Informações
Projeto relacionado
Nome completo
Neuza Araújo Dantas De Medeiros
História de vida
D. Neuza de zé medeiros, como é conhecida, desde sua mocidade teve no ofício de biscoiteira um complemento de renda para sua família. Inicialmente quando era jovem com o auxilio dos irmãos vendia a produção de sua mãe. Mais tarde, quando casada, d neuza passou a fazer ela mesma os biscoitos. Executava o processo de feitura praticamente sozinha. Sua única filha quando era menor a auxiliava nesse processo, mas em pequenos serviços. Já no processo de comercialização, todos os filhos lhe ajudavam vendendo os sequilhos de porta em porta ou para transeuntes, conforme declara: “ criei meus filhos,eu tive nove e criei cinco. Com lavagem de roupa,engomando e fazendo sequilho. Eu botava eles pra vender na rua. Os que ia crescendo mais deixava e botando os menor pra ir vendendo”. Sua sogra as vezes lhe ajudava no processo de cozimento dos sequilhos. Em relação a instalação necessária para a execução da atividade, a entrevistada alega que sempre utilizou as dependências de sua residência,que é própria. Local em que reside até hoje. Já em relação a matéria prima, esta as vezes era adquirida com recursos próprios, outras eram seus clientes que proviam. Isto variava conforme o tipo de venda: por encomenda ou venda imediata.
Localização
Descrição da atuação em rede
D. Neuza de zé medeiros, como é conhecida, desde sua mocidade teve no ofício de biscoiteira um complemento de renda para sua família. Inicialmente quando era jovem com o auxilio dos irmãos vendia a produção de sua mãe. Mais tarde, quando casada, d neuza passou a fazer ela mesma os biscoitos. Executava o processo de feitura praticamente sozinha. Sua única filha quando era menor a auxiliava nesse processo, mas em pequenos serviços. Já no processo de comercialização, todos os filhos lhe ajudavam vendendo os sequilhos de porta em porta ou para transeuntes, conforme declara: “ criei meus filhos,eu tive nove e criei cinco. Com lavagem de roupa,engomando e fazendo sequilho. Eu botava eles pra vender na rua. Os que ia crescendo mais deixava e botando os menor pra ir vendendo”. Sua sogra as vezes lhe ajudava no processo de cozimento dos sequilhos. Em relação a instalação necessária para a execução da atividade, a entrevistada alega que sempre utilizou as dependências de sua residência,que é própria. Local em que reside até hoje. Já em relação a matéria prima, esta as vezes era adquirida com recursos próprios, outras eram seus clientes que proviam. Isto variava conforme o tipo de venda: por encomenda ou venda imediata.
Aprendizado do bem
D. Neuza de zé medeiros, atualmente com 66 anos, viúva,nascida e criada na cidade de carnaúba dos dantas, onde aprendeu a fazer biscoitos. Desde muito cedo teve no ofício de biscoiteira complemento para sua renda familiar. Iniciando este ofício ainda quando era solteira, pois aprendeu este ofício com sua mãe,suspendeu esta atividade há mais ou menos dez anos (1997), devido a problemas de saúde, momento em que se aposentou. Quando questionada sobre o que fazia de alimentação típica do seridó, relembrando sua juventude afirmou que : “eu lavei muita roupa de ganho. Trinta e seis anos de lavagem de roupa, engomava. Ai comecei a fazer sequilho, minha mãe me ensinou. . . . . Eu era ainda solteira. Ainda tinha vinte e dois anos quando ela me ensinou. A gente fazia. Ela fazia e a gente ajudava e ia vender na rua. . . Mãe fazia para vender. Minha mãe aprendeu com a tia dela. . . . . ” a tia avó de d. Neuza fazia biscoito para consumo da família. Já sua mãe e ela para consumo doméstico e comercialização.
Transmissão de saberes
A entrevistada afirma que já ensinou o ofício de biscoiteira para outras pessoas, mas não sabe informar com precisão aquem. “já ensinei pra muita gente. Até pra são paulo eu já ensinei. . . Pessoas que vinha aqui queria aprender eu ensinava como era que se podia de fazer. . . E mesmo ensinava para elas verem aqui. ” de seus filhos, cinco homens e uma mulher, ninguém segue o ofício. Quando questionada se alguém em sua família dá continuidade ao ofício de biscoiteira respondeu que “não. . . Nem pra consumo. . . (é uma arte que vai morrer com a sra? ) é vai morrer comigo. . . Mas tem vez assim que eu faço. Um cunhado da minha filha de vez em quando vai fazer ele me chama pra mim ajudar ele a fazer. . . Ele vende na feirinha. . . Lá no monte ( se referindo ao monte do galo) ele vende muito”

