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Outros nomes do bem cultural
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Categoria de bem cultural
Descrição
Inicialmente, elas eram feitas com o intuito de ilustrar os cordéis; posteriormente, tomaram outro tom, caminhando para a produção de peças isoladas, aplicados em novos materiais, porém mantendo seu caráter básico de refletir os costumes, o cotidiano e o imaginário do povo nordestino: as crenças, as lendas, a seca, o sofrimento e a religiosidade. os cordéis podem ser vistos em diversos materiais e tamanhos, entre eles o papelão, a cerâmica e o tecido (incluindo camisas). a produção de xilogravuras é feita por vários xilogravuristas. dentre os mais importantes podemos citar j. borges, j. miguel (pai e filho residentes em bezerrospe) e dila. a xilogravura está diretamente ligada ao cordel: ela foi e é utilizada para ilustrar as capas dos cordéis. diante de sua expressão artística e seu caráter singular, a xilogravura superou as capas dos cordéis, passando a ser produzida em telas, camisas e cerâmica. a xilogravura tem um modo de fazer que é comum, independentemente da superfície onde será impressa. é utilizado um pedaço de madeira (imburana ou lourocanela), do tamanho em que se deseja fazer a xilogravura, e é talhada nessa madeira a figura que se deseja imprimir. em seguida, passase pela madeira um rolo com a tinta, depois aplicada à superfície desejada, repetindose este processo tantas vezes quantas forem necessárias, dependendo da quantidade de cópias que se deseja. quando impressa no cordel, a xilogravura é inspirada no tema que vai ser bordado no mesmo. quando impressa isoladamente, ela toma o tema escolhido pela inspiração do xilogravurista. dentre os temas mais tratados, podemos citar a feira nordestina, lampião, o imaginário religioso, padre cícero. normalmente, as xilogravuras são monocromáticas, sendo utilizada apenas a cor preta, porém já é possível encontrar xilogravuras coloridas, nas quais as cores azul, vermelho e amarelo são as mais utilizadas.

