zé do P recebe diversos artistas que se revezam nas apresentações de domingo, de modo que sua própria família é parte fundamental dessa rede: sua neta é cantora de forró e, seu genro, tornou-se sanfoneiro. Ele também se articulou com algumas autoridades locais em decorrência de problemas com a vizinhança, que se incomodava com o som dos eventos no período noturno.
Bens culturais relacionados
Relação com o bem cultural
Os eventos promovidos por Zé do P, em seu bar, são pontos de encontro para forrozeiros da cena fluminense. Com frequência semanal, e reunindo cerca de 150 pessoas, ele busca fomentar o forró pé-de-serra na Baixada Fluminense.
Relação do bem cultural com o lugar
Zé do P aponta que o forró, no Rio de Janeiro, funciona como uma extensão das “raízes nordestinas”. Ele nota semelhanças entre os bailes fluminenses e um "desmantelo" que considera típico do Nordeste. Destaca locais como a Feira de São Cristóvão e a própria Baixada Fluminense como áreas fundamentais de identidades regionais, como a paraibana e pernambucana, no estado.
Lugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem em outros lugares
Transmissão de saberes
Com os eventos de forró do seu bar, Zé do P viabiliza o encontro entre diferentes gerações de forrozeiros, buscando colaborar com a difusão do pé-de-serra para os novos artistas e o público. Ele expressa o desejo de que seu legado seja perpetuado com a continuidade das práticas em seu estabelecimento.
Itens relacionados a este
3.3 - Identificação - Bem Cultural
Detentores do bem cultural




