Informações
Projeto relacionado
Equipe
Ana Clara Cunha Oliveira Dias | Edilberto Jose de Macedo Fonseca | Eduarda Manhães Santos | Elisabete Vicari | Gabriela Calafate | Ilana Musacchio | Joana Ramalho Ortigao Correa | José Augusto Camargo de Almeida | Julia Andrade | Julia Barros Silvera dos Santos | Lorena Fontes Ferreira | Maria Elisabeth Andrade Costa | Milena Barbosa | Raiane Alabaces | Alice Saint Martin da Cunha | Claudiane Dias de Carvalho
Nome completo
Sandro Brito da Costa
História de vida
Sandro Brito da Costa, conhecido como DjTaroba_Rj, é carioca, negro, heterossexual, nascido e criado em Padre Miguel e Marechal Hermes (onde residiu por 28 anos), residindo hoje em Jacarepaguá há quase vinte anos. Não possui parentes nordestinos, mas desenvolveu profundo amor e estudo pela cultura nordestina. Sempre gostou de músicas brasileiras regionais, tendo como grande referência Chico Science (Nação Zumbi) e bandas pernambucanas como Mestre Ambrósio e Mundo Livre. Seu primeiro contato com o forró ocorreu em 1997, no clube Malagueta, com a banda Forró Sacana. Frequentou assiduamente a cena e, incentivado por amigos que reconheciam seu conhecimento musical, decidiu se tornar DJ em 2016, adquirindo uma controladora. Desde então, dedica-se ao forró pé de serra, pesquisando sonoridades históricas e artistas esquecidos, como Trio Mossoró. Tem nove anos de carreira como DJ e seu primeiro festival foi em Xerém. Possui coleção de vinis e equipamentos próprios, além de estar cursando produção musical no Sebrae. Tem uma filha chamada Mariana.
Identificação de gênero
Homem cisgênero
Localização
Atuação coletiva
Não
Bens culturais relacionados
Relação com o bem cultural
Sandro atua como DJ pesquisador, dedicando-se exclusivamente ao forró (embora toque também MPB). Sua prática envolve curadoria pautada na relevância técnica e histórica, com foco na recuperação de artistas esquecidos ou com pouca expressão midiática, como Trio Mossoró, Zito Balborema, Azulão, entre outros. Define que sua motivação é "multiplicar a música" e "não deixar essas músicas pararem". Sua pesquisa é impulsionada pelo ritmo, cadência e balanço das músicas, indo atrás dos artistas a partir da escuta. Valoriza tanto a plataforma digital (controladora) quanto a analógica (vinil).
Data em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
2016
Aprendizado do bem
O aprendizado ocorreu inicialmente como frequentador assíduo de bailes, shows e festas, observando e conhecendo o gênero na prática. Sandro conta que antes mesmo de se tornar DJ, ele "colocava música com a minha caixinha de som e meu laptop" em festas de amigos, sendo incentivado por eles a profissionalizar-se. A partir daí, adquiriu equipamentos, estudou técnicas de mixagem, transição de música, leitura de tempo, pré-escuta, e foi se aprofundando na qualidade das músicas (Kbps, Mp3, wave). Paralelamente, desenvolveu uma pesquisa histórica autônoma, buscando discos em sebos no Nordeste, comprando por WhatsApp e estudando artistas menos conhecidos. Também fez curso de produção musical no Sebrae.
Lugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem em outros lugares
Relação do bem cultural com o lugar
o forró no Rio de Janeiro tem uma cena ativa, com muitos DJs, casas de show e produtores, mas com desafios de valorização profissional. Ele menciona que os produtores locais (como Júnior Fonte e Paulo Afonso) conseguem trazer bandas de fora com custos elevados, mas para DJs, a circulação interestadual é mais complicada pelo custo-benefício. Sandro tocou fora do estado apenas uma vez (São Paulo). Ele destaca que morar na zona oeste do Rio facilita ser chamado para eventos próximos. A cena tem concentração de divulgação nas mãos de poucos produtores (Paulo Afonso, Denise, Júnior Fonte). O forró para Sandro é uma atividade que ainda não permite viver exclusivamente dela, sendo necessário outro emprego.
Aprendizado do bem
O aprendizado ocorreu inicialmente como frequentador assíduo de bailes, shows e festas, observando e conhecendo o gênero na prática. Sandro conta que antes mesmo de se tornar DJ, ele "colocava música com a minha caixinha de som e meu laptop" em festas de amigos, sendo incentivado por eles a profissionalizar-se. A partir daí, adquiriu equipamentos, estudou técnicas de mixagem, transição de música, leitura de tempo, pré-escuta, e foi se aprofundando na qualidade das músicas (Kbps, Mp3, wave). Paralelamente, desenvolveu uma pesquisa histórica autônoma, buscando discos em sebos no Nordeste, comprando por WhatsApp e estudando artistas menos conhecidos. Também fez curso de produção musical no Sebrae.
Transmissão de saberes
Sandro relata que não tem um trabalho específico ou estruturado de transmissão de saberes, mas está sempre à disposição para ajudar quem se disponibiliza e mostra interesse em aprender, como já fez com alguns. Ele orienta sobre como chegar a certos músicos, como descobrir músicas e discos. Ele menciona que está cursando produção musical no Sebrae e pensa em produzir, mas ainda não se sente preparado para montar algo específico para multiplicar seu conhecimento. Ele também fala em fazer um documentário sobre o formato e em construir uma história, deixar um legado.
Incentivo financeiro à prática de bem cultural
Recebe Cachê




