Informações
Projeto relacionado
Outros nomes do bem cultural
Categoria de bem cultural
Descrição
O Forró do Parque União (ou "Forró do PU") é uma manifestação cultural localizada na Praça Esperança, dentro do Complexo da Maré, no Rio de Janeiro. Teve início há mais de 30 anos, sendo um espaço ao ar livre com grandes bandas de forró e totalmente grátis, trazendo todos os fins de semana, sempre com atrações ao vivo.
Localização
Localização no mapa
Contexto socio-histórico de formação do bem cultural.
Sua origem remonta à década de 1970, a partir da iniciativa do comerciante migrante Luiz Fazendeiro, que fundou o grupo "Sol e Magia" e realizava apresentações em frente ao seu comércio. Funciona como uma cooperativa informal, onde os shows são gratuitos para o público e custeados pelos comerciantes do entorno da praça para atrair fregueses.
Principais transformações do bem ao longo do tempo
O Forró do Parque União, popularmente conhecido como "Forró do PU", tem sua trajetória intimamente ligada à formação do próprio Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, que se consolidou após a abertura da Avenida Brasil em 1946. A manifestação começou a ganhar força na década de 1970, impulsionada pela iniciativa de Seu Luiz Fazendeiro, um comerciante migrante que fundou o grupo "Sol e Magia" e realizava apresentações musicais em frente à sua padaria. Com o tempo, o evento cresceu e Luiz Fazendeiro, contando com o apoio de outros comerciantes locais que viam na música uma forma de atrair fregueses, passou a custear a vinda de outras bandas para se apresentarem na rua. Esse modelo de cooperativa comunitária informal permanece até hoje, servindo de base para a sustentação do forró na Praça Esperança. Atualmente, o local conta com um palco fixo de alvenaria e infraestrutura de som e luz apoiada pela Associação de Moradores do Parque União (AMPU). Historicamente marcado por ser um polo de nordestinidade que une música, dança e culinária típica, o evento passou por transformações estéticas, apresentando hoje um predomínio absoluto do forró eletrônico. Grandes bandas de renome nacional, como Calcinha Preta, Limão com Mel e Frank Aguiar, já passaram pelo palco da Praça Esperança, consolidando o Forró do PU como um ponto vital no circuito forrozeiro carioca.
Narrativas sobre o bem
A Associação de Moradores do Parque União (AMPU) apoia a infraestrutura e a segurança e envolve a colaboração entre organizadores individuais e o comércio local, funcionando por meio de um modelo de cooperativa informal. Atualmente, há um predomínio do forró eletrônico, com bandas que utilizam teclados, guitarras e baterias. O local possui um palco fixo de alvenaria e já recebeu grupos de renome nacional, como Calcinha Preta e Limão com Mel. O evento é marcado pela forte presença da culinária nordestina (carne de sol, aipim, sarapatel) vendida em diversas barracas ao redor da praça. Consolida-se como um polo de nordestinidade e sociabilidade urbana, integrando moradores e visitantes em torno da música, da dança e da memória afetiva da migração.
Fontes documentais sobre a história do bem cultural
Referências bibliográficas sobre a história do bem cultural
Condição atual do bem
Íntegro - ativo e/ou preservado
Aspectos importantes para continuidade do bem cultural
A manutenção do Forró do Parque União baseia-se em um modelo de cooperativa informal e no apoio de lideranças locais. O evento é mantido financeiramente pelos comerciantes (donos de quiosques e bares) localizados no entorno da Praça Esperança. Esse investimento é essencial para cobrir os custos com o cachê das bandas de forró, garantindo que os shows sejam gratuitos para a comunidade. Além disso, os recursos dos comerciantes custeiam as equipes de segurança, limpeza, som e as ações de divulgação. A continuidade das atividades sempre dependeu de organizadores como Edivan Valério e Adriano Gomes. O suporte da Associação de Moradores do Parque União (A.M.P.U.), é importante estando para a estrutura do palco e como parceira na realização do evento. O forró exige a utilização do palco de alvenaria e o espaço da Praça Esperança. É fundamental que esses espaços públicos sejam mantidos pelo Estado, apesar da falta de manutenção governamental em áreas de lazer nas favelas. Para atrair o público, o evento utiliza a estratégia de divulgação em redes sociais (Instagram, Facebooke e etcx), carros de som que circulam pela comunidade, além de banners e cartazes espalhados pela região. A manutenção do evento está atrelada ao circuito forrozeiro carioca, o que permite que bandas vindas do Nordeste realizem shows em diversos pontos da periferia do Rio na mesma semana.
Público do bem cultural
Público
Público externo
Descrição
O público que frequenta o Forró do Parque União é diversificado, sendo composto principalmente por dois grupos distintos: Migrantes Nordestinos e Moradores Locais e de Bairros Adjacentes, que formam a maioria dos frequentadores assíduos. Para os migrantes, o evento funciona como um espaço de reforço da identidade e pertencimento regional, permitindo o contato com suas raízes através da música, da dança e das comidas típicas. Além dos moradores da própria Maré, esses migrantes costumam levar amigos nordestinos de outros círculos sociais, consolidando o local como o segundo maior ponto de encontro de nordestinos no Rio de Janeiro. Já para os "mareenses" (moradores da Maré) que não possuem raízes nordestinas, além de pessoas de bairros vizinhos, o forró é visto como uma opção de lazer noturno e entretenimento popular gratuito do final de semana, sem necessariamente carregar o sentimento de pertencimento vinculado à origem geográfica. Há ainda a presença de um público jovem, inserido na era digital e atraído pelo estilo do forró eletrônico e contemporâneo. Nesse contexto, o lazer é associado à diversão, ao consumo de bebidas alcoólicas e à "pegação" (contato físico e flerte), elementos que são frequentemente destacados nas letras das músicas tocadas no evento. Em suma, a Praça Esperança torna-se um espaço de socialização onde se cruzam tanto o desejo de matar a saudade do Nordeste quanto a busca por diversão gratuita na periferia.
Número aproximado
15000
Reprodução cultural
Forma de reprodução cultural
Surgimento a partir de pessoas da comunidade com membros da propria comunidade



