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Pai Dodô (Max Douglas)
Informações gerais do detentor
Projeto relacionado
Equipe
Adriana Guimaraes Duarte | Airton de Souza Melo | Álvaro dos Santos | Clair da Cunha Moura Junior | Josemary Omena Passos Ferrare | Juliana Nicolle Rebelo Barretto | Nadja Waleska Silva Rocha
Nome completo
Max Douglas da Silva
História de vida
Sobre este perfil
Este perfil reúne informações produzidas na etapa inicial da pesquisa do Inventário Participativo do Patrimônio Cultural Imaterial dos bairros de Bebedouro, Bom Parto, Farol, Mutange e Pinheiro – IPCI Maceió.
As informações correspondem ao Questionário 1 (Censo Comunitário), instrumento de caráter predominantemente quantitativo, aplicado de forma abrangente para identificar e caracterizar os fazedores de cultura e as referências culturais às quais estão vinculados.
Por se tratar da etapa inicial de identificação, este perfil apresenta informações mais sintéticas, relacionadas à caracterização do participante e à sua vinculação com as referências culturais identificadas. Esses dados contribuíram para a construção de um panorama dos fazedores, práticas e saberes identificados pela pesquisa.
Identificação de gênero
Homem cisgênero
Perfil étnico-racial
Pertence a algum Povo ou Comunidade tradicional?
Povos e comunidades de terreiro/povos e comunidades de matriz africana
Localização
Relação com bens culturais
Bens culturais relacionados
-
Bem cultural relacionado
Descrição
Terreiro é o nome dado ao espaço físico e à comunidade religiosa onde são praticadas as religiões de matriz africana no Brasil, tais como o Candomblé e a Umbanda.
É o centro da vida religiosa e social do grupo, sendo considerado um templo, um ilê (casa em iorubá) ou uma comunidade tradicional que preserva a memória ancestral, a cultura e os rituais africanos e afro-brasileiros.
É composto por alguns espaços, tais como o local onde se assenta o Axé (a força vital, a energia sagrada), fundamental para a vida e o equilíbrio da comunidade e do universo; Barracão ou salão principal, onde ocorrem os rituais públicos (como as giras na Umbanda e as festas de Candomblé), com cantos e danças; e os santuários ou Pejis que são espaços reservados para a guarda de objetos utilizados nos rituais e o culto às divindades (Orixás, Inquices ou Voduns).
Cada Terreiro é autônomo e liderado por uma Mãe de Santo (Yalorixá) ou um Pai de Santo (Babalorixá), responsáveis por zelar pelos fundamentos, iniciar novos membros (Filhos de Santo) e transmitir o conhecimento ancestral.
O Terreiro, portanto, é o ponto de encontro entre o mundo material e o espiritual, um guardião de saberes e um alicerce para a vida em comunidade, que proporciona o contato direto com o Axé e a Ancestralidade.
No que se refere ao território estudado foram localizados fazedores de cultura relacionados a essa prática no bairro do Pinheiro, Bebedouro e Mutange.Localização
Relação com o bem cultural
Babalorixá/ Zelador/ Pai de SantoData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
16 a 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Pinheiro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil. -
Bem cultural relacionado
Descrição
As celebrações afro-religiosas, também denominadas Xirê ou Toque, são manifestações culturais e espirituais vinculadas aos xangôs — denominação historicamente atribuída aos terreiros e praticantes de religiões de matriz afro-ameríndia em Alagoas. Caracterizam-se pela presença de cantos, toques de tambores, danças e rituais de devoção aos orixás, inquices, voduns, mestres, mestras e demais entidades espirituais, fortalecendo os vínculos de ancestralidade, identidade negra e pertencimento comunitário. Durante o Inventário, foram identificados fazedores de cultura vinculados a essas práticas religiosas e culturais.
Localização
Relação com o bem cultural
Babalorixá/ Zelador/ Pai de SantoData em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
16 a 20 anosLugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem em outros lugaresRelação do bem cultural com o lugar
Pinheiro – bairro onde a prática cultural era desenvolvida antes dos impactos da catástrofe tecnológica e ao decorrente perigo de subsidência que atinge a área e precipitou o processo de desocupação dos bairros pela Defesa Civil.
Dados socioeconômicos
Escolaridade ou formação profissional
Ensino médio completo
Remuneração
Não remunerado


