Informações
Projeto relacionado
Nome completo
Reinaldo Gomes Da Silva
Data de nascimento
24 de setembro de 1950
História de vida
O entrevistado é dono dos meios de produção. O mesmo é quem confecciona as suas peças e também quem as comercializam. Mas diz que nos dias de hoje, trabalha apenas por encomendas, devido a diminuição dos pedidos, e também de não mais participar das feiras das cidades circunvizinhas. Trabalha apenas no horário da noite dedicando o dia para o trabalho na barbearia, pois o mesmo também é barbeiro e diz que a barbearia lhe traz mais lucro do que seu trabalho de coureiro, apesar de gostar muito desse oficio, não dedica mais muito tempo como dedicava-se antes.
Localização
Descrição da atuação em rede
O entrevistado é dono dos meios de produção. O mesmo é quem confecciona as suas peças e também quem as comercializam. Mas diz que nos dias de hoje, trabalha apenas por encomendas, devido a diminuição dos pedidos, e também de não mais participar das feiras das cidades circunvizinhas. Trabalha apenas no horário da noite dedicando o dia para o trabalho na barbearia, pois o mesmo também é barbeiro e diz que a barbearia lhe traz mais lucro do que seu trabalho de coureiro, apesar de gostar muito desse oficio, não dedica mais muito tempo como dedicava-se antes.
Aprendizado do bem
“eu aprendi o oficio comigo mesmo”, diz o senhor reinaldo. “a inteligência da gente procura. . . Eu desmanchava as coisas e depois fazia”. O senhor reinaldo morava com seus familiares, no sítio água doce, município de acari-rn, onde nasceu. Seu pai, que era agricultor e também coureiro, aprendeu o oficio com um primo do mesmo chamado joão soares. O pai do senhor reinaldo sabia confeccionar a sela e o gibão, passando para seu filho o oficio de coureiro. Seu pai apenas mexia com sela, mas o entrevistado aprendeu a fazer outras peças como: a sandália, o arreio para animal, a coleira para cachorro, o chapéu de couro, o chicote e o sapato de vaqueiro. Quando perguntado pela sela, o mesmo diz não saber fazer ou nunca teve interesse em fazer, apenas faz o remonte da sela, mas não a confecciona. No ano de 1973, o pai do senhor reinaldo foi passar uma temporada de seis meses no estado de minas gerais e deixou alguns pedaços de couro na pequena oficina, e algumas pessoas começaram a fazer encomendas de roupa de couro para o senhor raimundo, “você não consegue fazer não? , e eu sei lá! , faça rapaz, ai eu comecei a fazer”. Deste momento o senhor raimundo também começa a confeccionar a roupa de vaqueiro, o gibão. O senhor reinaldo no ano de 1976, morador da zona urbana de acari, casou e teve três filhos, não passou o oficio para os filhos, por falta de interesse dos mesmos. “para mim já deu, agora não dar mais”, o senhor reinaldo diz que nos dias de hoje o oficio não traz mais condições para ele sobreviver apenas aquilo. Quando o entrevistado fazia as feiras das cidades de caicó-rn, currais novos-rn, e cruzeta-rn, nos anos de 1988, não existia muitos produtos em couro sendo comercializados na feira ou mesmo em alguns estabelecimentos comerciais destas cidades, com isso os produtos do senhor reinaldo eram procurados e sempre seu lucro era bom, mas por volta do ano de 1990, alguns estabelecimentos comerciais, começaram a vender também peças em couro, então ficava mais fácil para o cliente comprar e começaram a dizer que as peças comercializadas nas feiras estavam caras em relação as encontradas nestes estabelecimentos, então neste período não houve mais condições por parte do senhor reinaldo para fazer as feiras dessas cidades, ficando só na cidade de acari-rn, com a sua barbearia e recebendo encomendas para a confecção de alguns peças em couro.
Transmissão de saberes
Não. O senhor reinaldo diz que por volta do ano de 1988, confeccionava muita sandália, chegando as vezes a não atender a demanda, então alguns amigos sugeriu que ele ensina-se o oficio para alguns crianças, que ele não recorda no momento o nome das mesma. Mas as crianças não tiveram interesse em aprender o oficio, alegaram que sujava muito as mãos e era muito trabalho para fazer.

