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Maria José Rocha
Informações gerais do detentor
Projeto relacionado
Equipe
Adriana Guimaraes Duarte | Airton de Souza Melo | Álvaro dos Santos | Clair da Cunha Moura Junior | Josemary Omena Passos Ferrare | Juliana Nicolle Rebelo Barretto | Nadja Waleska Silva Rocha
Nome completo
Maria José Cláudio da Rocha
Data de nascimento
20 de março de 1946
História de vida
Feirante com uma banca de vendas de macaxeira, massa puba, hortaliças e frutas.
Sobre este perfil
Este perfil reúne informações produzidas na etapa inicial da pesquisa do Inventário Participativo do Patrimônio Cultural Imaterial dos bairros de Bebedouro, Bom Parto, Farol, Mutange e Pinheiro – IPCI Maceió.
As informações correspondem ao Questionário 1 (Censo Comunitário), instrumento de caráter predominantemente quantitativo, aplicado de forma abrangente para identificar e caracterizar os fazedores de cultura e as referências culturais às quais estão vinculados.
Por se tratar da etapa inicial de identificação, este perfil apresenta informações mais sintéticas, relacionadas à caracterização do participante e à sua vinculação com as referências culturais identificadas. Esses dados contribuíram para a construção de um panorama dos fazedores, práticas e saberes identificados pela pesquisa.
Identificação de gênero
Mulher cisgênero
Perfil étnico-racial
Localização
Relação com bens culturais
Bens culturais relacionados
-
Bem cultural relacionado
Descrição
Banca de venda informal, comércio de rua, feira livre. Local de comercialização de produtos regionais tais como macaxeira e massa puba, ingredientes bastante utilizados na culinária regional, além de frutas, hortaliças e verduras.
No que se refere ao território estudado, foram identificados fazedores de cultura relacionados a estes locais no bairro do Pinheiro.Localização
Relação com o bem cultural
FeiranteData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
Acima de 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Pinheiro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil. -
Bem cultural relacionado
Descrição
A feira livre é um espaço público tradicional de comércio popular, realizado geralmente em ruas ou praças, onde feirantes vendem diretamente ao consumidor produtos como frutas, verduras, legumes, carnes, peixes, cereais, artesanato, ingredientes e comidas típicas.
Essas feiras ocorrem em dias e locais fixos, funcionando como importantes pontos de abastecimento, convivência social e preservação cultural das comunidades.
Além de seu papel econômico, a feira livre é também um espaço de sociabilidade e expressão cultural, onde se compartilham saberes, costumes e formas de comunicação populares, tornando-se um símbolo da vida cotidiana e da identidade local em muitas cidades brasileiras.
No que se refere ao território estudado, foram identificados fazedores de cultura relacionados a estes locais no bairro do Bebedouro.Localização
Relação com o bem cultural
FeiranteData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
Acima de 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Pinheiro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil. -
Bem cultural relacionado
Descrição
Conjunto de saberes, práticas e habilidades relacionadas ao preparo de receitas tradicionais, ao manejo de alimentos e ao uso de ingredientes associados ao patrimônio cultural e natural de Alagoas. A culinária regional alagoana baseia-se em conhecimentos transmitidos entre gerações, envolvendo técnicas de preparo, modos de fazer e relações com os territórios, os ciclos da natureza e os produtos locais. Esses saberes expressam a identidade cultural do povo alagoano, articulando memória, tradição, diversidade cultural e a valorização dos recursos naturais presentes nas receitas típicas do estado.
Localização
Relação com o bem cultural
Quituteira/ Cozinheira RegionalData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
Acima de 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Pinheiro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil. -
Bem cultural relacionado
Descrição
A origem do termo "lavadeira de ganho" referia-se à mulher, geralmente de origem africana ou afrodescendente, muitas vezes escravizada ou liberta em períodos anteriores e posteriores à abolição, que exercia o ofício de lavar roupas de terceiros como forma de trabalho de ganho para sustento próprio ou para reverter parte do valor ao seu senhor, no caso das escravizadas.
O trabalho era predominantemente realizado em espaços públicos, como rios, lagoas, praias ou fontes d'água, onde batiam, esfregavam e quaravam (branqueavam) as roupas.
No Brasil, principalmente a partir do século XIX, essas mulheres, também conhecidas genericamente como "ganhadeiras" (junto a vendedoras de rua, quituteiras, etc.), desempenharam um papel crucial na economia urbana.
Para as mulheres escravizadas, o trabalho de ganho, incluindo o de lavadeira, era, em alguns casos, o único meio de acumular recursos para comprar sua própria alforria ou a de seus familiares.
Além do aspecto econômico, este ofício que perdura no tempo e posteriormente relacionado a mulheres de outros perfis raciais, muitas vezes envolvia a formação de grupos de trabalho e convivência, tornando-se um espaço de afirmação cultural, resistência e manutenção de laços sociais, frequentemente marcado por cantos de trabalho e manifestações culturais.
No território observado, a laguna Mundaú, provavelmente, contribuiu para a realização e disseminação desse ofício ao longo dos anos. No escopo da pesquisa foram identificadas fazedoras culturais relacionadas a este bem cultural, no bairro do Pinheiro.Localização
Relação com o bem cultural
LavadeiraData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
Acima de 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Pinheiro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil.
Dados socioeconômicos
Escolaridade ou formação profissional
Ensino fundamental incompleto
Remuneração
Não remunerado


