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Dani Lins
Informações gerais do detentor
Projeto relacionado
Equipe
Adriana Guimaraes Duarte | Airton de Souza Melo | Álvaro dos Santos | Clair da Cunha Moura Junior | Josemary Omena Passos Ferrare | Juliana Nicolle Rebelo Barretto | Nadja Waleska Silva Rocha
Nome completo
Daniele Lins Santos
Data de nascimento
17 de junho de 1991
História de vida
Sobre este perfil
Este perfil reúne informações produzidas na etapa inicial da pesquisa do Inventário Participativo do Patrimônio Cultural Imaterial dos bairros de Bebedouro, Bom Parto, Farol, Mutange e Pinheiro – IPCI Maceió.
As informações correspondem ao Questionário 1 (Censo Comunitário), instrumento de caráter predominantemente quantitativo, aplicado de forma abrangente para identificar e caracterizar os fazedores de cultura e as referências culturais às quais estão vinculados.
Por se tratar da etapa inicial de identificação, este perfil apresenta informações mais sintéticas, relacionadas à caracterização do participante e à sua vinculação com as referências culturais identificadas. Esses dados contribuíram para a construção de um panorama dos fazedores, práticas e saberes identificados pela pesquisa.
Identificação de gênero
Mulher cisgênero
Perfil étnico-racial
Relação com bens culturais
Bens culturais relacionados
Bem cultural relacionado
Descrição
Maracatu é uma manifestação cultural e performática afro-brasileira que reúne música, dança, cortejo e teatralidade. Suas raízes remontam às irmandades negras e aos rituais ligados às coroações de reis e rainhas do Congo, mesclando elementos das culturas africanas, indígenas e do catolicismo popular. Possui duas vertentes principais: o Maracatu de Baque Virado (ou Maracatu Nação) e o Maracatu de Baque Solto (ou Maracatu Rural). A performance é marcada pelo uso de tambores (alfaias), gonguê, agbês, caixas. No caso do Maracatu Nação, há também a presença do cortejo da corte real, com figuras como rei, rainha, dama do paço, porta-estandarte e a emblemática calunga.
Embora mais conhecido como expressão pernambucana, o maracatu também possui trajetória histórica em Alagoas, sobretudo na região de Maceió e entorno. No início do século XX, havia grupos ativos ligados a comunidades negras urbanas e rurais, dialogando com práticas de matriz africana então vigentes no estado. Essa presença, porém, foi severamente afetada pelos acontecimentos ligados ao “Quebra de Xangô”, episódio de violência política e religiosa ocorrido em Maceió em 1912, que resultou na destruição sistemática de terreiros, perseguição a lideranças afro-religiosas e na repressão ao culto de Xangô (como é chamado o Candomblé em Alagoas). Essa repressão atingiu profundamente diversas expressões culturais de matriz africana — entre elas o maracatu.
A partir dos anos 1990 e, especialmente, dos anos 2000, inicia-se em Alagoas um processo de retomada e revalorização do maracatu, impulsionado por movimentos culturais, coletivos de juventude, grupos percussivos, terreiros e pesquisadores. Esse renascimento se conecta ao fortalecimento das identidades afro-brasileiras, às políticas de patrimônio cultural e à circulação do maracatu pernambucano, que inspirou novas formações.
Hoje, o maracatu reaparece no estado em forma de grupos de baque virado e baque solto, oficinas de percussão, cortejos urbanos, festivais e ações educativas. Alguns grupos incorporam elementos tradicionais, enquanto outros dialogam com linguagens contemporâneas, mantendo vivo o vínculo simbólico com a ancestralidade africana e com a resistência cultural frente ao apagamento histórico causado pelo Quebra de Xangô.
No que se refere ao território estudado, foram localizados fazedores de cultura relacionados ao Maracatu no bairro do Farol.
Localização
Relação com o bem cultural
Data em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
Lugar onde é praticado o bem cultural
Relação do bem cultural com o lugar
Dados socioeconômicos
Escolaridade ou formação profissional
Ensino superior completo
Remuneração
Regularmente


