Informações
Projeto relacionado
Equipe
Ana Clara Cunha Oliveira Dias | Edilberto Jose de Macedo Fonseca | Eduarda Manhães Santos | Elisabete Vicari | Gabriela Calafate | Ilana Musacchio | Joana Ramalho Ortigao Correa | José Augusto Camargo de Almeida | Julia Andrade | Julia Barros Silvera dos Santos | Lorena Fontes Ferreira | Maria Elisabeth Andrade Costa | Milena Barbosa | Raiane Alabaces | Alice Saint Martin da Cunha | Claudiane Dias de Carvalho
Nome completo
José Paiva Freitas
Data de nascimento
17 de agosto de 1956
História de vida
Nascido em Ipu, no sertão do Ceará, Zé Paiva manifestava o desejo de se tornar cantor de forró desde a infância. Essa paixão era alimentada pela escuta de um rádio de pilha que trazia as canções de Luiz Gonzaga e do Trio Nordestino. Frequentava os eventos de forrós locais, se deslocando na garupa da bicicleta de vizinhos, e sonhava em ser sanfoneiro, instrumento que tentou aprender anos mais tarde. Em 1945, migrou para o Rio de Janeiro em busca de melhores oportunidades profissionais, contando com o apoio de um irmão que já residia na cidade. Nos primeiros anos, vivenciou uma série de dificuldades. Seu primeiro emprego foi em uma lanchonete, onde trabalhava desde as cinco da manhã. Ao mesmo tempo, seguiu com os estudos e concluiu o Ensino Médio – na época, chamado de Segundo Grau. Seu contato com a música foi retomado quando um cliente o convidou para trabalhar em uma loja de discos. Na gravadora Warner Music, ao final da década de 1970, passou a exercer funções administrativas, onde permaneceu até 2010. Durante esse período, Paiva também teve experiências na produção de grandes nomes da música brasileira, como a banda Barão Vermelho. Embora sempre estivesse próximo à música, sua carreira artística foi impulsionada em 2003, com a fundação do Forró Calça Arriada. Desde então, vem se apresentando em locais como o Teatro Rival, Rio Scenarium e a Feira de São Cristóvão. Sua trajetória já soma três CDs gravados e músicas que alcançaram milhares de visualizações em plataformas digitais. Atualmente, mantém uma rotina de trabalho dupla para sustentar, financeiramente, sua família: atua como motorista particular para idosas e crianças durante o dia e dedica-se aos palcos e à gestão de sua carreira musical à noite e nos fins de semana.
Identificação de gênero
Homem cisgênero
Atuação coletiva
Sim
Descrição da atuação em rede
Zé Paiva circula em diversos espaços da cena musical fluminense. Sua rede de contato articula demais artistas, bem como produtores e donos de casas de show. O artista considera de grande importância que convites de apresentações sejam estendidos aos parceiros quando suas agendas estão indisponíveis. Ele atua em eventos de forró, festas particulares e academias de dança. Entre os artistas com quem já trabalhou, destacam-se Aldair José, Cassiano Beija-Flor, Trio Forrozão, Zé da Onça, Zé do Gato e muitos outros.
Bens culturais relacionados
Relação com o bem cultural
Zé Paiva é cantor, compositor e toca triângulo. Em seu trabalho, mobiliza tradições nordestina para um público fluminense.
Aprendizado do bem
O aprendizado musical de Zé Paiva ocorreu de forma prática e por meio da convivência com mestres. Apesar das influências que recebeu durante a infância, o domínio do triângulo e a profissionalização no canto foram consolidados através dos ensinamentos do mestre Raminho, com quem ensaiava todos os sábados, em Bonsucesso, antes de seguirem para a Feira de São Cristóvão. Algumas das suas principais referências artísticas são Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Trio Nordestino, Trio Forrozão e Waldonys.
Lugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem em outros lugares
Relação do bem cultural com o lugar
O artista indica que, apesar da cena fluminense ser mantida pelo empenho dos forrozeiros, há uma necessidade de maior articulação interna, bem como de ampliação da divulgação desses eventos em veículos de mídia. Além disso, Paiva observa uma distinção clara entre o forró praticado no Nordeste e no Rio, especialmente na dança: ele mostra que, enquanto no Nordeste dança-se "juntinho" do início ao fim, no Rio, as academias introduziram um estilo que alterna momentos de proximidade e separação entre os pares.
Transmissão de saberes
O artista compartilha conhecimentos e oportunidades conforme a convivência com a sua rede. Além disso, ele utiliza o rádio e as plataformas digitais como veículos para difundir informações relacionadas ao forró, sobretudo às suas matrizes tradicionais, para novas gerações e diferentes regiões.




