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Reginaldo
Informações gerais do detentor
Projeto relacionado
Equipe
Adriana Guimaraes Duarte | Airton de Souza Melo | Álvaro dos Santos | Clair da Cunha Moura Junior | Josemary Omena Passos Ferrare | Juliana Nicolle Rebelo Barretto | Nadja Waleska Silva Rocha
Nome completo
Reginaldo Meneses da Silva
Data de nascimento
26 de julho de 1989
História de vida
Reginaldo Menezes da Silva, conhecido como Régis, é ator e articulador de teatro, 61 anos, nascido em Palmeira dos Índios.
Residiu por cerca de 13 anos na Rua Goiás, no bairro do Farol, onde desfrutava de uma forte relação de irmandade com a vizinhança até ser forçado a se mudar para o Prado devido ao desastre da mineração. Há 29 anos ele integra a Associação Cultural Joana Gajuru — grupo de teatro de rua que homenageia a primeira mestra de guerreiro de Alagoas e que completará 30 anos em janeiro de 2025. No território, Régis atuava como guardião da sede e promovia oficinas teatrais voluntárias com jovens da comunidade e do Bom Parto. Durante o isolamento provocado pela pandemia e pelo êxodo forçado, buscou amparo psicológico no projeto Cidade de Afetos, canalizando o luto do território na escrita de folhetos de cordel, como o sensível Baú da Memória.
A evacuação do Farol desestruturou os laços comunitários locais e deixou o ator temporariamente ilhado em sua residência, cercado por imóveis lacrados e tomados pelo matagal. O desastre mineral também interrompeu os projetos do grupo teatral, de estender suas apresentações e efervescência cultural para Bebedouro e demais periferias lagunares.
Atualmente, a companhia está reformando uma nova sede no bairro de Jaraguá, planejada para funcionar como um ponto de acolhimento acessível e de pauta livre para coletivos artísticos minoritários. Para o futuro, Reginaldo defende a criação urgente de um centro de memória pública e locais adequados para ensaios urbanos. Ele também cobra que o poder público forneça suporte técnico e registros em vídeo para salvaguardar a valiosa história oral de mestres populares sem registros formais, exigindo que as instituições e empresas privadas invistam prioritariamente no fomento e na remuneração justa dos artistas locais.
Sobre este perfil
Este perfil reúne informações produzidas em diferentes etapas da pesquisa do Inventário Participativo do Patrimônio Cultural Imaterial dos bairros de Bebedouro, Bom Parto, Farol, Mutange e Pinheiro – IPCI Maceió.
Além das informações obtidas nos Questionários 1 e 2, este perfil incorpora os conteúdos produzidos por meio da entrevista em vídeo, realizada com uma amostragem específica de detentores culturais selecionados conforme os critérios metodológicos definidos pelo IPCI Maceió (para mais informações, consulte o Detalhamento do Projeto – Caderno 1).
O registro audiovisual permite conhecer, por meio da imagem e do som, aspectos da trajetória de vida do participante, de sua relação com as referências culturais e do contexto em que desenvolve sua atuação. Também possibilita documentar narrativas, expressões, gestos e demonstrações de práticas culturais, complementando as informações produzidas nas etapas anteriores e ampliando as possibilidades de registro, preservação e difusão do patrimônio cultural imaterial.
Identificação de gênero
Homem cisgênero
Perfil étnico-racial
Relação com bens culturais
Bens culturais relacionados
-
Bem cultural relacionado
Descrição
Foram identificados no território profissionais do teatro, dança (gêneros variados) e artes circenses, organizados em coletivos e associações ou atuando de forma independente. Atuavam junto às comunidades dos bairros inventariados, tendo alguns deles realocados suas sedes e locais de ensaio após a desocupação.
Localização
Relação com o bem cultural
Mestre e Artista de Teatro de RuaData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
acima de 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Farol – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil -
Bem cultural relacionado
Descrição
Nesta categoria foram agrupados fazedores de cultura envolvidos na organização, produção e articulação de eventos culturais, religiosos, artísticos e comunitários de diferentes portes, realizados nos territórios estudados. Incluem-se nesse conjunto pessoas responsáveis pela mobilização comunitária, planejamento, coordenação de atividades, montagem de programações, apoio logístico e promoção de ações culturais que dinamizam a vida social local. Essas atuações estão presentes em festividades, apresentações artísticas, celebrações religiosas, ações formativas, eventos escolares e iniciativas comunitárias, contribuindo para o fortalecimento das redes de sociabilidade, da participação coletiva e da continuidade das práticas culturais nos bairros de Bom Parto, Bebedouro, Mutange, Pinheiro e Farol.
Localização
Data em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
acima de 20 anosAprendizado do bem
Agente Cultural da Associação Cultural Joana GajuruLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Farol – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil -
Bem cultural relacionado
Descrição
A Associação Cultural Joana Gajuru é uma entidade sociocultural fundada em 1994, inspirada pelo pioneirismo do grupo Imbuaça, de Sergipe, com atuação voltada à promoção da cultura popular, das artes e da mobilização comunitária em Alagoas. Seu nome homenageia Maria Joana da Conceição, mestra do Guerreiro, e o gajuru, árvore característica dos manguezais que simboliza a força e a resistência do povo alagoano. Reconhecida como um dos primeiros Pontos de Cultura do Brasil, a associação amplia sua atuação com a criação do Espaço Cultural Gajuru, previsto para ser inaugurado em 2025, no bairro histórico de Jaraguá, em Maceió. Durante o Inventário, foram identificados fazedores de cultura vinculados a este bem cultural.
Localização
Relação com o bem cultural
Diretor de Patrimônio da Associação Cultural Joana Gajuru
Dados socioeconômicos
Escolaridade ou formação profissional
Ensino superior completo
Remuneração
Regularmente


