Informações
Projeto relacionado
Equipe
Ana Clara Cunha Oliveira Dias | Edilberto Jose de Macedo Fonseca | Eduarda Manhães Santos | Elisabete Vicari | Gabriela Calafate | Ilana Musacchio | Joana Ramalho Ortigao Correa | José Augusto Camargo de Almeida | Julia Andrade | Julia Barros Silvera dos Santos | Lorena Fontes Ferreira | Maria Elisabeth Andrade Costa | Milena Barbosa | Raiane Alabaces | Alice Saint Martin da Cunha | Claudiane Dias de Carvalho
Nome completo
Pedro Miguel da Silva
Data de nascimento
31 de julho de 1948
História de vida
Nascido no distrito de Salema, em Rio Tinto (PB), é filho de uma família que mistura origens indígenas, europeias e afro-descendentes. Seu pai trabalhava como roceiro e, sua mãe, como costureira. Sua trajetória musical começou aos seis anos de idade, quando venceu um festival local e passou a integrar, cantando, uma caravana artística que percorria capitais nordestinas – como Natal, João Pessoa e Recife. Nesse contexto, ficou conhecido como o "menino do forró". Apesar da resistência inicial de seu pai, ele mudou-se para João Pessoa aos 16 anos. Posteriormente, em 1969, migrou para o Rio de Janeiro com seu irmão mais novo, em busca de oportunidades de trabalho de maior destaque. Na capital fluminense, trabalhou como copeiro enquanto investia na carreira artística. Formou um trio de forró, com o qual começou a cantar em hotéis de luxo da Zona Sul carioca. Em seguida, esteve oito anos com o Trio Atalaia e, ao sair, montou o grupo “Pedrinho do Nordeste e banda”, que tocava forró e canções de diversas outras referências musicais brasileiras. Se apresentando pelo circuito de hotéis, residiu por alguns anos, na década de 1980, em São Paulo, mas logo retornou ao Rio de Janeiro. Frequentou a Feira de São Cristóvão desde a sua inauguração e realizou diversas apresentações no Forró Forrado (Nova Iguaçu/RJ), no Clube Municipal da Tijuca e no Palácio do Vinho – este, no bairro de Jacarepaguá. Ao longo da carreira, também trabalhou no estado do Pará. Uma das suas composições de maior sucesso, “Até mais ver”, foi escrita no final da década de 1970 e veio a fazer sucesso (nacional e internacional) a partir de 1986, quando gravada por Carlos André, do Trio Mossoró. Atualmente, ela possui registros de milhares de regravações. O artista segue realizando apresentações e composições em processo de gravação.
Identificação de gênero
Homem cisgênero
Localização
Atuação coletiva
Sim
Descrição da atuação em rede
A trajetória do cantor conta com a parceria de diversos artistas, mas também produtores e compositores. Atualmente, Ayron Lima é um dos seus colaboradores mais frequentes em projetos e gravações. Pedrinho também trabalhou e teve suas composições gravadas por uma vasta gama de artistas, incluindo Elba Ramalho, Banda Calypso, João Gomes, o Trio Arrasta Pé e outros.
Bens culturais relacionados
Relação com o bem cultural
É cantor e compositor de obras que possuem milhares de regravações e público internacional, em países como Portugal e Estados Unidos.
Aprendizado do bem
Pedrinho passou a cantar e a compor inspirado em referências que ouvia no rádio, como Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro e Genival Lacerda. Sua formação foi construída de maneira prática, ao longo dos anos, a partir da convivência com artistas mais experientes e pela circulação em festivais e eventos.
Lugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem em outros lugares
Relação do bem cultural com o lugar
O artista percebe que, no estado do Rio de Janeiro, o forró pé-de-serra foi abraçado por muitos jovens, favorecendo a sua continuidade. No entanto, ele aponta para uma desvalorização dos artistas locais, que recebem cachês insatisfatórios. Ele também indica uma necessidade de maior articulação entre os forrozeiros, a fim de exigirem maior reconhecimento no mercado.
Transmissão de saberes
Os seus conhecimentos são compartilhados com os demais parceiros nos momentos de vivência coletiva, o que ocorre no âmbito cotidiano e profissional.




