![]()
Toni Magdalena
Informações gerais do detentor
Projeto relacionado
Equipe
Ana Clara Cunha Oliveira Dias | Edilberto Jose de Macedo Fonseca | Eduarda Manhães Santos | Elisabete Vicari | Gabriela Calafate | Ilana Musacchio | Joana Ramalho Ortigao Correa | José Augusto Camargo de Almeida | Julia Andrade | Julia Barros Silvera dos Santos | Lorena Fontes Ferreira | Maria Elisabeth Andrade Costa | Milena Barbosa | Raiane Alabaces | Alice Saint Martin da Cunha | Claudiane Dias de Carvalho
Nome completo
Antônio Carlos Magdalena Antunes
Data de nascimento
3 de outubro de 1964
História de vida
Toni Magdalena nasceu em Macaé, em 1964, e cresceu em um ambiente profundamente marcado pela música. Sua formação começou dentro de casa: a mãe e a tia eram pianistas, o avô materno, Antônio França Magdalena, era poeta e violonista, e o pai, mesmo sendo caminhoneiro, mantinha um piano em casa. Desde a infância, conviveu com essa presença constante da música, da poesia e das práticas culturais familiares, o que foi decisivo para sua trajetória. Ainda menino, viveu em Macaé experiências que o marcaram culturalmente, como o bumba meu boi, os bonecões de carnaval e outras manifestações populares que faziam parte do cotidiano da cidade. Em 1971, mudou-se para Petrópolis, levando consigo essas referências da infância.
Aos 8 anos, iniciou sua prática no canto coral em quartetos de igreja, experiência que já exigia escuta, afinação e firmeza vocal. Essa vivência se ampliou na juventude, quando ingressou, em 1983, no Coral da UCP como primeiro tenor. Nesse período, participou de montagens e apresentações importantes, como o Projeto Aquários e o concerto em comemoração aos 200 anos de Mozart com a Orquestra Sinfônica Brasileira, o que consolidou sua relação com a música em um nível mais profissional. Sua trajetória como cantor foi sendo construída de forma contínua, articulando a base familiar, a experiência religiosa e a formação coral.
No fim da década de 1990, Toni fundou o grupo Brasilino, apontado como uma das primeiras formações a trabalhar o forró em Petrópolis com maior projeção. A experiência reuniu influências do teatro, da música brasileira e da cultura nordestina, e abriu caminho para uma atuação mais definida no campo do forró. Em 2005, essa trajetória se reorganizou com a criação da Tribo de Gonzaga, grupo que consolidou sua carreira profissional e se tornou sua principal frente de atuação artística. À frente da banda, Toni passou a desenvolver um trabalho marcado por arranjos vocais, repertório autoral, releituras de clássicos e uma estrutura profissional de produção, circulação e gravação.
Ao longo desse percurso, o forró deixou de ser apenas uma referência estética e passou a ocupar o centro de sua identidade musical. Além do trabalho como cantor e articulador da Tribo de Gonzaga, Toni aprofundou sua relação com os repertórios nordestinos, com a pesquisa de sonoridades e com a construção de uma linguagem própria dentro do gênero. Mais recentemente, adquiriu sua primeira sanfona e passou a se dedicar também ao estudo do instrumento, em diálogo com mestres tradicionais como o falecido Seu Valdir. Sua história de vida mostra, assim, uma formação construída entre herança familiar, prática coral, música popular brasileira e dedicação continuada ao forró.
Identificação de gênero
Homem cisgênero
Localização
Atuação coletiva
Sim
Atuação coletiva
Grupos representativos
Descrição da atuação em rede
Toni atua em rede de forma contínua e estratégica, articulando músicos, produtores, gestores públicos e instituições culturais em torno do forró em Petrópolis e fora dela. Essa rede aparece desde sua atuação com Marco Aurélio, Tavinho Lima e Fernando Madá, na formação do Brasilino, e segue na consolidação da Tribo de Gonzaga com nomes como Gabriel no baixo, Guido na administração financeira, Bruno Guimarães, Marcelo Berner e o produtor Paulo Roberto Lisboa, figura decisiva na ampliação da circulação do trabalho.
Essa articulação não se limita aos parceiros musicais. Toni construiu relações com agentes públicos, secretarias, produtoras, espaços culturais e instituições como IPHAN e SESC, contribuindo para o reconhecimento público do gênero em Petrópolis, incluindo a criação do Dia Municipal do Forró. Seu modo de atuação combina produção, negociação, organização de eventos, circulação artística e manutenção de vínculos duradouros, o que fez dele uma referência de conexão entre artistas, poder público e iniciativas de valorização do forró.
Relação com bens culturais
Bens culturais relacionados
Relação com o bem cultural
Aprendizado do bem
Esse processo se aprofundou no coral da igreja e ganhou formação mais estruturada em 1983, quando ingressou no Coral da UCP como primeiro tenor. Ali ampliou seu contato com partitura, técnica vocal, arranjos e repertórios mais complexos. Mais tarde, sua entrada no forró se deu pela convivência com músicos e experiências ligadas ao teatro e à música brasileira, especialmente no fim da década de 1990, com o grupo Brasilino. Mais recentemente, passou também a estudar sanfona, aproximando-se de mestres tradicionais como Seu Valdir.
Lugar onde é praticado o bem cultural
Relação do bem cultural com o lugar
Toni entende que o forró, em Petrópolis, funciona como pilar de identidade e de sociabilidade comunitária. Por isso, defende a ocupação profissional e legalizada dos espaços públicos, como forma de democratizar o acesso à cultura e ampliar a presença do forró para além dos circuitos fechados.
Transmissão de saberes
Transmissão de saberes
Atua como referência para novas bandas de forró em Petrópolis e transmite conhecimentos no convívio com músicos mais jovens, especialmente dentro da Tribo de Gonzaga. Esse processo também acontece na relação com o filho, Kaíque, que hoje integra o grupo e segue sua formação musical na Unirio, dando continuidade a essa vivência no forró.
Dados socioeconômicos
Incentivo financeiro à prática de bem cultural
Recebeu incentivo por meio de editais, como o Pulsar do SESC, além de contratos com prefeituras, fundações de cultura e outras formas de contratação pública para apresentações e projetos. Também contou com apoios institucionais em diferentes momentos da trajetória, como ações ligadas à circulação de shows, montagem de espetáculos e produção de trabalhos autorais. Paralelamente, mantém iniciativas de produção independente, articulando recursos próprios, estrutura técnica e organização do grupo para garantir a continuidade das atividades.


