Informações
Projeto relacionado
Equipe
Ana Clara Cunha Oliveira Dias | Edilberto Jose de Macedo Fonseca | Eduarda Manhães Santos | Elisabete Vicari | Gabriela Calafate | Ilana Musacchio | Joana Ramalho Ortigao Correa | José Augusto Camargo de Almeida | Julia Andrade | Julia Barros Silvera dos Santos | Lorena Fontes Ferreira | Maria Elisabeth Andrade Costa | Milena Barbosa | Raiane Alabaces | Alice Saint Martin da Cunha | Claudiane Dias de Carvalho
Nome completo
Guido Luiz Barguini Martine Vieira
Data de nascimento
17 de dezembro de 1975
História de vida
Guido Luiz Barguini Martine Vieira, conhecido artisticamente como Guido Martini, nasceu em 17 de dezembro de 1975 e possui uma trajetória ligada à música e à cena cultural de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Identifica-se como um homem pardo, fruto de uma história de miscigenação, e embora não venha de uma família de músicos, encontrou na arte o seu caminho profissional e de vida. A sua relação com o violão e o canto começou na infância e adolescência, passando por um período inicial de dedicação ao rock and roll e ao estudo do canto coral, onde se descobriu como tenor. No entanto, a transição para o universo da música popular brasileira e do forró ocorreu por volta dos 20 anos, motivada pelo encantamento com o violão de nylon e a sonoridade de artistas como Alceu Valença e Zé Ramalho. Guido descreve-se nesse período como um "violeiro cantador popular", buscando conectar a agressividade do rock com a riqueza rítmica do Brasil. O marco principal de sua relação com o bem cultural de que é detentor — o forró — consolidou-se através da Tribo de Gonzaga. O projeto teve início em outubro de 2005, originalmente com o grupo Zé Vagão, realizando bailes semanais no Nucrep, em Itaipava. Em 2006, o grupo foi rebatizado como Tribo de Gonzaga, tornando-se o projeto central da vida de Guido por 15 anos. Com a banda, ele gravou três discos e um EP, totalizando mais de 30 músicas autorais que ajudaram a moldar a cena do forró pé de serra e regional na região serrana fluminense. Para Guido, o forró é uma expressão que vai além da música; é uma energia ligada à dança de casal e ao romantismo. Ele narra com orgulho como sua música promoveu uniões, afirmando ter "casado muitas pessoas" que se conheceram em seus bailes. Sua trajetória também é repleta de narrativas de resistência e adaptação cultural, como o episódio na "Toca do Babu", em Macaé, onde a banda precisou acelerar o andamento de todo o repertório para conquistar um público acostumado ao forró eletrônico, transformando um ambiente hostil em uma celebração "mágica". Atualmente, Guido vive na Península de Maraú, na Bahia, onde experimenta um novo ritmo de vida. Após deixar a Tribo de Gonzaga em 2020, ele concilia a música com a gestão de um restaurante, utilizando este novo tempo para refletir sobre sua identidade e sobre a complexidade de ser um intérprete do sudeste em solo nordestino. Ele vê este momento como um processo de aceitação e descoberta, onde a música continua presente como uma ferramenta de conexão com o outro e com sua própria história.
Identificação de gênero
Homem cisgênero
Localização
Atuação coletiva
Sim



