Informações
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Equipe
Ana Clara Cunha Oliveira Dias | Edilberto Jose de Macedo Fonseca | Eduarda Manhães Santos | Elisabete Vicari | Gabriela Calafate | Ilana Musacchio | Joana Ramalho Ortigao Correa | José Augusto Camargo de Almeida | Julia Andrade | Julia Barros Silvera dos Santos | Lorena Fontes Ferreira | Maria Elisabeth Andrade Costa | Milena Barbosa | Raiane Alabaces | Alice Saint Martin da Cunha | Claudiane Dias de Carvalho
Nome completo
Rogério dos Santos Cardoso
História de vida
Rogério dos Santos Cardoso, amplamente conhecido no meio artístico como Lourão, possui uma trajetória marcada pela transição entre a fé, a dança folclórica e uma profunda dedicação ao forró como músico e luthier. Natural de Petrópolis e filho de mãe capixaba, sua base cultural carrega influências do Nordeste enraizadas no Espírito Santo. Criado em igreja evangélica, suas primeiras experiências de palco envolveram corais e peças de teatro religioso. Entre 1994 e 2001, integrou um grupo de dança folclórica alemã em Petrópolis, participando ativamente da Bauernfest. Essa experiência foi fundamental para que ele aprendesse a escutar música de uma forma diferente através do ritmo do corpo. No final da década de 90, o boom do "forró universitário" (Falamansa, Rastapé) serviu de porta de entrada para que Lourão mergulhasse na obra de mestres como Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Alceu Valença. Rogério começou a tocar triângulo por volta do ano 2000, após observar uma aula na Ilha Grande. Pouco depois, começou a estudar zabumba de forma autodidata com um instrumento emprestado. Sua caminhada profissional iniciou-se em Petrópolis com o Trio Macaxeira, em homenagem ao grupo Zé Macaxeira, que foi sua primeira referência de forró pé de serra ao vivo. Em 2005, mudou-se para o Rio de Janeiro para trabalhar com artesanato, mas logo se inseriu na efervescente cena de forró da capital. Em 12 de maio de 2008, fundou o Trio Rapacuia ao lado de Fernandão e do jovem sanfoneiro Rafael (conhecido como Meninão), que na época tinha apenas 16 anos. Com apenas seis meses de existência, o trio teve um desempenho marcante no Festival Nacional da Ilha Grande (Fenfig), onde Meninão foi eleito o melhor sanfoneiro e Lourão foi indicado entre os melhores triangulistas. O apelido "Lourão" consolidou-se definitivamente durante excursões para o festival de Itaúnas em 2005. Devido ao alto custo de instrumentos profissionais na época, Rogério decidiu fabricar seu próprio triângulo em 2005, utilizando conhecimentos de sua família de ferreiros e marceneiros. Com o tempo, profissionalizou-se na lutheria, produzindo triângulos e zabumbas que hoje são exportados para diversos lugares do mundo. Além disso, diversificou suas habilidades com cursos de marcenaria e solda para fabricação de móveis. Atualmente, ele se define como um "operário do forró", atuando como professor no Bloco Caramuela e mantendo ativos os projetos musicais Trio Rapacuia e Trio Maluvido. Lourão defende que o forró deve ser visto não apenas como um gênero musical, mas através das pessoas que o constroem, defendendo políticas públicas que valorizem os mestres e mantenham a rede de forrozeiros sustentável.
Identificação de gênero
Homem cisgênero
Localização
Atuação coletiva
Sim
Aprendizado do bem
O aprendizado de Rogério Lorão no forró foi um processo que uniu a observação prática, a dança e o esforço autodidata. Sua base rítmica começou entre 1994 e 2001, quando integrou um grupo de dança folclórica alemã em Petrópolis, o que o ensinou a escutar a música através do corpo. O interesse pelo gênero foi despertado pelo "boom" do forró universitário no final dos anos 90, que serviu de gatilho para ele aprofundar-se na obra de mestres como Luiz Gonzaga e Dominguinhos. Sua trajetória como instrumentista começou com o triângulo; após observar uma aula informal na Ilha Grande, ele comprou um instrumento industrial e passou a praticar sozinho em casa. Pouco depois, começou a estudar zabumba, também de forma autodidata, utilizando um instrumento emprestado por um amigo. Para se aperfeiçoar, Rogério frequentava assiduamente os bailes do Rio de Janeiro, como os do Ballroom e do Circo Voador, para "se alimentar" da cena cultural. Além da prática musical, ele aprofundou seu conhecimento técnico ao desmontar instrumentos para entender sua construção e ao realizar cursos de **marcenaria e solda**, tornando-se também luthier.



