Informações
Projeto relacionado
Nome completo
José Luiz Moraes
História de vida
Zé luiz é o sineiro mais atuante em catas altas. Hoje representa para a cidade uma espécie de herança performática dos grandes sineiros que ali viveram. Auxilia a sineira da localide em suas funções, porém deixa claro que não é uma responsabilidade formal.
Localização
Descrição da atuação em rede
Zé luiz é o sineiro mais atuante em catas altas. Hoje representa para a cidade uma espécie de herança performática dos grandes sineiros que ali viveram. Auxilia a sineira da localide em suas funções, porém deixa claro que não é uma responsabilidade formal.
Aprendizado do bem
“era menino. [. . . ] curiosidade. Curiosidade [. . . ] ouvindo e vendo. Por que [com] a curiosidade a gente aprende muita coisa. Às vezes a gente se torna até chato. [. . . ] que sempre nessas épocas de festa de nossa senhora da conceição mesmo, são sebastião, nossa senhora aparecida. Essa época eu sempre ia, subia até com o tico, pra mim poder ver como é que era. Porque sou filho de sineiro [. . . ] geraldo ciriaco de morais apelidado por didico constantino [. . . ] meu avô era zelador da igreja e era sineiro. Constantino jorge de moraes. Aí modo de que comecei aprender [. . . ] meu pai, totalmente, meu pai não me ensinou, aquela coisa. . . , que toda vida eu gostei de mexer com banda de música também aí eu achava bonito, aí deixava o sino de lado e ia pra banda de musica. Na época que a gente tinha uma corporação muito boa aqui e aí dava preferência mais pra banda de musica do que pro sino. ”
Transmissão de saberes
“não. Não porque ninguém mostra o interesse em aprender. Igual nós já temos uma tradição aqui é de tocar, que hoje outras cidades não existe, tocar pra missa, tocar pra uma procissão, tocar pra uma pessoa que falece. Ninguém mostra interesse. Só tem curiosidade de ir subir pra poder ver como é que é. [. . . ] ninguém. Ninguém nunca mostrou interesse em aprender, hoje você tá vendo aí a situação que tá, seu antonio que é o sineiro oficial tá em enfermidade, tem o carlos rodrigues que pelo que me consta ele não faz muita força, ele não quer pegar responsabilidade e pra poder quebrar o galho é eu e a dona marinha. [. . . ] olha, eu acho que ninguém interessa, ninguém procura um meio de ajudar nem nada, hoje o pessoal só quer tá envolvido é com droga, farra. Falei hoje que tem criança que devia tá aprendendo, botar dentro de uma igreja - porque eu também não sou muito de ir na igreja não, entro na igreja pra poder tocar sino, vou na igreja uma vez ou outra - mas falta muito interesse por parte das pessoas, do lugar, da própria comunidade. [. . . ] isso vai muito do entusiasmo das pessoas também, você mostrar interesse, não precisava ser profissionalizado se profissionalizar. Eu acho que tinha que ter interesse da parte deles, gostar, ir lá experimentar e falar: ‘ - não, a partir de hoje, eu quero aprender, é eu que vou ficar aqui, pronto acabou’. ”

