![]()
Dão (Alexsandro)
Informações gerais do detentor
Projeto relacionado
Equipe
Adriana Guimaraes Duarte | Airton de Souza Melo | Álvaro dos Santos | Clair da Cunha Moura Junior | Josemary Omena Passos Ferrare | Juliana Nicolle Rebelo Barretto | Nadja Waleska Silva Rocha
Nome completo
Alexsandro Olivério da Silva
Data de nascimento
22 de junho de 1981
História de vida
Dão, como é conhecido na comunidade, mora na Chã de Bebedouro desde que nasceu e mantém uma relação próxima com a vida cultural de Bebedouro e de seu entorno. Sua trajetória como brincante começou na adolescência, por volta dos 17 anos, quando passou a integrar grupos de Coco de Roda. Ao longo desse percurso, também praticou capoeira, manteve durante dez anos o grupo Juventude em Ação, trabalhou com adolescentes e participou do Coco de Roda Estrela de Alagoas. Posteriormente, ingressou na Quadrilha Junina Pé de Serra, originária do Flexal, da qual permanece integrante, atuando também na articulação cultural.
Sua experiência com a Quadrilha Pé de Serra está diretamente ligada aos espaços de convivência de Bebedouro e da Chã de Bebedouro. Antes do desastre tecnológico, os ensaios aconteciam no Flexal, no Parque da Lagoa e em escolas que disponibilizavam seus espaços, enquanto a Praça de Bebedouro concentrava apresentações de quadrilhas, cocos de roda, capoeira e outras manifestações, especialmente durante os festejos juninos e natalinos. Com a desocupação compulsória e a dispersão dos moradores, a quadrilha transferiu seus ensaios para o CEPA, passando a reunir brincantes provenientes de diferentes bairros. Para Dão, essa mudança alterou uma dinâmica anteriormente marcada pela proximidade entre os participantes, os locais de ensaio e a comunidade.
As transformações do território também atravessam sua relação com a Quadrilha Pé de Serra e com a memória cultural de Bebedouro. Em 2022, participou de uma apresentação realizada no próprio bairro em referência aos antigos festejos que tradicionalmente aconteciam na praça. Posteriormente, a quadrilha desenvolveu uma apresentação dedicada às tradições de Bebedouro, reunindo referências ao pastoril, às baianas, ao Guerreiro, ao Coco de Roda e à capoeira. Em suas lembranças, essas experiências evidenciam o vínculo construído com um território que considera marcado por intensa vida cultural e as mudanças provocadas pela dispersão dos grupos e moradores que anteriormente compartilhavam esses espaços.
Sobre este perfil
Este perfil reúne informações produzidas em diferentes etapas da pesquisa do Inventário Participativo do Patrimônio Cultural Imaterial dos bairros de Bebedouro, Bom Parto, Farol, Mutange e Pinheiro – IPCI Maceió.
Além das informações obtidas nos Questionários 1 e 2, este perfil incorpora os conteúdos produzidos por meio da entrevista em vídeo, realizada com uma amostragem específica de detentores culturais selecionados conforme os critérios metodológicos definidos pelo IPCI Maceió (para mais informações, consulte o Detalhamento do Projeto – Caderno 1).
O registro audiovisual permite conhecer, por meio da imagem e do som, aspectos da trajetória de vida do participante, de sua relação com as referências culturais e do contexto em que desenvolve sua atuação. Também possibilita documentar narrativas, expressões, gestos e demonstrações de práticas culturais, complementando as informações produzidas nas etapas anteriores e ampliando as possibilidades de registro, preservação e difusão do patrimônio cultural imaterial.
Identificação de gênero
Homem cisgênero
Perfil étnico-racial
Relação com bens culturais
Bens culturais relacionados
-
Bem cultural relacionado
Descrição
A quadrilha junina é uma dança tradicional das festas de Junho do Nordeste brasileiro, inspirada nas danças de salão europeias trazidas pelos portugueses e adaptada à cultura popular. Trata-se de uma dança coletiva, coreografada e encenada, que celebra os festejos dedicados aos santos católicos do período, com trajes, músicas, marcação e passos que podem apresentar variações a depender do caráter tradicional ou estilizado do grupo em questão.
Em Maceió, os bairros objeto de estudo do Inventário, são uma referência na realização dessa prática com significativa concentração de dançarinos(as) e grupos. Seus integrantes costumam estar envolvidos também com outras danças e atividades culturais, tais como Coco de Roda, Dança Afro, Boi de Carnaval.Localização
Relação com o bem cultural
Diretor Cenográfico do grupo de Quadrilha JuninaData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
acima de 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Bebedouro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil -
Bem cultural relacionado
Descrição
"Reunindo música, poesia e dança, o coco apresenta-se vinculado a um só tempo às ações de trabalho, à festa, à criatividade e à manifestação artística, coadunando diferentes funções sociais.” (CÉSAR, Telma, O Coco Alagoano - Memória em Movimento, In Rede Sociocriativa do Coco de Roda, Catálogo, 2017, p. 55)
Localização
Relação com o bem cultural
Líder do Coco de Roda Juventude em AçãoData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
acima de 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Bebedouro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil -
Bem cultural relacionado
Descrição
“A capoeira, uma manifestação cultural que se caracteriza por suas múltiplas dimensões, é ao mesmo tempo dança, luta, e jogo. Dessa forma, mantém ligações com práticas de sociedades tradicionais, nas quais não havia a separação de habilidades nas suas celebrações, característica inerente à sociedade moderna. Ainda que alguns praticantes deem prioridade ora à sua face cultural, a seus aspectos musicais e rituais, ora à sua face esportiva, à luta e a à ginástica corporal, a dimensão múltipla não é deixada de lado. Em todas as práticas atuais de capoeira, permanecem coexistindo a orquestração musical, a dança, os golpes, o jogo, embora o enfoque dado se diferencie de acordo com a singularidade de cada vertente, mestre ou grupo.” (IPHAN, 2014, p. 12).
INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL. Dossiê Inventário para registro e salvaguarda da capoeira como patrimônio cultural do Brasil. Brasília, 2014.
Reconhecida como um Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil desde 2008 e Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO desde 2014, a roda de capoeira e o ofício do mestre, foram também identificados com ocorrências nos cinco bairros objeto do inventário.Localização
Relação com o bem cultural
Capoeirista do Grupo Raízes NegrasData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
acima de 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Bebedouro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil
Dados socioeconômicos
Escolaridade ou formação profissional
Ensino médio completo
Remuneração
Não remunerado

