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Fagner Dubrown
Informações gerais do detentor
Projeto relacionado
Equipe
Adriana Guimaraes Duarte | Airton de Souza Melo | Álvaro dos Santos | Clair da Cunha Moura Junior | Josemary Omena Passos Ferrare | Juliana Nicolle Rebelo Barretto | Nadja Waleska Silva Rocha
Nome completo
Fagner Moreira dos Santos
Data de nascimento
6 de setembro de 1984
História de vida
Fagner Dubrown chegou a Maceió em 2003 para estudar na Universidade Federal de Alagoas (UFAL), trazendo experiências anteriores como percussionista em bandas de mangue beat, em Recife. No Bom Parto, aproximou-se do Projeto Mulungu, onde participou de atividades de teatro, música e formação até 2006. Após essa experiência, junto com Rogério Dias, deu continuidade às atividades culturais realizadas no quintal da residência deste, dando origem ao Quintal Cultural, na Rua Sol Nascente. Nesse espaço, desenvolveu trabalhos com teatro, música e poesia e, a partir da incorporação do pandeiro às poesias musicadas, aproximou-se do Coco. O interesse pela manifestação levou-o a aprofundar suas experiências em Pernambuco, onde teve contato com diferentes referências, entre elas Mestre Galo Preto, e participou de apresentações em Recife.
Em 2010, retornou a Maceió e retomou sua atuação no Quintal Cultural. Dois anos depois, conheceu Zeza do Coco e passou a acompanhá-la como pandeirista, experiência que aprofundou sua relação com a musicalidade do Coco. Juntos, e com integrantes do Coletivo Afro Caeté, formaram o Segura o Coco. Paralelamente, Fagner desenvolveu sua atuação como arte-educador, músico, gestor e fazedor cultural, ministrando aulas de pandeiro e Coco e participando da elaboração de projetos. Também retomou o trabalho Poesia Musicada no Pandeiro, conciliando-o com as atividades desenvolvidas com Zeza do Coco e outros trabalhos musicais. Embora se reconheça como aprendiz, compreende que as experiências acumuladas ao longo de sua trajetória constituíram uma relação profunda com o Coco, que associa à sua identidade, ao seu trabalho e à cultura alagoana.
O Bom Parto ocupa lugar central nessa trajetória, especialmente por meio do Quintal Cultural, que se tornou espaço de realização de atividades artísticas e de convivência na comunidade, incluindo festas juninas, carnaval, apresentações, oficinas e rodas de Coco. A desocupação de parte do território afetou a circulação de pessoas e ampliou as dificuldades para a realização das atividades no local, com redução do público e cancelamento de trabalhos. Atualmente, Fagner também realiza rodas de Coco na Jatiúca, mas mantém sua relação com o Quintal Cultural e com o Bom Parto, onde construiu parte significativa de sua experiência como músico, arte-educador e integrante da cultura popular.
Sobre este perfil
Este perfil reúne informações produzidas em diferentes etapas da pesquisa do Inventário Participativo do Patrimônio Cultural Imaterial dos bairros de Bebedouro, Bom Parto, Farol, Mutange e Pinheiro – IPCI Maceió.
Além das informações obtidas no Questionário 1, este perfil incorpora os conteúdos produzidos por meio do Questionário 2, correspondente à etapa qualitativa da pesquisa, realizada com uma amostragem de detentores culturais selecionados conforme os critérios metodológicos definidos pelo IPCI Maceió (para mais informações, consulte o Detalhamento do Projeto – Caderno 1).
A entrevista realizada por meio do Questionário 2, composta por perguntas direcionadas, permite conhecer alguns aspectos da trajetória de vida do participante, de sua relação com as referências culturais e do contexto em que desenvolve sua atuação. Dessa forma, complementa as informações produzidas no Censo Comunitário e contribui para uma compreensão mais contextualizada de sua experiência e de sua vinculação às referências culturais.
Identificação de gênero
Homem cisgênero
Perfil étnico-racial
Relação com bens culturais
Bens culturais relacionados
-
Bem cultural relacionado
Descrição
"Reunindo música, poesia e dança, o coco apresenta-se vinculado a um só tempo às ações de trabalho, à festa, à criatividade e à manifestação artística, coadunando diferentes funções sociais.” (CÉSAR, Telma, O Coco Alagoano - Memória em Movimento, In Rede Sociocriativa do Coco de Roda, Catálogo, 2017, p. 55)
Localização
Relação com o bem cultural
BrincanteData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
acima de 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Bom Parto – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil -
Bem cultural relacionado
Descrição
Foram identificados no território profissionais do teatro, dança (gêneros variados) e artes circenses, organizados em coletivos e associações ou atuando de forma independente. Atuavam junto às comunidades dos bairros inventariados, tendo alguns deles realocados suas sedes e locais de ensaio após a desocupação.
