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Projeto relacionado
Outros nomes do bem cultural
Endereço a 40 km de vila bela da santíssima trindade proprietário coroa portuguesa autor do projeto luiz de albuquerque de mello pereira e caceres, responsável pela construção, na época da fundação da fazenda de casalvasco era governador da província de mato grosso
Categoria de bem cultural
Descrição
características arquitetônicas
ao descrever o conjunto arquitetônico do povoado, joão severiano da fonseca diz que a imagem do que fora
casalvasco ficou congelada para a posteridade histórica de outrora, ao mesmo tempo possibilitando ao leitor do século
xxi reconstruí-la pausadamente, embalado pelas correntezas serenas das águas do rio barbados, que ainda
embelezam a paisagem: “[...] no lado sul do quadrado ficam o alojamento do comandante, bonito de dois andares com
vasta varanda em volta, uma igreja grande demais para o tamanho do povoado, e a caserna. [...] no lado oposto está
situada a chamada missão, onde se concentram os índios chiquitos convertidos ao cristinismo.[...] a parte leste é
ocupada pelos soldados e por várias famílias de índios da mesma nação [e] por trás desta última construção vê-se um
grupo de cerca de vinte cabanas habitados por mulatos por mulatos e índios [e, por fim, informando-nos sobre a
população total], [...] cifra-se nisso a população de casalvasco, que orça por duzentos habitantes pretos e mulatos e
número aproximadamente igual de índios. (375).
prosseguindo em seus registros, ele ressalta que todas as construções existentes em casalvasco pertenciam ao
estado e que a segurando ao estado e que a segurança local era composta por uma “[...] guarnição, que outrora se
compunha de quinhentos homens, esta reduzida a cinqüenta [...] cuja tarefa voltava se “[...] á defesa da fronteira e a
proteger o gado pertencente à nação [...]”. informa, ainda, que, “[...] a fazenda nacional de casalvasco, cujo
administrador é o próprio comandante militar do posto, tem duas dependências: uma é o retiro de são luís e a outra é
o chamado mangueiral, situados duas léguas a leste de casalvasco”. nessas dependências, criava-se gado para
abastecer a guarnição de vila bela, apesar de em 1845 não ter restado “[...] mais que duas mil cabeças de gado, mas,
até 1831 havia ainda oito a nove mil” (p.374).

