Informações
Projeto relacionado
Equipe
Ana Clara Cunha Oliveira Dias | Edilberto Jose de Macedo Fonseca | Eduarda Manhães Santos | Elisabete Vicari | Gabriela Calafate | Ilana Musacchio | Joana Ramalho Ortigao Correa | José Augusto Camargo de Almeida | Julia Andrade | Julia Barros Silvera dos Santos | Lorena Fontes Ferreira | Maria Elisabeth Andrade Costa | Milena Barbosa | Raiane Alabaces | Alice Saint Martin da Cunha | Claudiane Dias de Carvalho
Nome completo
Ana de Magalhães Ribeiro Bruno
Data de nascimento
27 de novembro de 1990
História de vida
Nascida em São Paulo, filha de professora de música, teve contato com a arte desde muito cedo, ao lado dos irmãos. Iniciou sua formação pela música erudita e, posteriormente, aproximou-se da dança de salão, passando a atuar como professora, coreógrafa e dançarina. Seu interesse sempre esteve voltado às danças brasileiras, com destaque para o forró, o samba de gafieira e o samba-rock, entre outras manifestações. Ao longo de sua trajetória, passou a realizar apresentações em bares e eventos, mesclando essas influências em seu repertório. Em 2021, mudou-se para Paraty, onde rapidamente se integrou à cena local do forró. Foi convidada pelo Trio Maria Aurora para ministrar aulas de dança antes das apresentações, oferecendo ao público uma base inicial, e, posteriormente, integrou o grupo como cantora e percussionista (responsável pelo triângulo). Mais recentemente, formou o coletivo Forró de Responsa, em parceria com outros artistas residentes na cidade. Atualmente, é professora de dança em uma escola da rede priva, onde leciona para turmas do Ensino Fundamental II. Em suas aulas, especialmente no período junino, trabalha as matrizes da cultura popular, com ênfase no forró. Destaca a dança como um importante meio de construção de vínculos sociais, promovendo relações pautadas no respeito, no companheirismo e na escuta.
Identificação de gênero
Mulher cisgênero
Localização
Atuação coletiva
Sim
Descrição da atuação em rede
Já integrou o Trio Maria Aurora e, atualmente, faz parte do Forró de Responsa. É, junto dos demais artista, responsável pelas etapas de produção e divulgação dos eventos.
Bens culturais relacionados
Relação com o bem cultural
Atua como professora de dança, em escolas de ensino básico, academias e eventos de forró. Também canta e toca triângulo.
Lugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem em outros lugares
Relação do bem cultural com o lugar
Ana percebe que, em Paraty, por se tratar de um município de menor porte, a demanda por aulas regulares de dança é limitada, concentrando-se, em geral, em escolas de dança de salão. Nesse contexto, junto ao coletivo Forró de Responsa, participa de eventos promovidos pela Prefeitura e pela Secretaria de Cultura, mantendo cadastro ativo para viabilizar contratações. Paralelamente, realiza apresentações em eventos particulares e estabelece parcerias pontuais com casas de show e espaços culturais da cidade. A cantora indica que Paraty recebe um fluxo significativo de visitantes latino-americanos, cujas referências — como a cumbia e a salsa — dialogam com o forró, especialmente em termos rítmicos e instrumentais. Essas trocas também se articulam com influências do maracatu, mobilizadas pelos mesmos agentes culturais. Além disso, o município atrai frequentadores e artistas de cidades vizinhas, como Angra dos Reis e Ubatuba, fortalecendo a circulação regional. Destaca, ainda, a existência de um encontro semanal de forró conduzido por Felipe Rás, realizado às quartas-feiras na Praia do Pontal, que se consolida como um importante ponto de convergência.
Aprendizado do bem
Iniciou sua formação em música erudita na Escola Municipal de Música de São Paulo, onde teve contato com o piano, o canto lírico e a percussão sinfônica. Por volta de 2010, ao ingressar na vida adulta, aproximou-se da dança de salão, área na qual viria a se profissionalizar. Passou a integrar a Tangará Companhia de Dança, atuando como professora, coreógrafa e dançarina em eventos. Nesse período, também aprofundou sua relação com a música popular de rua, participando de rodas de coco e maracatu. Suas referências incluem mestres tradicionais do forró, como Luiz Gonzaga e Dominguinhos, que fundamentaram grande parte de seu repertório inicial. Inspira-se também em importantes musicistas brasileiras, como Anastácia, Clara Nunes, Maria Bethânia e Elba Ramalho. Mais recentemente, tem incorporado influências da cultura do pífano e do forró de rabeca em sua prática artística.
Transmissão de saberes
Atualmente, ensina forró para crianças e adolescentes através de aulas de dança escolares. Também já transmitiu seus conhecimentos por meio de aulas em academias e oficinas de dança.
Incentivo financeiro à prática de bem cultural
Ana reforça que muitos forrozeiros não conseguem trabalhar apenas com a música em decorrência de uma desvalorização financeira. Entre os principais entraves, destaca-se a percepção equivocada, por parte de produtores e contratantes, de que novas tecnologias poderiam substituir o trabalho artístico e os anos de formação dos músicos. Soma-se a isso a exigência, em determinados contextos, de formalização como microempresa para a contratação de grupos, o que implica processos burocráticos e custos adicionais. A artista também enfatiza a necessidade de reconhecer a cultura, a dança e a música como dimensões fundamentais da formação humana, com potencial inclusive terapêutico. Tais práticas contribuem para o desenvolvimento da sensibilidade, da expressividade, do respeito e de outras habilidades essenciais à vida coletiva. Por fim, aponta a carência de infraestrutura técnica básica na cena, como equipamentos de som, cuja provisão frequentemente recai sobre os próprios artistas.




