Informações
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Equipe
Ana Clara Cunha Oliveira Dias | Edilberto Jose de Macedo Fonseca | Eduarda Manhães Santos | Elisabete Vicari | Gabriela Calafate | Ilana Musacchio | Joana Ramalho Ortigao Correa | José Augusto Camargo de Almeida | Julia Andrade | Julia Barros Silvera dos Santos | Lorena Fontes Ferreira | Maria Elisabeth Andrade Costa | Milena Barbosa | Raiane Alabaces | Alice Saint Martin da Cunha | Claudiane Dias de Carvalho
Nome completo
José Aldeio Vieira.
Data de nascimento
5 de novembro de 1964
História de vida
José Aldeio Vieira, amplamente conhecido como Breque, nasceu na cidade de Livramento, Paraíba. Sua trajetória com o forró, o bem cultural do qual é detentor, começou de forma quase casual em sua terra natal. Apesar de seu pai não ser entusiasta da "bagunça" das festas, o interesse de Breque pelo gênero foi despertado através de familiares; ele começou acompanhando um tio que tocava violão, zabumba e triângulo. No meio dessa efervescência cultural, Breque deu seus primeiros passos musicais tocando triângulo, movido pelo prazer de estar no centro da diversão.
Aos 18 anos, Breque deixou a Paraíba rumo ao Rio de Janeiro com o objetivo principal de trabalhar na construção civil. Ao chegar, chegou a morar em um alojamento de obra em Ipanema e, inicialmente, não vislumbrava seguir carreira na música. No entanto, o destino o levou ao Largo do Machado, onde se deparou com uma cena de rodas de forró e violeiros. Foi nesse cenário que ele se integrou a um trio e começou a cantar e tocar triângulo profissionalmente. Ainda em 1983, iniciou uma intensa jornada pelas casas de forró históricas do Rio, como o Forró Forrado e o Sombra de Juazeiro, no Catete. Sua trajetória seguiu pelo Forró da Cancela, na Quinta da Boa Vista, integrando o grupo Os Filhos do Sertão, passando por palcos em Copacabana, onde se apresentava quase diariamente. A carreira musical de Breque enfrentou um hiato forçado durante o governo Collor, quando a crise econômica esvaziou as casas de show. Nesse período, ele retornou ao trabalho em obras para garantir seu sustento, mantendo o forró apenas de forma informal através de "canjas". Foi também nessa fase de amadurecimento que Breque, um músico de ouvido autodidata, passou a se dedicar mais à sanfona, instrumento que ele descreve ter aprendido "na onda", inspirando-se em mestres como Dominguinhos, Sivuca e Luiz Gonzaga. Em 2002, Breque mudou-se para a Região dos Lagos para tocar na pousada Cristina Skandalo, em Rio das Ostras, fixando residência na região desde então. Lá, consolidou sua presença na cena local, realizando trabalhos independentes e freelances até estabelecer uma parceria duradoura de mais de 12 anos com Alexandre Gama no grupo Forró Gamadinho.
Breque é um defensor do forró pé-de-serra (formado tradicionalmente por sanfona, zabumba e triângulo), embora possua a versatilidade de adaptar ritmos como o brega e o sertanejo para a batida característica do forró. Sua vida é marcada pelo esforço físico e dedicação ao instrumento; ele ressalta que tocar uma sanfona de 12 quilos por três horas exige saúde e disposição, muitas vezes conciliando, ao longo dos anos, o trabalho pesado nas obras com o brilho dos palcos noturnos. Hoje, Breque é reconhecido por seus pares como uma figura fundamental para a preservação e difusão do forró na Baixada Litorânea fluminense.
Identificação de gênero
Homem cisgênero
Localização
Aprendizado do bem
Aprendeu a tocar sanfona de forma autodidata, sem nunca ter frequentado aulas de música. Ele se define como um "músico de ouvido" e afirma que desenvolveu sua habilidade com o instrumento de maneira intuitiva, ou, como ele mesmo descreve, "na onda mesmo". Sua trajetória com o instrumento possui alguns marcos importantes, com a troca pela sanfona. Ingressou em seu primeiro conjunto musical, que incluía a sanfona, a zabumba e o triângulo, ao trocar uma bicicleta pelo equipamento de um conhecido. Começou no forró tocando triângulo e cantando. A sanfona foi sendo inserida gradualmente em sua prática conforme ele se envolvia na cena musical. Para aprimorar seu estilo, ele se inspirou em grandes mestres do gênero, como Dominguinhos, Sivuca e Luiz Gonzaga, cujos repertórios ele foi "entranhando" e aprendendo ao longo dos anos. Atualmente, Breque demonstra um domínio técnico que lhe permite não apenas tocar o forró pé-de-serra tradicional, mas também adaptar outros ritmos, como o brega e o sertanejo, para a batida da sanfona.



