Informações
Projeto relacionado
Equipe
Ana Clara Cunha Oliveira Dias | Edilberto Jose de Macedo Fonseca | Eduarda Manhães Santos | Elisabete Vicari | Gabriela Calafate | Ilana Musacchio | Joana Ramalho Ortigao Correa | José Augusto Camargo de Almeida | Julia Andrade | Julia Barros Silvera dos Santos | Lorena Fontes Ferreira | Maria Elisabeth Andrade Costa | Milena Barbosa | Raiane Alabaces | Alice Saint Martin da Cunha | Claudiane Dias de Carvalho
Nome completo
Felipe Arnoldo
Data de nascimento
13 de março de 1987
História de vida
Natural de Embu das Artes, em São Paulo, é filho de mãe mineira e pai chileno. Sua trajetória com a música iniciou-se no violão, por volta dos 14 anos, de forma autodidata. Na cidade, Felipe também teve experiências com a percussão por meio de um centro cultural. A relação com o forró ocorreu alguns anos depois, em 2010, a partir de pesquisas realizadas pelo trio de choro do qual fazia parte. Nesse contexto, passou a explorar o repertório de artistas como Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro, incorporando-os à sua prática. Mudou-se para Paraty, por volta de 2013, e aprofundou esse diálogo com o forró, estruturando um trabalho mais contínuo no município. Formou o Trio Berimbau, que misturava forró e samba, mas que, ao longo do tempo, passou a se dedicar exclusivamente ao forró. Após mudanças na formação e uma temporada na Bahia, começou a trabalhar com o projeto Felipe Rás Trio, que inclui sua atuação autoral.
Identificação de gênero
Homem cisgênero
Localização
Atuação coletiva
Sim
Descrição da atuação em rede
Felipe Rás desenvolve uma atuação em rede a partir da convivência com músicos locais em espaços informais e eventos, especialmente em Paraty, Angra dos Reis e Ubatuba. O músico se articula com demais artistas ao convidá-los para os eventos de sua idealização, como o “Forró no Cais”, e, eventualmente, colaborarem em apresentações e composições.
Bens culturais relacionados
Relação com o bem cultural
Atua como cantor, instrumentista (com destaque à sanfona), compositor e produtor. Realiza apresentações semanais de forró na Praia do Pontal, desde o fim da pandemia de covid-19, que se converteu em ponto de encontro de forrozeiros e de um público assíduo. Busca valorizar o forró pé de serra, selecionando repertórios alinhado às matrizes tradicionais.
Lugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugares
Relação do bem cultural com o lugar
Felipe percebe que na Costa Verde há uma forte presença do forró pé de serra. Recentemente, a cena vem sendo intensificada pelo aumento de público e pela recepção de forrozeiros de cidades vizinhas. Entretanto, o artista também observa alguns entraves que atravessam essas práticas, como a ausência de espaços culturais adequados para receber os eventos e de iniciativas de formação em música e dança.
Aprendizado do bem
O aprendizado da sanfona ocorreu de forma autodidata. Em 2018, ao perceber uma ausência de sanfoneiros em Paraty, decidiu adquirir o instrumento e passou a estudá-lo com base em seus conhecimentos musicais prévios. Suas principais referências são Luiz Gonzaga e Dominguinhos e Jackson do Pandeiro, considerados por ele como fundamentos do forró.
Transmissão de saberes
Felipe não atua em ambientes formais de ensino, mas transmite seus saberes por meio da prática e da convivência com outros artistas.




