Encourados de Pedrão, heróis da independência!
José Maria Brayner, natural de Pernambuco, esteve envolvido em movimentos revolucionários na província do Maranhão, fato que resultou em sua penalização e posterior detenção. Como parte do cumprimento de sua pena, foi transferido para a província da Bahia na cidade de Cachoeira, onde manteve vínculos, com o Frei Caneca. Em julho de 1822, Frei Brayner escreveu ao príncipe regente, Dom Pedro II, uma carta (em anexo) pedindo autorização para criação de uma cavalaria com homens “com armadura de couro”, recebe a autorização da Corte e nesse mesmo ano, vai a freguesia do Pedrão e solicita através de requerimento pedindo ao jovem tenente Manoel Martins Valverde, que formasse uma tropa com homens com “armadura de couro”, a partir daí o jovem tenente Manoel Martins Valverde, reuniu o grupo Pedronense com 39 homens e marcharam com a liderança de Frey Brayner até Cachoeira, depois seguindo para Salvador, onde participaram diretamente das Batalhas que culminaram no 2 de julho de 1823, saindo vitoriosos. Permaneceram em Salvador, auxiliando na manutenção da ordem. E, retornaram para Pedrão recebendo o reconhecimento e a perpetua gratidão do povo Pedonense e da Bahia.

INRC
Encourados de Pedrão no desfile do 2 de Julho em Salvador



Encourados de Pedrão, aniversário de Emancipação Politica.
Fotos Juraci Souza









Encourados de Pedrão, reconhecimento dos Heróis da Independência
Fotos: Júnior Damasceno



Pelotão dos Heróis do Brasil na Bahia
Fotos: Alex Dantas











Carta do Príncipe Regente D. João
Transcrição do documento manuscrito
[Rosto / nota de arquivo]
Copia de hũa Carta do Principe Regente dirigida a S. Exª R.ma pelo Regio Tribunal da Meza da Consciencia e Ordens sobre dar-se a congrua ao encommendado Vigario da nova Freguezia do Sanctissimo Coração de Jesus do Pedrão, desmembrada da de S. José das Itapororocas com data de 2 de Agosto de 1802.
[Corpo da carta]
Dom João por Graça de Deos Principe Regente de Portugal e dos Algarves, Daquem e Dalem mar em Africa de Guiné e do Mestrado, Cavalleria e Ordem de Nosso Senhor Jesus Christo, Faço saber a vós Reverendo Archibispo da Bahia, do meu Conselho, que subindo à minha Real Presença em Consulta do meu Tribunal da Meza da Consciencia e Ordens, a quem mandei consultar, a vossa representação, fui servido Ordenar ao meu Real erario por minha Real Resolução de dezanove de Junho do presente anno, para que expedisse a Junta da Fazenda dessa cidade as Ordens necessarias para que satisfaça a congrua ao novo Encommendado posto por vós na Igreja desmembrada de São José de Itapororocas, desde o dia em que entrou no dito exercicio na conformidade das minhas Reaes Determinações: Ordenando outrosim que a todos os Encommendados postos por vós, nas Igrejas divididas se lhes faça igual pagamento, ainda antes de lhe serem expedidas as suas confirmações; por esta circumstancia nada influir, para deixarem de ser pagos da merecida e justa retribuição de seus trabalhos. O que vos participo para vossa inteligencia e governo.
O Principe Regente Nosso Senhor o mandou por seu especial mandado pelos deputados do dito Tribunal e do seu Conselho Joaquim José Guião e Thomaz José da Silva Vieira. José dos Santos Pato a fez em Lisboa aos dois de Agosto de mil oitocentos e dois. José Joaquim Oldemberg a fez escrever.
Joaquim José Guião.
Thomaz José da Silva Vieira.
Primeira Via. Por resolução de Sua Alteza Real de dezanove de Junho de mil oitocentos e dois em Consulta da Mesa da Consciencia e Ordens. Registada a folhas cento oitenta e seis do Livro Primeiro. E eu o Conego João Correa de Brito, Secretario da Camara Archiepiscopal a subscrevi e assignei.
João Correa de Brito.
Livro de Creação de Frg. fol. 25.
Nota do transcritor:
A grafia original (Deos, hũa, congrua, Reaes, etc.) foi preservada conforme o manuscrito. O trecho “do Curdo” no rosto do documento é de leitura incerta devido à caligrafia; recomenda-se conferência com o original.

