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Jongo

Início 6 - Bem Cultural Jongo
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Características do bem

Projeto relacionado

Inventário Participativo do Patrimônio Cultural Imaterial dos Bairros de Bebedouro, Mutange, Bom Parto, Farol e Pinheiro

Categoria de bem cultural

Forma de Expressão

Descrição

Jongo é uma manifestação cultural afro-brasileira que reúne música, dança e poesia, com fortes raízes nas tradições trazidas por povos africanos durante o período da escravidão no Brasil. É praticado principalmente na região Sudeste do Brasil, com destaque para áreas rurais e comunidades tradicionais dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.

É bastante incomum no Estado de Alagoas mas durante a realização do Inventário encontramos a ocorrência de um fazedor cultural do Mutange que se apresentou associado a este bem.

Localização

Alagoas - AL > Maceió

Pessoas e Organizações Relacionadas ao Bem

Detentores do bem cultural

Mestre Besourão (Ivanildo)

Ameaças e Questões Internas

Riscos à transmissão

Não há risco

Ameaças externas

Desterritorialização compulsória, perda de territórios e vínculos comunitários

Descreva a ameaça externa

Todos os bens listados nesta plataforma, identificados pelo projeto IPCI, fazem parte de um contexto de desterritorialização e reterritorialização, de saberes, modos de fazer, ofícios e celebrações diversas, identificado na cidade de Maceió, ocorrido nos bairros de Bebedouro, Bom Parto, Mutange, Pinheiro e Farol.
A população destes territórios, incluindo seus fazedores de cultura, foi forçada a desocupar de forma total ou parcial estes bairros, em virtude da subsidência do solo causada pela ação da mineração.
Após a desocupação, grande parte do território foi demolida, processo que permanece em curso, tendo os moradores, ex-moradores, fazedores de cultura e população da cidade, perdido espaços e territórios de referência cultural relacionados à práticas e saberes imateriais.
O estudo em questão procurou identificar os fazedores e detentores de saberes vinculados aos bairros atingidos e os bens culturais aos quais se relacionam, bem como a redistribuição desta população, dentro da cidade de Maceió e para além dela, buscando compreender, de modo ampliado, os desafios enfrentados por essa população para lidarem com as consequências do que é considerado o maior desastre socioambiental em área urbana do mundo e o impacto deste, sobre o campo da cultura.
De modo geral a perda dos territórios, dos espaços de socialização comunitária, a desmobilização de redes de manutenção das práticas e repasse dos saberes e a fragilização de vínculos comunitários representam, em maior ou menor medida, uma ameaça aos bens culturais identificados.

Acesso e uso do território

Todos os bens listados nesta plataforma, identificados pelo projeto IPCI, fazem parte de um contexto de desterritorialização e reterritorialização, de saberes, modos de fazer, ofícios e celebrações diversas, identificadas na cidade de Maceió, especificamente nos bairros de Bebedouro, Bom Parto, Mutange, Pinheiro e Farol.
A população destes territórios, incluindo seus fazedores de cultura, foi forçada a desocupar de forma total ou parcial estes bairros, em virtude da subsidência do solo causada pela ação da mineração.
Boa parte do território já se encontra demolido por determinação da Defesa Civil da cidade de Maceió, processo que segue em curso e em constante processo de reavaliação. Outras partes do território estão desocupadas e seguem com acesso restrito.

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