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Stella (Maria Stella)
Informações gerais do detentor
Projeto relacionado
Equipe
Adriana Guimaraes Duarte | Airton de Souza Melo | Álvaro dos Santos | Clair da Cunha Moura Junior | Josemary Omena Passos Ferrare | Juliana Nicolle Rebelo Barretto | Nadja Waleska Silva Rocha
Nome completo
Maria Stella da Silva Frazão
Data de nascimento
5 de junho de 1950
História de vida
Stella (Maria Stella) nasceu em Capela, Alagoas, em uma família de trabalhadores ligados ao corte da cana-de-açúcar. Viveu os primeiros anos entre sítios e fazendas, convivendo com trabalhadores rurais e com os modos de vida do campo. Ainda criança, aos seis anos, mudou-se para Maceió e passou a morar no bairro do Bom Parto, onde começou a trabalhar para contribuir com o sustento familiar. Entre suas lembranças desse período estão a venda de bolo de massa-puba, pé de moleque e bolo de milho no mercado, produtos preparados por Dona Augusta, baleira que morava nas proximidades da Igreja Nossa Senhora do Bom Parto e com quem aprendeu aspectos desse ofício.
Ao longo de sua trajetória, Stella exerceu diferentes atividades relacionadas aos saberes e modos tradicionais de trabalho, atuando como empregada doméstica, babá e lavadeira de ganho. Essas experiências fizeram parte de sua inserção no cotidiano do Bom Parto e revelam práticas historicamente associadas ao trabalho e ao sustento familiar, especialmente entre mulheres das comunidades populares. Sua vivência reúne conhecimentos relacionados ao cuidado, à preparação e comercialização de alimentos e à lavagem de roupas, aprendidos e desenvolvidos no cotidiano.
Sua história preserva, assim, memórias dos ofícios, saberes e modos de vida presentes no bairro do Bom Parto, articulando experiências trazidas do meio rural às práticas construídas após sua chegada a Maceió. Em sua trajetória, o trabalho aparece não apenas como meio de sustento, mas também como espaço de aprendizado e transmissão de conhecimentos, permitindo compreender experiências compartilhadas por diferentes gerações de mulheres que contribuíram para a vida social e comunitária do território.
Sobre este perfil
Este perfil reúne informações produzidas em diferentes etapas da pesquisa do Inventário Participativo do Patrimônio Cultural Imaterial dos bairros de Bebedouro, Bom Parto, Farol, Mutange e Pinheiro – IPCI Maceió.
Além das informações obtidas no Questionário 1, este perfil incorpora os conteúdos produzidos por meio do Questionário 2, correspondente à etapa qualitativa da pesquisa, realizada com uma amostragem de detentores culturais selecionados conforme os critérios metodológicos definidos pelo IPCI Maceió (para mais informações, consulte o Detalhamento do Projeto – Caderno 1).
A entrevista realizada por meio do Questionário 2, composta por perguntas direcionadas, permite conhecer alguns aspectos da trajetória de vida do participante, de sua relação com as referências culturais e do contexto em que desenvolve sua atuação. Dessa forma, complementa as informações produzidas no Censo Comunitário e contribui para uma compreensão mais contextualizada de sua experiência e de sua vinculação às referências culturais.
Identificação de gênero
Mulher cisgênero
Perfil étnico-racial
Localização
Relação com bens culturais
Bens culturais relacionados
-
Bem cultural relacionado
Descrição
A produção de bolos com ingredientes tais como milho, mandioca, massa puba e pé de moleque, fazem parte da culinária tradicional de Alagoas e também da cidade de Maceió, que tem especialmente na região do litoral sul da cidade bairros, cuja identidade está fortemente relacionada a produção dessas iguarias. Os ingredientes, os hábitos de consumo e o conhecimento acerca da produção desses produtos, contudo, é bastante difusa na cidade e região, fazendo parte dos hábitos alimentares do alagoano, sendo bastante comum encontrar essa produção artesanal sendo comercializada na capital, em cestos e/ou pequenas bancas pela cidade, feiras livres e locais de comércio de rua.
No que se refere ao território estudado, foram identificados fazedores de cultura relacionados a este saber no bairro do Pinheiro.Localização
Relação com o bem cultural
FeiranteData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
Não informadoLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Pinheiro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil -
Bem cultural relacionado
Descrição
A origem do termo "lavadeira de ganho" referia-se à mulher, geralmente de origem africana ou afrodescendente, muitas vezes escravizada ou liberta em períodos anteriores e posteriores à abolição, que exercia o ofício de lavar roupas de terceiros como forma de trabalho de ganho para sustento próprio ou para reverter parte do valor ao seu senhor, no caso das escravizadas.
O trabalho era predominantemente realizado em espaços públicos, como rios, lagoas, praias ou fontes d'água, onde batiam, esfregavam e quaravam (branqueavam) as roupas.
No Brasil, principalmente a partir do século XIX, essas mulheres, também conhecidas genericamente como "ganhadeiras" (junto a vendedoras de rua, quituteiras, etc.), desempenharam um papel crucial na economia urbana.
Para as mulheres escravizadas, o trabalho de ganho, incluindo o de lavadeira, era, em alguns casos, o único meio de acumular recursos para comprar sua própria alforria ou a de seus familiares.
Além do aspecto econômico, este ofício que perdura no tempo e posteriormente relacionado a mulheres de outros perfis raciais, muitas vezes envolvia a formação de grupos de trabalho e convivência, tornando-se um espaço de afirmação cultural, resistência e manutenção de laços sociais, frequentemente marcado por cantos de trabalho e manifestações culturais.
No território observado, a laguna Mundaú, provavelmente, contribuiu para a realização e disseminação desse ofício ao longo dos anos. No escopo da pesquisa foram identificadas fazedoras culturais relacionadas a este bem cultural, no bairro do Pinheiro.Localização
Relação com o bem cultural
LavadeiraData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
Não informadoLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Pinheiro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil -
Bem cultural relacionado
Descrição
A feira livre é um espaço público tradicional de comércio popular, realizado geralmente em ruas ou praças, onde feirantes vendem diretamente ao consumidor produtos como frutas, verduras, legumes, carnes, peixes, cereais, artesanato, ingredientes e comidas típicas.
Essas feiras ocorrem em dias e locais fixos, funcionando como importantes pontos de abastecimento, convivência social e preservação cultural das comunidades.
Além de seu papel econômico, a feira livre é também um espaço de sociabilidade e expressão cultural, onde se compartilham saberes, costumes e formas de comunicação populares, tornando-se um símbolo da vida cotidiana e da identidade local em muitas cidades brasileiras.
No que se refere ao território estudado, foram identificados fazedores de cultura relacionados a estes locais no bairro do Bebedouro.Localização
Relação com o bem cultural
FeiranteData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
Não informadoLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Pinheiro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil
Dados socioeconômicos
Escolaridade ou formação profissional
Não-alfabetizado
Remuneração
Não remunerado


