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Ítalo da Silva
Informações gerais do detentor
Projeto relacionado
Equipe
Adriana Guimaraes Duarte | Airton de Souza Melo | Álvaro dos Santos | Clair da Cunha Moura Junior | Josemary Omena Passos Ferrare | Juliana Nicolle Rebelo Barretto | Nadja Waleska Silva Rocha
Nome completo
Ítalo da Silva Souza
Data de nascimento
5 de maio de 1993
História de vida
Pertencente a Comunidade Quilombola de Quipapá, origem da Família.
Atuou como Agente Comunitário de Pesquisa no projeto IPCI Maceió, contribuindo para as atividades de pesquisa e levantamento de informações junto às comunidades participantes. Para conhecer mais sobre o/a fazedor/a cultural, consulte a seção Agentes do Patrimônio.
Sobre este perfil
Este perfil reúne informações produzidas na etapa inicial da pesquisa do Inventário Participativo do Patrimônio Cultural Imaterial dos bairros de Bebedouro, Bom Parto, Farol, Mutange e Pinheiro – IPCI Maceió.
As informações correspondem ao Questionário 1 (Censo Comunitário), instrumento de caráter predominantemente quantitativo, aplicado de forma abrangente para identificar e caracterizar os fazedores de cultura e as referências culturais às quais estão vinculados.
Por se tratar da etapa inicial de identificação, este perfil apresenta informações mais sintéticas, relacionadas à caracterização do participante e à sua vinculação com as referências culturais identificadas. Esses dados contribuíram para a construção de um panorama dos fazedores, práticas e saberes identificados pela pesquisa.
Identificação de gênero
Homem cisgênero
Perfil étnico-racial
Relação com bens culturais
Bens culturais relacionados
-
Bem cultural relacionado
Descrição
"Reunindo música, poesia e dança, o coco apresenta-se vinculado a um só tempo às ações de trabalho, à festa, à criatividade e à manifestação artística, coadunando diferentes funções sociais.” (CÉSAR, Telma, O Coco Alagoano - Memória em Movimento, In Rede Sociocriativa do Coco de Roda, Catálogo, 2017, p. 55)
Localização
Relação com o bem cultural
Coreógrafo; Pesquisador do grupo Coco de Roda "LOS COQUITOS"Data em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
6 a 10 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Bebedouro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil -
Bem cultural relacionado
Descrição
A quadrilha junina é uma dança tradicional das festas de Junho do Nordeste brasileiro, inspirada nas danças de salão europeias trazidas pelos portugueses e adaptada à cultura popular. Trata-se de uma dança coletiva, coreografada e encenada, que celebra os festejos dedicados aos santos católicos do período, com trajes, músicas, marcação e passos que podem apresentar variações a depender do caráter tradicional ou estilizado do grupo em questão.
Em Maceió, os bairros objeto de estudo do Inventário, são uma referência na realização dessa prática com significativa concentração de dançarinos(as) e grupos. Seus integrantes costumam estar envolvidos também com outras danças e atividades culturais, tais como Coco de Roda, Dança Afro, Boi de Carnaval.Localização
Relação com o bem cultural
Coreógrafo e pesquisadorData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
6 a 10 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Bebedouro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil -
Bem cultural relacionado
Descrição
É um fragmento dos Presépios, acrescentado de outras canções, mas sem a representação dramática, com jornadas soltas e danças religiosas de estilo e épocas diferentes. Origina-se de autos portugueses antigos.
É o mais conhecido e difundido folguedo popular de Alagoas. Apesar de não haver sequência, as canções iniciais são sempre saudações de boa noite e as finais, de despedida.
Ao trajes do pastoril são idênticos aos dos Presépios: as pastoras se dividem em dois cordões, trajando-se de azul e encarnado. Usam saias, aventais, boleros bordados com lantejoulas, faixas, blusas e chapéus ou diademas, acompanhando-se de pandeiros especiais feitos de latas, com cabo, ornado com fitas com a cor dos cordões. Os personagens são: Mestra, Contramestra, Diana, Pastor e demais Pastoras.
Nesse folguedo é enfatizado o duelo entre os cordões azul e encarnado. Durante as apresentações, os partidários dos dois cordões compram votos para a cor de sua preferência, causando disputas e até brigas, nascendo assim o leilão do Cravo e da Rosa.
Outro elemento interessante é a chamada das Pastoras em cena que vêm para receber ofertas de dinheiros, dançando ao som de ritmos populares, geralmente frevo. A coroação da Rainha acontece na última noite da brincadeira e sairá vencedor o cordão que obtiver o maior número de votos.
Em alguns Pastoris intercalam-se partes como a da Cigana, da Borboleta, do Caçador, do Diabo, a Estrela, prisão da Contramestra a mando da Mestra, o Velho Pastor, a Florista, a Lavadeira, a Camponesa, entre outros. Nessas partes, vestem-se a caráter.
Acompanha conjunto de sopro e percussão ou violões e sanfona.
(ALAGOAS. Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa. Cartilha – Alagoas, seus folguedos e suas danças. 2. ed. Maceió: Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa de Alagoas, 2024.)
No que se refere ao territórios estudados na cidade de Maceió, podemos citar ocorrência deste saber nos bairros de Bebedouro e Mutange.Localização
Relação com o bem cultural
Coreógrafo e pesquisadorData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
6 a 10 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Bebedouro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil -
Bem cultural relacionado
Descrição
“A capoeira, uma manifestação cultural que se caracteriza por suas múltiplas dimensões, é ao mesmo tempo dança, luta, e jogo. Dessa forma, mantém ligações com práticas de sociedades tradicionais, nas quais não havia a separação de habilidades nas suas celebrações, característica inerente à sociedade moderna. Ainda que alguns praticantes deem prioridade ora à sua face cultural, a seus aspectos musicais e rituais, ora à sua face esportiva, à luta e a à ginástica corporal, a dimensão múltipla não é deixada de lado. Em todas as práticas atuais de capoeira, permanecem coexistindo a orquestração musical, a dança, os golpes, o jogo, embora o enfoque dado se diferencie de acordo com a singularidade de cada vertente, mestre ou grupo.” (IPHAN, 2014, p. 12).
INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL. Dossiê Inventário para registro e salvaguarda da capoeira como patrimônio cultural do Brasil. Brasília, 2014.
Reconhecida como um Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil desde 2008 e Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO desde 2014, a roda de capoeira e o ofício do mestre, foram também identificados com ocorrências nos cinco bairros objeto do inventário.Localização
Relação com o bem cultural
Capoeirista e pesquisadorData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
6 a 10 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Bebedouro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil
Dados socioeconômicos
Escolaridade ou formação profissional
Ensino superior completo
Remuneração
Não remunerado


