Informações
Projeto relacionado
Nome completo
Josué Pereira Bastos
Data de nascimento
13 de agosto de 1996
História de vida
O trabalho de oleiro é desenvolvido em terreno pertencente à família há mais de 50 anos e o grupo fabrica lajotas e tijolinhos. O conjunto da olaria é composto por três ranchos e dois fornos. A atividade é realizada, por homens e mulheres da família- pai, filhos, netos, irmãos, irmãs e sobrinhos – cabendo para cada família um rancho. O lugar é bastante singelo com estrutura em madeira com cobertura em palha e piso de terra batida. O espaço interno é suficiente para amassar o barro, moldar e secar as peças de barro. Atualmente trabalham na olaria o senhor antonio silva, o sr. Manoel messias da silva bastos, conhecido como deca e o sr. Josué pereira bastos. O barro é retirado de um barreiro próximo do rio, cerca de 2 km, da olaria. A princípio, quando começaram a trabalhar o barro era retirado no próprio terreno. O barro, retirado do barreiro, é acrescido de água e pisado com os pés até adquirir a plasticidade necessária para a modelagem das peças. A experiência do oleiro e a vivência com o trabalho é que determina o ponto correto de modelagem. Em seguida, o barro é cortado com enxada e foice e amaciado com o berimbau ou badoque – instrumento construído pelos oleiros, composto de haste de madeira e fio de arame fino. Este processo possibilita a retirada de grãos e a uniformidade do barro, consequentemente, uma lajota mais fina e uniforme. O barro é colocado em fôrmas e gabaritos de diferentes desenhos: hexagonal, pétalas para execução das mandalas, formas circulares, hexágonos, quadradas e retangulares. Após a modelagem as peças são secas na sombra, no interior dos ranchos. O processo de secagem varia de um a dois dias. No terceiro dia é realizado o processo de acabamento. Neste momento, o profissional utiliza uma tabuleta de desempeno e com um facão realiza o polimento até a peça ficar lisa e bem fina. Logo em seguida as peças são levadas para secar no sol, durante dois dias. Após este período as peças são armazenadas até formar um lote para a queima. O forno é construído com tijolinhos de argila. Na noite anterior a queima das peças é colocada às madeiras, na boca do forno, para que o mesmo aqueça de forma uniforme. Neste momento, vale a experiência do profissional, para controlar a temperatura da lenha e evitar que as peças estourem. Aos poucos é colocado mais madeira para ampliar o aquecimento. Pela manhã as peças são arrumadas e se inicia o processo de queima que pode durar até 48 horas. As peças só são retiradas do forno quando está complementarmente fria. Este processo leva cerca de 30 horas, a depender do lote de lajotas. Neste momento, o profissional separa as peças pela qualidade da queima, armazena o lote de lajotas, na sombra, até a entrega do produto. Quatro famílias na atualidade tiram seu sustento com o trabalho na olaria
Localização
Descrição da atuação em rede
O trabalho de oleiro é desenvolvido em terreno pertencente à família há mais de 50 anos e o grupo fabrica lajotas e tijolinhos. O conjunto da olaria é composto por três ranchos e dois fornos. A atividade é realizada, por homens e mulheres da família- pai, filhos, netos, irmãos, irmãs e sobrinhos – cabendo para cada família um rancho. O lugar é bastante singelo com estrutura em madeira com cobertura em palha e piso de terra batida. O espaço interno é suficiente para amassar o barro, moldar e secar as peças de barro. Atualmente trabalham na olaria o senhor antonio silva, o sr. Manoel messias da silva bastos, conhecido como deca e o sr. Josué pereira bastos. O barro é retirado de um barreiro próximo do rio, cerca de 2 km, da olaria. A princípio, quando começaram a trabalhar o barro era retirado no próprio terreno. O barro, retirado do barreiro, é acrescido de água e pisado com os pés até adquirir a plasticidade necessária para a modelagem das peças. A experiência do oleiro e a vivência com o trabalho é que determina o ponto correto de modelagem. Em seguida, o barro é cortado com enxada e foice e amaciado com o berimbau ou badoque – instrumento construído pelos oleiros, composto de haste de madeira e fio de arame fino. Este processo possibilita a retirada de grãos e a uniformidade do barro, consequentemente, uma lajota mais fina e uniforme. O barro é colocado em fôrmas e gabaritos de diferentes desenhos: hexagonal, pétalas para execução das mandalas, formas circulares, hexágonos, quadradas e retangulares. Após a modelagem as peças são secas na sombra, no interior dos ranchos. O processo de secagem varia de um a dois dias. No terceiro dia é realizado o processo de acabamento. Neste momento, o profissional utiliza uma tabuleta de desempeno e com um facão realiza o polimento até a peça ficar lisa e bem fina. Logo em seguida as peças são levadas para secar no sol, durante dois dias. Após este período as peças são armazenadas até formar um lote para a queima. O forno é construído com tijolinhos de argila. Na noite anterior a queima das peças é colocada às madeiras, na boca do forno, para que o mesmo aqueça de forma uniforme. Neste momento, vale a experiência do profissional, para controlar a temperatura da lenha e evitar que as peças estourem. Aos poucos é colocado mais madeira para ampliar o aquecimento. Pela manhã as peças são arrumadas e se inicia o processo de queima que pode durar até 48 horas. As peças só são retiradas do forno quando está complementarmente fria. Este processo leva cerca de 30 horas, a depender do lote de lajotas. Neste momento, o profissional separa as peças pela qualidade da queima, armazena o lote de lajotas, na sombra, até a entrega do produto. Quatro famílias na atualidade tiram seu sustento com o trabalho na olaria
Aprendizado do bem
A família trabalhava antigamente com a confecção de tijolo, há aproximadamente 20 anos começaram a fabricar lajotas em razão de ser um produto comercialmente mais rentável.
Transmissão de saberes
O aprendizado ocorre corre entre os membros da família. Por exemplo, doca aprendeu com seu pai e por sua vez ensinou a sua mulher que é sua prima em primeiro grau.

