Informações
Projeto relacionado
Nome completo
João Alves Brasão
História de vida
Sr. Maguinho possui atualmente 70 anos de vida e é um dos dois carpinteiros navais em atividade no distrito sede de porto do mangue. Seu trabalho é essencialmente artesanal e, por esta razão, pela ausência de maquinário moderno, não se considera um carpinteiro naval propriamente. Inicialmente trabalhou com pesca artesanal em canoa e bateira própria. Pescava com tarrafa dentro do rio que corta o município. Atualmente possui um pequeno estabelecimento que chama de “armazém” onde guarda suas ferramentas de trabalho e material de produção ou reforma das embarcações. Posteriormente a ele possui uma cobertura sob a qual realiza sua atividade cotidiana. Trabalha rotineiramente sozinho embora sempre cercado de curiosos que, vez ou outra, oferecem ajuda. Em alguns casos o dono da embarcação se propõe a exercer o papel de ajudante. Possui uma rotina de trabalho que se estende das 5:00 hs (ou antes) às 11:00hs e das 13:00 às 17:00 hs. Acorda sempre muito cedo e tem no estaleiro sua principal fonte de renda além de considerar a atividade prazeirosa. Segundo ele, se parar de trabalhar começa a sentir dores por todo o corpo. É o trabalho que o mantém saudável, afirma. Por outro lado, relata que aos 70 anos de idade continua a lutar pela sobrevivência porque o trabalho não oferece condições de sustento adequadas.
Localização
Descrição da atuação em rede
Sr. Maguinho possui atualmente 70 anos de vida e é um dos dois carpinteiros navais em atividade no distrito sede de porto do mangue. Seu trabalho é essencialmente artesanal e, por esta razão, pela ausência de maquinário moderno, não se considera um carpinteiro naval propriamente. Inicialmente trabalhou com pesca artesanal em canoa e bateira própria. Pescava com tarrafa dentro do rio que corta o município. Atualmente possui um pequeno estabelecimento que chama de “armazém” onde guarda suas ferramentas de trabalho e material de produção ou reforma das embarcações. Posteriormente a ele possui uma cobertura sob a qual realiza sua atividade cotidiana. Trabalha rotineiramente sozinho embora sempre cercado de curiosos que, vez ou outra, oferecem ajuda. Em alguns casos o dono da embarcação se propõe a exercer o papel de ajudante. Possui uma rotina de trabalho que se estende das 5:00 hs (ou antes) às 11:00hs e das 13:00 às 17:00 hs. Acorda sempre muito cedo e tem no estaleiro sua principal fonte de renda além de considerar a atividade prazeirosa. Segundo ele, se parar de trabalhar começa a sentir dores por todo o corpo. É o trabalho que o mantém saudável, afirma. Por outro lado, relata que aos 70 anos de idade continua a lutar pela sobrevivência porque o trabalho não oferece condições de sustento adequadas.
Aprendizado do bem
Sr. “maguinho” é carpinteiro naval há mais de 45 anos. Aprendeu o ofício observando outras pessoas trabalharem. Quando criança, logo que se mudou para o município, acompanhava o trabalho do carpinteiro lázaro lopes fernandes, sr “lazito”, que exercia a atividade em porto do mangue. Certa vez, desejando aprender o ofício, confessou ao carpinteiro que não tinha dinheiro para comprar o material. Ele então se ofereceu para comprar e sr. Maguinho começou a construir sua primeira miniatura de um bote, sob o olhar do mestre. Posteriormente construiu vários botes sendo o maior de 14 metros de comprimento. Fez também bateiras e reconstruiu mais de vinte embarcações. Apesar da experiência, sr. Maguinho não se considera carpinteiro naval por não ter o registro na capitania dos portos e não trabalhar com maquinário moderno. Sua atividade é essencialmente artesanal. Afirma que, certa vez, representantes da capitania estiveram em seu estaleiro e propuseram cadastrá-lo para produção da carteirinha de carpinteiro naval. No entanto, ele preferiu não fazê-lo porque considerava-se velho, estando então com 42 anos de idade. Aprendeu o ofício a partir das miniaturas e atualmente constrói ou reforma todo tipo de embarcação, de canoas a botes. Tem preferência porém, pelas canoas que, segundo ele, são mais simples e rápidas de construir.
Transmissão de saberes
Não. Sr. Maguinho afirma que nunca ensinou ninguém a construir embarcações. Teria chegado a tentar ensinar um cunhado e um morador da cidade que trabalharam com ele como ajudantes mas a empreitada não teria seguido adiante e nenhum dos dois continuou a trabalhar no ofício.

