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Sergio roberto castro de oliveira
Informações gerais do detentor
Projeto relacionado
Nome completo
Sérgio castro
História de vida
O trabalho com ferragem teve início em 2003 após cursar o curso de ferragem e forja promovido pelo iphan. Em princípio, havia o interesse em cursar marcenaria, já que trabalhava com madeira desde os 11 anos de idade, mas a falta de vagas em marcenaria e a disponibilidade de vagas para o curso de ferragem proporcionou o aprendizado deste ofício. “entrei na área de ferragem mais por acaso. Eu era marceneiro, sou marceneiro, né? Ai fui fazer o curso de marcenaria. Aí não tinha mais vaga. Quando eu cheguei pra marcenaria não tinha mais vaga. Aí resolvi trabalhar com ferro, aprender a fazer esses trabalhos todos. Aí me encantei.”
Localização
Transmissão de saberes
Aprendizado do bem
Em 2003 participou de um curso de restauração de metais, realizado pelo iphan, com duração de três meses. O curso foi ministrado pelo professor hermínio filomeno da silva neto, que tem formação em engenharia e em restauração de monumentos antigos (veneza). Neste curso, de acordo com sérgio, foi estruturado em torno de aulas práticas e teóricas. Antes de ser admitido como monitor de serralheria e forja no ctc (centro de trabalho e cultura de recife-pe), passou por um processo de capacitação e treinamento nesta instituição. Esse processo, de acordo com sérgio, ajudou bastante a formação iniciada no curso ministrado pelo prof. Hermínio.
Transmissão de saberes
Logo após cursar o curso de restauro promovido pelo iphan, tornou-se monitor do curso de serralheria e forja aberto pelo ctc. Trabalha atualmente como professor do ofício de serralheria e forja neste centro. Este centro atende a comunidade carente de coelhos, bairro do subúrbio de recife, com subsídio da prefeitura para o pagamento do salário dos professores e de uma bolsa que é concedida aos alunos. O material utilizado nas aulas práticas é todo fruto de doações. Porém, de acordo com sérgio, a escassez desse material necessário para as aulas práticas é constante: “passamos até quatro meses sem receber dinheiro e material para as aulas. Houve momentos em que os salários eram pagos apenas ao fim dos cursos. Passagens e comidas vinham do bolso da gente. E não podia faltar não, entendeu? Era arriscado sair do curso se faltasse uma aula. Aí tudo é mais difícil. Material não vem... Tinha vez que tive que pegar peça no tonel de lixo, que a turma da mecânica usava, para poder ministrar as aulas... Para os alunos não ficarem parados”. O curso ministrado por sérgio é dividido em três módulos estruturados entre aulas práticas e teóricas. Todo o ensino está relacionado a um trabalho de restauração realizado em alguma obra na cidade que está sob a responsabilidade questionário de identificação: ofícios e modos de fazer pe pe re 10 q60 31 da prefeitura. Os alunos têm aulas práticas no centro e nas obras onde se realiza o trabalho de restauro das peças. Os alunos têm idade entre 18 e 25 anos. A finalidade do curso é unir a formação técnica no ofício da forja e da serralheria com ação social voltada para a educação e formação de jovens residentes em áreas de risco e baixo idh (coelhos, santo amaro e joana bezerra são algumas comunidades atendidas pelo ctc). A maior parte dos alunos é composta por mulheres. Sérgio julga ser importante a presença das mulheres e o investimento em sua formação, pois, em sua opinião, elas encontram maiores dificuldades para entrar no mercado de trabalho. “a gente procura inserir a mulher no mercado de trabalho, ou seja, não discriminar e não deixar que elas fiquem só dentro de casa, lavando roupa e cuidando da casa. Antigamente você só via homem no mercado de trabalho e a mulher em beira de fogão, lavando roupa e tomando conta de menino. E o dinheiro dela, como é que ela vai conseguir, se ficar só dependendo de marido? No curso do ctc temos mulheres pedreiras, marceneiras, serralheiras... E tem mulher que trabalha com estuque e cantaria também. Tenho, inclusive, uma ex-aluna que faz coisas que muito homem não faz. O que você coloca pra fazer ela faz e faz bem feito.” atualmente, sérgio divide suas ocupações de trabalhador de restauro com os cursos ministrados no ctc.
