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Professor Edson Moreira
Informações gerais do detentor
Projeto relacionado
Equipe
Adriana Guimaraes Duarte | Airton de Souza Melo | Álvaro dos Santos | Clair da Cunha Moura Junior | Josemary Omena Passos Ferrare | Juliana Nicolle Rebelo Barretto | Nadja Waleska Silva Rocha
Nome completo
Edson Moreira da Silva
Data de nascimento
5 de dezembro de 1942
História de vida
Professor Edson Moreira, historiador e professor aposentado, dedica há mais de cinquenta anos sua trajetória à valorização da cultura e da memória negra. Oriundo de uma família negra e filho de mãe de ascendência Xucuru-Kariri, ainda jovem percebeu a necessidade de conhecer e fortalecer os vínculos com suas raízes. A partir da década de 1970, aproximou-se das mobilizações relacionadas à cultura afro-brasileira e ao reconhecimento da população negra, desenvolvendo uma atuação especialmente voltada à educação, à memória e ao território. Como professor de História, buscou estimular entre seus alunos o conhecimento das identidades e trajetórias negras de Alagoas. Também participou da criação, com outros 42 integrantes, de uma entidade cultural em União dos Palmares, município onde exerceu a função de secretário.
Sua atuação está diretamente relacionada à Casa-Museu Quilombo Real, instalada em sua residência no bairro do Pinheiro. Adquirida na década de 1980, a casa passou a abrigar objetos, documentos, obras de arte e outros registros reunidos ao longo de décadas de pesquisa e atuação cultural. Quatro cômodos do térreo foram destinados à exposição desse acervo, enquanto a área externa recebeu rodas de capoeira e outras atividades relacionadas à cultura afro-brasileira. O espaço também se tornou lugar de encontro para povos de axé, capoeiristas, pesquisadores e, especialmente, estudantes, que passaram a frequentá-lo para conhecer a história e a cultura negra de Alagoas. Entre as referências preservadas por Edson Moreira estão obras do artista José Zumba, objetos relacionados a Tia Marcelina e registros de sua própria participação em iniciativas de valorização da memória negra.
Atualmente, permanece residindo no mesmo local e mantém a Casa-Museu Quilombo Real, embora as condições de saúde e as transformações ocorridas no entorno tenham reduzido sua capacidade de receber visitantes e realizar atividades. O crescente isolamento da rua também modificou a relação que mantinha com o espaço e com seu público. Ainda assim, estudantes continuam sendo recebidos quando possível, mantendo uma dimensão central de sua trajetória como professor e pesquisador. Para Edson Moreira, a Casa-Museu permanece como um espaço de memória e reflexão sobre a presença negra em Alagoas, reunindo parte dos conhecimentos, objetos e experiências construídos ao longo de mais de cinco décadas de atuação.
Sobre este perfil
Este perfil reúne informações produzidas em diferentes etapas da pesquisa do Inventário Participativo do Patrimônio Cultural Imaterial dos bairros de Bebedouro, Bom Parto, Farol, Mutange e Pinheiro – IPCI Maceió.
Além das informações obtidas no Questionário 1, este perfil incorpora os conteúdos produzidos por meio do Questionário 2, correspondente à etapa qualitativa da pesquisa, realizada com uma amostragem de detentores culturais selecionados conforme os critérios metodológicos definidos pelo IPCI Maceió (para mais informações, consulte o Detalhamento do Projeto – Caderno 1).
A entrevista realizada por meio do Questionário 2, composta por perguntas direcionadas, permite conhecer alguns aspectos da trajetória de vida do participante, de sua relação com as referências culturais e do contexto em que desenvolve sua atuação. Dessa forma, complementa as informações produzidas no Censo Comunitário e contribui para uma compreensão mais contextualizada de sua experiência e de sua vinculação às referências culturais.
Identificação de gênero
Homem cisgênero
Localização
Relação com bens culturais
Bens culturais relacionados
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Bem cultural relacionado
Descrição
A Casa-Museu Quilombo Real é um espaço cultural privado, localizado em Maceió (AL), fundado por Edson Moreira — historiador, teólogo e ativista da memória afro-brasileira, falecido em 2 de Setembro de 2025, aos 83 anos — que transformou sua própria residência em um museu de memória, artefatos e história do povo negro em Alagoas e no Brasil.
Podemos citar ocorrência de fazedores culturais relacionados a este bem cultural no bairro do Pinheiro.Localização
Relação com o bem cultural
Historiador e proprietário da Casa-museuData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
Acima de 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas ocorrem na residênciaRelação do bem cultural com o lugar
Pinheiro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil. -
Bem cultural relacionado
Descrição
Fundada em 27 de Dezembro de 1985, pelo professor e folclorista alagoano Ranilson França de Souza (falecido no dia 14 de Agosto de 2006), a pedido dos mestres Juvêncio Joaquim, Mestre Paulo Olegário, Mestra Hilda Maria, Mestre Jorge Ferreira e Mestre Manoel Venâncio de Amorim (todos também já falecidos), a ASFOPAL (Associação de Folguedos Populares de Alagoas) é uma entidade cultural dedicada à preservação, valorização e promoção dos folguedos populares alagoanos, manifestações tradicionais que expressam a riqueza e a diversidade da cultura do estado.
Criada com o objetivo de organizar, representar e fortalecer os grupos de folguedos, a ASFOPAL reúne mestres, brincantes e artistas ligados a expressões como pastoril, guerreiro, reisado, maracatu, coco de roda, entre outros, atuando na defesa do patrimônio cultural imaterial de Alagoas.
A associação também tem papel importante na articulação com instituições públicas e culturais, buscando reconhecimento, apoio e políticas que garantam a continuidade das tradições populares e o respeito ao trabalho dos mestres da cultura.
Com sede em Maceió, a ASFOPAL é reconhecida como uma referência na salvaguarda das manifestações culturais populares alagoanas, contribuindo para a valorização da identidade e da memória do povo alagoano.
Podemos citar ocorrência de fazedores culturais relacionados a este bem cultural no bairro de Bebedouro.Localização
Relação com o bem cultural
MembroLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Bebedouro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil.
Dados socioeconômicos
Escolaridade ou formação profissional
Pós-graduação
Remuneração
Não remunerado


