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Nome completo
Antônio Carlos Moraes Da Silva
História de vida
Seu antônio é um doceiro, especialista em fazer e vender doce de espécie, em alcântara, uma iguaria local identificada diretamente com a festa do divino espírito santo da mesma cidade, fazendo parte daquela. Ele fala que esta atividade atualmente é realizada por poucas pessoas, na cidade: “. . . Continuei com essa cultura, pra não deixar, justamente, acabar, né. E mesmo, é uma coisa que a festa do divino precisa muito do doce de espécie. E também eu fiz como um comércio pra mim. Eu vivo praticamente do doce de espécie”.
Localização
Descrição da atuação em rede
Seu antônio é um doceiro, especialista em fazer e vender doce de espécie, em alcântara, uma iguaria local identificada diretamente com a festa do divino espírito santo da mesma cidade, fazendo parte daquela. Ele fala que esta atividade atualmente é realizada por poucas pessoas, na cidade: “. . . Continuei com essa cultura, pra não deixar, justamente, acabar, né. E mesmo, é uma coisa que a festa do divino precisa muito do doce de espécie. E também eu fiz como um comércio pra mim. Eu vivo praticamente do doce de espécie”.
Aprendizado do bem
Seu antônio revela que desde os 16 anos, em 1981, começou a fazer o doce de espécie para vender. Conta que a receita foi deixada pelos portugueses, em alcântara e que é um doce tradicional da festa do divino espírito santo. Tudo que aprendeu, seu antônio deve às doceiras mais velhas de alcântara: “eu trabalhei muito com dona janoca meireles, trabalhei também com dona natividade, era uma senhora, uma negra, trabalhei com dona candoca, era uma cabocla, mas trabalhava divinamente bem”. Entre essas, dona candoca foi a que mais lhe ensinou a arte de fazer o doce. Neste período, ela tinha 70 anos. Fala que após o aprendizado se consolidar, chegou a trabalhar muito com ela, inclusive, na participação em várias festas do divino, principalmente na casa do império – na casa de dona florzinha, dona denise e na de péricles rocha – e sempre fazendo o doce de espécie. Ele lembra da existência de muitas doceiras em alcântara e lamenta o fato de hoje não haver tantas.
Transmissão de saberes
O entrevistado fala, com orgulho, que todos os seus filhos sabem trabalhar com o doce de espécie. Dominam todo o processo para fazer o doce, “do forno ao coco na panela”, usando a expressão de seu antônio. Ele diz que sempre trabalhou em festas do divino, em casas de festa, ajudando. Então, depois de um tempo, passou a contar com o apoio de seus filhos, que sabendo fazer doces, puderam somar esforços no cumprimento às demandas das festas. Ressalta que não faz segredos a respeito do seu saber sobre o doce de espécie, por isso mesmo, quem lhe perguntar sobre como se faz o doce, seja o turista ou outro, ele revela a receita sem problemas.

