Informações
Projeto relacionado
Equipe
Ana Clara Cunha Oliveira Dias | Edilberto Jose de Macedo Fonseca | Eduarda Manhães Santos | Elisabete Vicari | Gabriela Calafate | Ilana Musacchio | Joana Ramalho Ortigao Correa | José Augusto Camargo de Almeida | Julia Andrade | Julia Barros Silvera dos Santos | Lorena Fontes Ferreira | Maria Elisabeth Andrade Costa | Milena Barbosa | Raiane Alabaces | Alice Saint Martin da Cunha | Claudiane Dias de Carvalho
Nome completo
Cláudio Luiz Cabral Bogeia
História de vida
Cláudio Luiz Cabral Bogeia, conhecido como Dj Piloto, é natural do Rio de Janeiro, filho de Luiz Gonzaga Bogeia (coincidentemente mesmo nome do Rei do Baião). Seu avô paterno era do Norte do Brasil e sua avó francesa, de onde vem o sobrenome único Bogeia. Seu pai tocava gaita de forma autodidata e o inspirou musicalmente desde criança, dando-lhe uma vitrola. Piloto é apaixonado por festas juninas. Começou no ramo de festas sociais e evoluiu para o formato Open Format (toca todos os gêneros). Aprendeu o ofício de DJ observando uma cabine de vidro em uma boate nos anos 1990. Treinou sozinho em casa, depois fez festas de amigos e parentes. Junto com sua irmã, montou uma equipe de animação infantil e, posteriormente, abriu sua própria empresa de sonorização. Seu primeiro evento grande foi para uma atriz famosa da Globo, o que abriu portas para festas de artistas e jogadores de futebol. Hoje é residente no Hotel Nacional Rio de Janeiro (São Conrado) e faz eventos em iates na Marina da Glória, além de trabalhar com saxofonistas ao vivo (formato Sunset). Foi homenageado na Câmara dos Deputados com moção honrosa pela DiscoT-RJ (Associação dos Djs do Rio de Janeiro). Tem sua própria empresa de sonorização e formou cinco equipes de som e vários DJs ao longo da carreira.
Identificação de gênero
Homem cisgênero
Localização
Atuação coletiva
Sim
Descrição da atuação em rede
Piloto atua em rede com: Marcelo Bezerra (Ong Reviva, Vale do Café), Carlos César Lago (Morro Azul), Reginaldo Farinha (amigo, operador de áudio, família musical), saxofonistas (Stanley Neto, ex-saxofonista da banda Roupa Nova, e outros). Mantém parceria e amizade com DJs que foram formados por ele, alguns virando sócios. Participa de eventos beneficentes e doou seu cachê em ocasiões específicas. Mantém relação com a Feira de São Cristóvão e com o Circo Voador (Lapa). Participou de eventos produzidos por Marcus Lucenna na Feira de São Cristóvão.
Bens culturais relacionados
Relação com o bem cultural
Piloto atua como DJ e sonorizador (empresário de som). Sua relação com o forró é sazonal, com maior concentração nas festas juninas (que no Rio se estendem de maio a setembro). Ele diferencia seu trabalho: quando há músicos ao vivo, ele toca remixes sem competir com o ao vivo, utilizando versões remixadas de músicas tradicionais (ex: Falamansa, Luiz Gonzaga) com batidas atuais, mantendo vocais e instrumentos originais. Ele define que "são duas vertentes diferentes que são respeitadas". Também remixa forrós tradicionais no estilo Afro House para festas em praias, iates e boates. Sua referência na dicção e voz grave vem dos cantores nordestinos (Luiz Gonzaga, João Gomes).
Data em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
1990
Aprendizado do bem
Aprendeu de forma autodidata e por observação: desde criança, manuseava discos de vinil em uma vitrola pequena. Ouvia programas de rádio, especialmente um programa da Rádio Cidade que tinha músicas mixadas por DJ. Observou uma cabine de DJ em uma boate e se encantou. Comprou toca-discos, mixer e treinou sozinho em casa. Depois passou a fazer festas de amigos e parentes. Aprendeu na prática, montando equipamentos, mixando, entendendo a técnica de transição, pré-escuta, leitura de tempo. Paralelamente, desenvolveu conhecimento sobre qualidade de áudio, remixes, e a sensibilidade para trabalhar com músicos ao vivo (saxofonistas). Também fez workshops e participou de congressos (como o da Hotbit no Hotel Nacional) para se atualizar, especialmente sobre redes sociais e Tiktok.
Lugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem em outros lugares
Relação do bem cultural com o lugar
Observa que no Rio de Janeiro a festa junina se estende de maio a setembro ("Junina, Julina, Agostina e Setembrina"), diferente do Nordeste onde termina em 29 de junho. Ele atribui isso a uma maior demanda local por esse tipo de festa. A Feira de São Cristóvão é um espaço onde o forró é constante e ativo, com vários palcos e diferentes estilos. Na Lapa, há uma rotatividade de bares temáticos, mas o forró está presente. Também aponta que o forró universitário ajudou a trazer novas plateias para o gênero. Ele destaca que em Vila Valqueire (sua região), as festas juninas ocorrem em praças, colégios, igrejas católicas e clubes, com programação organizada entre as paróquias para não coincidirem datas.
Aprendizado do bem
Aprendeu de forma autodidata e por observação: desde criança, manuseava discos de vinil em uma vitrola pequena. Ouvia programas de rádio, especialmente um programa da Rádio Cidade que tinha músicas mixadas por DJ. Observou uma cabine de DJ em uma boate e se encantou. Comprou toca-discos, mixer e treinou sozinho em casa. Depois passou a fazer festas de amigos e parentes. Aprendeu na prática, montando equipamentos, mixando, entendendo a técnica de transição, pré-escuta, leitura de tempo. Paralelamente, desenvolveu conhecimento sobre qualidade de áudio, remixes, e a sensibilidade para trabalhar com músicos ao vivo (saxofonistas). Também fez workshops e participou de congressos (como o da Hotbit no Hotel Nacional) para se atualizar, especialmente sobre redes sociais e Tiktok.
Transmissão de saberes
Piloto formou cinco equipes de som e treinou cinco DJs diferentes para atuar em eventos simultâneos, supervisionando as apresentações. Depois, expandiu esse trabalho, formando novos DJs para substituir os titulares em agendas de fim de semana, garantindo que os compromissos fossem cumpridos. Ele relata que esses DJs formados por ele continuam parceiros comerciais e amigos até hoje, alguns virando sócios. Ele destaca a importância da amizade e do companheirismo nesse processo.
Incentivo financeiro à prática de bem cultural
Cachê.




