Informações
Projeto relacionado
Nome completo
Alexandre Weinhardt Silveira
História de vida
Alexandre é um lapeano de 91 anos, 60 deles trabalhando com a erva-mate em todos os seus processos: plantio, beneficiamento e venda. É proprietário de indústria para beneficiamento de erva-mate. Ao mesmo tempo, mantém uma exposição de peças antigas, em um barracão próximo à sede da empresa. Entre as relíquias c cuidadosamente guardadas, destacam-se peças do próprio engenho de erva-mate, além de diversos objetos referentes ao tropeirismo. Seja no escritório ou nos pavilhões de produção, a impressão que se tem depois de uma boa prosa com seu alexandre é que ele continua produzindo lembranças da melhor qualidade, tão boas como a erva-mate legendária que fabrica e vende “até para o exterior”. No momento participa ativamente do registro e preservação das memórias da lapa, especialmente as relacionadas ao tropeirismo e aos destemidos combatentes lapeanos. Entre os projetos, falou com empolgação das providências para criação do museu do tropeiro. “deve-se ao tropeirismo o povoamento da lapa, que não haveria, se não existissem as manadas”. Além disso, participa, e foi fundador, da união tradicionalista lapiana, entidade que congrega pessoas da sociedade civil com o objetivo de pesquisar e divulgar as tradições tropeiras, formadoras da sociabilidade local. Participa, ainda, de alguns centros de tradição gaúcha – ctgs – dos quais é membro vitalício. Alexandre é, portanto, um personagem estreitamente relacionado às narrativas sobre o tropeirismo, seja pelo seu interesse e dedicação a sua história, seja por seu envolvimento com a erva-mate, bebida tão ligada ao tropeirismo quanto as próprias mulas. Constantemente convidado para proferir palestras sobre tropeirismo em escolas, encontros e seminários, “seu” alexandre pode ser definido como um “inventor de tradições”.
Localização
Descrição da atuação em rede
Alexandre é um lapeano de 91 anos, 60 deles trabalhando com a erva-mate em todos os seus processos: plantio, beneficiamento e venda. É proprietário de indústria para beneficiamento de erva-mate. Ao mesmo tempo, mantém uma exposição de peças antigas, em um barracão próximo à sede da empresa. Entre as relíquias c cuidadosamente guardadas, destacam-se peças do próprio engenho de erva-mate, além de diversos objetos referentes ao tropeirismo. Seja no escritório ou nos pavilhões de produção, a impressão que se tem depois de uma boa prosa com seu alexandre é que ele continua produzindo lembranças da melhor qualidade, tão boas como a erva-mate legendária que fabrica e vende “até para o exterior”. No momento participa ativamente do registro e preservação das memórias da lapa, especialmente as relacionadas ao tropeirismo e aos destemidos combatentes lapeanos. Entre os projetos, falou com empolgação das providências para criação do museu do tropeiro. “deve-se ao tropeirismo o povoamento da lapa, que não haveria, se não existissem as manadas”. Além disso, participa, e foi fundador, da união tradicionalista lapiana, entidade que congrega pessoas da sociedade civil com o objetivo de pesquisar e divulgar as tradições tropeiras, formadoras da sociabilidade local. Participa, ainda, de alguns centros de tradição gaúcha – ctgs – dos quais é membro vitalício. Alexandre é, portanto, um personagem estreitamente relacionado às narrativas sobre o tropeirismo, seja pelo seu interesse e dedicação a sua história, seja por seu envolvimento com a erva-mate, bebida tão ligada ao tropeirismo quanto as próprias mulas. Constantemente convidado para proferir palestras sobre tropeirismo em escolas, encontros e seminários, “seu” alexandre pode ser definido como um “inventor de tradições”.
Aprendizado do bem
Sempre esteve vinculado à erva-mate. “meu nascimento foi festejado com uma cuia de chimarrão e a promessa de um “petiço (cavalo pequeno) para montaria”. Seu pai já “lidava” com produção/extração de erva-mate e sempre contou com a sua ajuda, desde criança. Em 1927 comprou um terreno em canoinhas (sc), para plantio, e foi a partir daí que começou o seu próprio negócio que culminou com a instalação da indústria de beneficiamento , em outubro de 1945. Esta indústria hoje faz parte da firma incomate que foi criada depois, em 1954, com o objetivo de viabilizar a exportação do produto, o que acabou não acontecendo por questões de padronização. Sua produção atual fica em torno de 7 a 10 toneladas de erva-mate cancheada, transformada em chimarrão, mas já foi maior. Segundo ele, a produção/extração da erva-mate caiu muito em função do crescimento da agricultura e da lavoura e, também, por conta da diminuição do consumo do chimarrão.
Transmissão de saberes
Dois dos seus cinco filhos participam dos negócios: a filha maria josé, que atua como gerente desde 1970, e o filho belarmino que assumiu a administração de alguns processos depois que se aposentou. Seu conhecimento sobre a história da lapa e sua tradição tropeira é repassado a escolares e interessados no tema, em palestras, encontros e seminários. Além disso, seu pequeno “museu” é aberto ao público em geral e costuma receber visita de escolares da cidade, turistas e pesquisadores. “seu” alexandre escreve regularmente sobre assuntos de seu interesse, particularmente, sobre o tropeirismo.

