Informações
Projeto relacionado
Equipe
Ana Clara Cunha Oliveira Dias | Edilberto Jose de Macedo Fonseca | Eduarda Manhães Santos | Elisabete Vicari | Gabriela Calafate | Ilana Musacchio | Joana Ramalho Ortigao Correa | José Augusto Camargo de Almeida | Julia Andrade | Julia Barros Silvera dos Santos | Lorena Fontes Ferreira | Maria Elisabeth Andrade Costa | Milena Barbosa | Raiane Alabaces | Alice Saint Martin da Cunha | Claudiane Dias de Carvalho
Nome completo
Josivan Félix da Silva
História de vida
Josivan Félix da Silva, conhecido como Félix do Forró, nasceu em Caicó, no Rio Grande do Norte. Sua base musical começou no Nordeste aos 14 anos, onde atuava como vocalista e exímio triangulista em forrós de chão batido. Migrou para Minas Gerais em 1994 e chegou ao Rio de Janeiro em 1997. Em Teresópolis, sua paixão pela sanfona foi despertada ao observar o mestre local Seu Tibira tocar. De forma autodidata, comprou seu primeiro instrumento e passou a se dedicar ao acordeon, desenvolvendo um estilo próprio. Após um retorno emocional à sua terra natal, onde vivenciou um "desbloqueio" criativo ao observar a natureza e a seca, passou a compor intensamente. Desde então, gravou três CDs, vendeu milhares de cópias e consolidou-se como uma das figuras mais populares do forró na Região Serrana.
Atualmente, Félix do Forró atua com formação de trio, composta por sanfona, zabumba e triângulo, podendo ampliar o grupo conforme a demanda das apresentações. Seu repertório é variado e inclui ritmos como baião, xote e vaneira, além de incorporar referências do sertanejo tradicional e de artistas consagrados como Luiz Gonzaga e Genival Lacerda, adaptando-se ao gosto do público local. Também se destaca por sua forte produção autoral, mantendo cadernos com composições próprias e tendo registrado suas músicas em CDs e gravações digitais.
O artista afirma que iniciou sua trajetória na sanfona já adulto e de maneira autodidata, aprendendo a partir da observação de outros músicos e da prática constante. Antes disso, sua experiência musical estava ligada ao canto e ao toque do triângulo em forrós no Nordeste. Sua atuação atual é marcada pela realização frequente de apresentações em festas e eventos na região de Teresópolis, incluindo convites recorrentes e circulação entre músicos locais, evidenciando sua inserção ativa no circuito cultural do forró.
Identificação de gênero
Homem cisgênero
Localização
Atuação coletiva
Sim
Grupos representativos
Descrição da atuação em rede
Mantém uma rede de cooperação ativa com outros forrozeiros de Teresópolis, como o subsecretário de cultura Arnaldo e o apresentador Cândido, com quem troca agendas de shows. Também interage com outros sanfoneiros locais, como Heraldo e Seu Edson.
Essa articulação ocorre principalmente de forma prática, por meio da troca de oportunidades de trabalho entre músicos. O próprio artista relata que, quando não consegue atender à demanda de apresentações, repassa eventos para outros forrozeiros da rede, inclusive para Cândido, mantendo uma dinâmica de colaboração e reciprocidade. Além disso, atua com músicos que compõem seu grupo, como zabumbeiros e triangulistas, podendo ampliar a formação com outros instrumentistas conforme o tipo de evento, o que demonstra uma organização coletiva flexível entre os integrantes da cena local.
Bens culturais relacionados
Relação com o bem cultural
Sanfoneiro, triangulista, vocalista e compositor, com trajetória construída de forma autodidata e marcada por forte dedicação à música nordestina, especialmente ao forró. Desenvolve um trabalho autoral consistente, reunindo uma expressiva produção de composições próprias organizadas em mais de três pastas, além de gravações em CD e formato digital. Atua em formações de trio e banda, adaptando o repertório a diferentes contextos de apresentação, desde eventos intimistas até festas de maior porte. Seu repertório transita entre baião, xote, vaneira e outros ritmos tradicionais, dialogando também com influências regionais e releituras de clássicos. Destaca-se pela versatilidade musical, domínio do triângulo e da sanfona e pela capacidade de compor a partir de vivências pessoais, mantendo viva a tradição do forró com identidade própria.
Aprendizado do bem
O aprendizado musical teve início ainda no Nordeste, especialmente no Rio Grande do Norte, quando, aos 14 anos, passou a frequentar e participar de forrós locais ao lado de músicos como Dedé e Chico. Nesse período, já atuava como vocalista e tocador de triângulo, experiência adquirida na prática dos bailes, muitas vezes após longas caminhadas até os locais das apresentações. O domínio do triângulo se consolidou nesse contexto, marcado pela vivência direta com o ritmo e pela atuação contínua em situações reais de performance.
Já o aprendizado da sanfona ocorreu posteriormente, no Rio de Janeiro, de forma totalmente autodidata. Sem formação formal, iniciou sua prática a partir da observação de sanfoneiros experientes em Teresópolis, com destaque para Seu Tibira, cuja execução influenciou diretamente seu interesse pelo instrumento. A aprendizagem se deu pela experimentação cotidiana, “fuçando” a sanfona em casa, e pela troca com músicos locais, reproduzindo trechos, testando sonoridades e desenvolvendo progressivamente sua técnica. Esse processo combinou observação, imitação e prática intensiva, resultando na construção de um estilo próprio, vinculado à tradição, porém desenvolvido de maneira independente.
Lugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem em outros lugares
Relação do bem cultural com o lugar
Félix se consolidou como uma referência no cenário local de Teresópolis, estabelecendo uma relação direta com a dinâmica cultural da região. Sua atuação frequente em festas, eventos e apresentações contribui para a manutenção do forró como prática viva no território, atendendo a uma demanda contínua do público. Devido à alta procura, sua agenda costuma permanecer cheia, o que o leva, em diversas ocasiões, a repassar apresentações para outros músicos da região, fortalecendo redes de colaboração e circulação musical local. Essa dinâmica evidencia não apenas sua relevância artística, mas também seu papel ativo na sustentação e difusão da cultura do forró no contexto em que está inserido.
Transmissão de saberes
A transmissão de saberes ocorre principalmente de forma prática, a partir da vivência cotidiana nas apresentações e no convívio com outros músicos. Félix não atua em espaços formais de ensino, mas compartilha seus conhecimentos durante ensaios, apresentações e trocas informais, servindo como referência para músicos da região que se aproximam por interesse no forró. Esse processo se dá pela observação direta, pela participação conjunta nas performances e pelo incentivo constante à prática, permitindo que outros aprendam na experiência, acompanhando ritmo, repertório e formas de execução. Sua atuação frequente em eventos também cria oportunidades de circulação e aprendizado coletivo, contribuindo para a continuidade da prática musical no contexto local.




