Informações
Projeto relacionado
Equipe
Ana Clara Cunha Oliveira Dias | Edilberto Jose de Macedo Fonseca | Eduarda Manhães Santos | Elisabete Vicari | Gabriela Calafate | Ilana Musacchio | Joana Ramalho Ortigao Correa | José Augusto Camargo de Almeida | Julia Andrade | Julia Barros Silvera dos Santos | Lorena Fontes Ferreira | Maria Elisabeth Andrade Costa | Milena Barbosa | Raiane Alabaces | Alice Saint Martin da Cunha | Claudiane Dias de Carvalho
Nome completo
Caio da Silva Vargas
História de vida
Durante a infância, cresceu em uma casa com pais apaixonados por música, onde conheceu referências como Alceu Valença e Gilberto Gil. Em encontros familiares, o canto, acompanhado da zabumba, era uma tradição. Ao longo da adolescência, apoiado pelo primo e incentivado pelo contexto escolar, aprendeu violão e se aproximou do samba. Já na vida universitária, sob influência do irmão, começou a atuar no forró. Com os amigos da graduação em Biologia, formou o trio de músicas autorais Chorume Bom, que atuava, esporadicamente, em Cabo Frio e Arraial do Cabo, onde já tinham relações com produtores locais. As apresentações na região das Baixadas Litorâneas se intensificaram cada vez mais, não apenas com o trio, mas também em apresentações junto de outros artistas. Na pandemia de covid-19, Caio se mudou para o local e lá reside desde então, trabalhando como músico e compositor.
Identificação de gênero
Homem cisgênero
Localização
Atuação coletiva
Sim
Descrição da atuação em rede
Se articula com produtores culturais e artistas da Região Metropolitana e Baixadas Litorâneas que agitam a cena do forró nessas localidades - seja em ambientes privados, como bares, ou espaços públicos, onde destacam-se as praças. Também participa de grupos como o Bloco DiCabo a Rabo e o Trio Amarena, ambos no município de Cabo Frio. Dentre seus vínculos, estão Léo Dioli, Azul puro Azul, Ivo Vargas e muitos outros agentes envolvidos com o forró nessas áreas.
Bens culturais relacionados
Relação com o bem cultural
Caio Vargas é cantor e compositor de trios e bandas que mobilizam um repertório de forró.
Lugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem em outros lugares
Relação do bem cultural com o lugar
Aponta que, na Região Litorânea, sobretudo em Cabo Frio, movimenta-se um forte circuito de forró com público consolidado e apaixonado que frequenta os eventos recorrentemente. As apresentações ocorrem em espaços privados, como bares, mas também nos espaços públicos, com destaque às praças locais.
Aprendizado do bem
Aprendeu a tocar instrumentos, cantar e compor com familiares e amigos. Se aproximou, pela primeira vez, do violão, com dez anos de idade, através do primo. Depois, no Colégio Pedro II (Rio de Janeiro), teve contato com o samba e fez as primeiras apresentações. Tendo os irmãos e primos como referência, e sob influência também do rap, começou a criar poemas por volta dos onze anos de idade. Até que, aos 19 anos, chegou ao universo do forró, através do seu irmão mais velho que dançava e tocava com os amigos na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Convidado a ensaiar, aprendeu o triângulo e começou a participar de eventos na Zona Central do Rio. Dentre esses locais de encontro, se destacavam a Gafieira Estudantina, o Clube Democráticos e, sobretudo, o Lapa Esquina, onde tocava nas noites de domingo e encontrava outros grupos de forró. Caio inspira-se em artistas cujas composições contam histórias, sobretudo as cenas cotidianas, tais quais Gordurinha, Genival Lacerda e Luiz Gonzaga, dentre outros. Ao fim, aponta que os ritmos populares, como o forró e o samba, são uma porta de entrada para diversos artistas fluminenses.
Transmissão de saberes
Caio compartilha suas experiências acerca da cena do forró, principalmente, nos encontros cotidianos e apresentações de rua. O artista percebe que, na região, a vivência e a prática coletiva estão gerando colaborações que reverberam nas práticas dos forrozeiros.