Localização
Relação com o bem cultural
Agente CulturalData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
acima de 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Bom Parto – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil -
Bem cultural relacionado
Descrição
A cultura do reggae é um conjunto de expressões musicais, artísticas e de modo de vida que se formou em torno do reggae, gênero musical nascido na Jamaica, tendo como referência na década de 1960. Essa cultura reúne pessoas que compartilham valores, estilos e práticas inspirados nas mensagens de paz, amor, igualdade, resistência e espiritualidade presentes nas letras das músicas.
Entre os principais elementos da cultura do reggae estão:
a música, com suas batidas marcadas e mensagens sociais e espirituais;
os bailes e festas de reggae, espaços de convivência, dança e celebração coletiva;
o estilo de vestir, com roupas coloridas e símbolos associados ao movimento rastafári (como as cores vermelho, amarelo, verde e preto);
o estilo de vida, que valoriza a simplicidade, a harmonia com a natureza e a fraternidade entre as pessoas.
A cultura do reggae é, portanto, uma expressão de identidade e resistência, que une comunidades e promove valores de respeito e solidariedade através da arte e da música.
No que se refere ao territórios estudados na cidade de Maceió, podemos citar ocorrência de expressões da ‘cultura do reggae’ no bairro do Bom Parto.Localização
Relação com o bem cultural
Agente CulturalData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
acima de 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Bom Parto – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil -
Bem cultural relacionado
Descrição
A cultura hip-hop é um movimento cultural, artístico e social que surgiu nas comunidades negras e latinas de Nova York, nos Estados Unidos, durante a década de 1970. Ela nasceu como forma de expressão, identidade e resistência diante das desigualdades sociais e rapidamente se espalhou pelo mundo, inclusive pelo Brasil.
A cultura hip-hop é formada por quatro elementos principais:
Rap (ritmo e poesia) – a música que combina batidas e rimas para transmitir mensagens sobre a realidade, o cotidiano e as lutas sociais;
DJ (disc-jóquei) – o artista do som, responsável por criar as batidas, misturar músicas e animar os bailes e festas;
Breakdance (ou breaking) – a dança de rua, marcada por movimentos criativos e acrobáticos que expressam força, estilo e liberdade;
Grafite – a arte visual do hip-hop, feita em muros e espaços públicos, que transforma a cidade em lugar de expressão e comunicação.
Além desses quatro elementos, muitos também incluem o MC (mestre de cerimônias) e a consciência hip-hop, que representa o pensamento crítico, o respeito e a união comunitária.
A cultura hip-hop é, portanto, uma forma de arte e resistência, que valoriza a voz das periferias, promove a autoexpressão e reafirma a identidade das juventudes urbanas
No que se refere ao territórios estudados na cidade de Maceió, podemos citar ocorrência de fazedores culturais relacionados a este bem nos bairros de Bom Parto e Pinheiro.Localização
Relação com o bem cultural
Agente CulturalData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
acima de 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Bom Parto – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil -
Bem cultural relacionado
Descrição
Um bloco de carnaval de rua é uma manifestação popular e espontânea que ocorre durante o período do carnaval. É formado, em geral, por brincantes, moradores de uma mesma comunidade ou de comunidades vizinhas, que se reúnem para celebrar a festa com música, dança, fantasias e alegria.
Esses blocos costumam surgir de forma organizada pelos próprios participantes, sem necessidade de grandes patrocínios ou estruturas formais. Cada bloco pode ter um nome, tema, batuque e repertório próprios, representando a identidade cultural e a criatividade coletiva dos seus integrantes.
Os blocos de rua são uma expressão viva da cultura popular brasileira, fortalecendo os laços comunitários, o sentimento de pertencimento e a valorização das tradições locais.
No que se refere aos blocos de carnaval dos territórios estudados na cidade de Maceió, podemos citar ocorrência de blocos de carnaval nos bairros de Bebedouro, Bom Parto, Pinheiro e Farol.Localização
Relação com o bem cultural
Agente CulturalData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
acima de 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Bom Parto – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil -
Bem cultural relacionado
Descrição
O Quintal Cultural é um espaço sociocultural, fundado em setembro de 2007, localizado no bairro do Bom Parto, na cidade de Maceió (AL), criado para promover arte, cultura e mobilização comunitária, em especial em territórios periféricos.
Podemos citar ocorrência de fazedores culturais relacionados a este bem cultural nos bairros de Bom Parto e Pinheiro.Localização
Relação com o bem cultural
Agente CulturalData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
acima de 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Bom Parto – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil -
Bem cultural relacionado
Descrição
Fazedores de Cultura relacionados a diferentes gêneros musicais foram identificados no território. Artistas, intérpretes, compositores, instrumentistas. Há ainda os que estão vinculados ao contexto dos folguedos e práticas populares, mestres, mestras e brincantes (músicos) relacionados ás múltiplas formas de expressão presentes nos bairros estudados.
Localização
Relação com o bem cultural
Percussionista e Pandeirista em grupos da cultura popularData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
acima de 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Bom Parto – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil
Dados socioeconômicos
Escolaridade ou formação profissional
Ensino superior incompleto
Remuneração
Regularmente


