Informações
Projeto relacionado
Equipe
Ana Clara Cunha Oliveira Dias | Edilberto Jose de Macedo Fonseca | Eduarda Manhães Santos | Elisabete Vicari | Gabriela Calafate | Ilana Musacchio | Joana Ramalho Ortigao Correa | José Augusto Camargo de Almeida | Julia Andrade | Julia Barros Silvera dos Santos | Lorena Fontes Ferreira | Maria Elisabeth Andrade Costa | Milena Barbosa | Raiane Alabaces | Alice Saint Martin da Cunha | Claudiane Dias de Carvalho
Nome completo
Luiz Fernando Santos de Barros
Data de nascimento
21 de março de 1989
História de vida
Luiz Fernando Santos de Barros, conhecido como Nandinho Barros, nasceu em Nova Iguaçu (RJ). Sua família tem origem paraibana (Campina Grande por parte de pai, região de João Pessoa/Mamanguape por parte de mãe). Seu bisavô tocava sanfona de oito baixos, seu avô também era sanfoneiro, e seu pai deu continuidade à tradição. Nandinho começou tocando zabumba e triângulo quando criança, mas não gostava por preferir brincar com outras crianças. Aos 12-13 anos, interessou-se por violão e aprendeu sozinho. Aos 15 anos, começou a passar os acordes do violão para a sanfona. Desde então, a música se tornou seu primeiro e único emprego. Teve aulas particulares com Marcelo Caldi (2014, poucos meses). Tocou no trio Remelexo (primeiro grupo de forró), Banda Bombadoço (2007), Trio Manuê (2008, em São Paulo, com Zezito Pereira e Elton Moraes). Teve o privilégio de ser apresentado a Dominguinhos por Mestrinho em 2008, no aniversário de Dominguinhos no Canto da Ema (SP). Tocou com Geraldo Azevedo, Raimundo Fagner, fez parte da banda do musical "Gonzagão - A Lenda", tocou com Lúcia Alves. Tem feito trabalhos de televisão para a Globo (novelas). Gravou programa ao vivo com João Gomes em 2023. Atualmente faz parte do Forró Sacana e do quarteto Conterrâneos (11 anos de projeto). Tem músicas autorais nas plataformas como Nandinho Barros. É sanfoneiro profissional.
Identificação de gênero
Homem cisgênero
Localização
Atuação coletiva
Sim
Descrição da atuação em rede
Nandinho atua em diversos coletivos: trio Remelexo (amigos, primeiro grupo de forró), Banda Bombadoço (2007), Trio Manuê (2008, em São Paulo), Conterrâneos (quarteto de forró, 11 anos de projeto, toca pouco no Rio por valores injustos), Forró Sacana (atualmente). Já tocou com Geraldo Azevedo, Raimundo Fagner, Lúcia Alves, João Gomes (gravação para TV Globo em 2023). Faz parte do evento Forró Confidência (aniversário de 11 anos do Conterrâneos). Participa do Forró do Cantinho (produção de Júnior Fontes e Paula Fontes).
Bens culturais relacionados
Relação com o bem cultural
Nandinho atua como sanfoneiro profissional, produtor musical, arranjador, compositor e professor particular de sanfona. Seu principal instrumento é a sanfona, com a qual se profissionalizou desde 2005. Ensina forró pé de serra de raiz, com foco em músicas de Luiz Gonzaga e Dominguinhos (dos níveis mais simples aos mais complexos). Desenvolveu um método próprio de ensino baseado em se colocar no lugar do aluno para explicar de forma simples e direta. Defende a valorização profissional do músico, com união da categoria para estabelecer valores mínimos de cachê.
Data em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
12 - 13 anos de idade
Aprendizado do bem
O aprendizado de Nandinho foi majoritariamente autodidata. Aprendeu os primeiros acordes no violão sozinho, mexendo a noite toda no instrumento de um amigo que havia esquecido em casa durante uma chuva. Depois, teve a curiosidade de passar os acordes do violão para a sanfona. Não chegou a estudar música formalmente em escolas ou cursos regulares. Teve algumas aulas particulares com Marcelo Caldi (2014) sobre harmonização, mas foram poucos meses devido a agendas conflitantes. Sua principal inspiração veio da observação do pai e do avô, e o "estopim" foi ao ver uma gravação de Dominguinhos tocando "Lamento Sertanejo" e um especial do Luiz Gonzaga no SBT (por volta de 2003-2004).
Lugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem em outros lugares
Relação do bem cultural com o lugar
Nandinho compara diferentes realidades: São Paulo possui casas como o Canto da Ema, que são "propriamente feitas para o forró", com decoração que remete ao Nordeste, fotos de mestres, história, programação semanal e valores mais justos de cachê. O Rio de Janeiro tem uma realidade diferente, com poucos eventos que pagam valores justos. Nandinho observa que os eventos mais bem-sucedidos no Rio atualmente são aqueles que as próprias bandas começaram a fazer (Oxaxadinho, Forró de Pif, Forró do Cantinho, Forró da Glória, Forró Confidência). Ele destaca que o Forró de Pif foi responsável por trazer uma galera mais jovem que não fazia ideia da existência do movimento do forró. O Glorioso Cultural tem se consolidado como um palco importante para múltiplos eventos semanais. Ele também ressalta que o Rio é uma cidade violenta, o que aumenta o risco de sair com instrumentos caros, reforçando a necessidade de valorização profissional.
Aprendizado do bem
Nandinho compara diferentes realidades: São Paulo possui casas como o Canto da Ema, que são "propriamente feitas para o forró", com decoração que remete ao Nordeste, fotos de mestres, história, programação semanal e valores mais justos de cachê. O Rio de Janeiro tem uma realidade diferente, com poucos eventos que pagam valores justos. Nandinho observa que os eventos mais bem-sucedidos no Rio atualmente são aqueles que as próprias bandas começaram a fazer (Oxaxadinho, Forró de Pif, Forró do Cantinho, Forró da Glória, Forró Confidência). Ele destaca que o Forró de Pif foi responsável por trazer uma galera mais jovem que não fazia ideia da existência do movimento do forró. O Glorioso Cultural tem se consolidado como um palco importante para múltiplos eventos semanais. Ele também ressalta que o Rio é uma cidade violenta, o que aumenta o risco de sair com instrumentos caros, reforçando a necessidade de valorização profissional.
Transmissão de saberes
Nandinho transmite conhecimento através de aulas particulares de sanfona (presenciais em sua casa ou na casa do aluno, e online). Desenvolveu um método próprio baseado em se colocar no lugar do aluno e explicar de forma simples e direta. Suas aulas têm "um pouquinho de fundamento da teoria" mas o forte é a aula prática. Ensina forró pé de serra de raiz com músicas de Luiz Gonzaga e Dominguinhos, variando de nível para nível. Nunca teve contato com turmas para dar aula, apenas aulas individuais. Ele descreve a sensação de ver um aluno aprender como "tirar um pedacinho seu e colocar na outra pessoa" e "estar conectado".




