Informações
Projeto relacionado
Categoria de bem cultural
Descrição
O projeto reúne musicistas com o objetivo de celebrar e fortalecer a representação feminina na cena do forró. Iluminando artistas atuais e aquelas que se firmaram como grandes referências, são promovidas apresentações musicais em diferentes formatos (rodas, trios e bandas), oficinas artísticas e debates. A iniciativa reafirma o protagonismo que figuras femininas possuem na cultura brasileira e busca empoderar diferentes gerações de mulheres. Ademais, suas ações também lutam por políticas públicas de combate à violência de gênero. Atualmente, as atividades envolvem musicistas como Mirele Maravilhas, Milena Sá, Vanessa Dias, Paula Cavalcanti, Maria Luísa Tonácio, Maria Souto, Carol Gomes e demais artistas.
Localização
Localização no mapa
Detentores do bem cultural
Contexto socio-histórico de formação do bem cultural.
O primeiro impulso para a criação do Mulher Forrozeira ocorreu em 2021, quando Mirele Maravilhas desenvolvia um projeto acerca da sanfona de oito baixos e encontrou resistência à inclusão de Chiquinha Gonzaga como referência no instrumento. A partir desse episódio, a inquietação da artista com o apagamento histórico de mulheres na cena musical foi crescente. Em 2023, durante uma residência artística promovida pelo SESC, aprofundou essa reflexão ao entrar em contato com as pesquisas de Carô Murgel sobre o tema. Já envolvida em atividades relacionadas à valorização das mulheres no forró, a artista decidiu criar uma iniciativa que tensionasse essa estrutura.
Principais transformações do bem ao longo do tempo
Ao longo dos anos, o projeto tem se apresentado em diversos eventos, como o Festival de Verão do Buraco do Tatu, em Itaúnas (ES), e o Festival SESC de Inverno com o projeto "Roda da Mulher Forrozeira convida Ceiça Moreno", quando também dividiu o palco com Chico César. Ao lado de Ceiça Moreno, o grupo também participou da abertura do projeto Formar Cultura, junto de Antônio Nóbrega, Tia Surica, Amir Haddad e Bia Lessa.
Danças e performances corporais
Nome
Forró
Descrição
Durante as apresentações, é comum que o público presente dance ao som das musicistas. Mirele Maravilhas aponta que é crescente a formação de pares entre mulheres para dançarem nos eventos de forró, assim como as campanhas de combate ao assédio que elas sofrem em diversos bailes.
Expressões musicais
Nome da expressão musical
Forró
Descrição
O repertório musical das apresentações é baseado em forrós compostos ou interpretados por mulheres, incluindo as músicas autorais de suas integrantes. Dentre as suas principais referências estão Cátia de França, Tati Veras, Terezinha do Acordeon, Norma Rodrigues, Thays Sodré, Negadeza e outras.
Espaços associados ao bem
Nome do espaço
Os locais de ocorrência do projeto incluem centros culturais, casas de show e espaços públicos do estado do Rio de Janeiro, sobretudo na capital e nos municípios de Petrópolis e Nova Friburgo.
Descrição
Alguns desses espaços, como o SESC Nova Friburgo, já contam com estrutura de palco, som e iluminação, potencializando a realização de shows. Em outros, tais quais o Parque das Ruínas, são realizadas performances em que as artistas mantêm-se mais próximas do público, favorecendo a interação entre ambos.
Aspectos importantes para continuidade do bem cultural
De acordo com Mirele Maravilhas, é fundamental que sejam implementadas políticas públicas reconhecendo as mulheres forrozeiras que fundamentaram grande parte da música brasileira, assim como fomentos às artistas e grupos femininos que encontram-se em atuação. Ela destaca que, fortalecidas, as musicistas criam redes de incentivo, projetos coletivos e parcerias artísticas que potencializam seus talentos. Para tal, a artista ilumina que a captação de recursos e de apoios é fundamental, uma vez que são elas atravessadas com sobrecargas referente às demandas de produção, concepção e execução dos seus trabalhos.





