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Alexandre Monteiro
Informações gerais do detentor
Projeto relacionado
Equipe
Ana Clara Cunha Oliveira Dias | Edilberto Jose de Macedo Fonseca | Eduarda Manhães Santos | Elisabete Vicari | Gabriela Calafate | Ilana Musacchio | Joana Ramalho Ortigao Correa | José Augusto Camargo de Almeida | Julia Andrade | Julia Barros Silvera dos Santos | Lorena Fontes Ferreira | Maria Elisabeth Andrade Costa | Milena Barbosa | Raiane Alabaces | Alice Saint Martin da Cunha | Claudiane Dias de Carvalho
Nome completo
Alexandre Corrêa Monteiro
Data de nascimento
23 de dezembro de 1979
História de vida
Nascido no bairro de Campo Grande (Zona Oeste do Rio de Janeiro), foi criado em Mangaratiba por uma família de diferentes origens: sua mãe e avô são nascidos na região da Costa Verde (em Paraty e Angra dos Reis, respectivamente), enquanto seu pai é paraibano. Assim, ao longo da vida, foi influenciado pela cultura forrozeira do Nordeste e caiçara do Sudeste. Quando criança, participava de festas de santos católicos e comemorações juninas comunitárias do bairro (Parque Bela Vista) junto aos vizinhos e forrozeiros. É multi-instrumentista, se destacando como sanfoneiro, e valoriza repertórios tradicionais. Atualmente, se apresenta em parceria com outros artistas, não sendo membro fixo de bandas ou trios. Fundou o grupo Mangarapira, que atuava na região, mas que não encontra-se mais em atividade. Também compõe temas instrumentais - com foco na criação melódica e harmônica - e é professor artístico. Nesse sentido, faz trabalho de pinturas e outras artes, buscando concilia-las com o meio musical. Esse caminho também foi influenciado por seu pai, que trabalhava com desenhos técnicos de topógrafo e sempre disponibilizou bons materiais para estimular o desenvolvimento das habilidades de Alexandre na infância.
Identificação de gênero
Homem cisgênero
Localização
Atuação coletiva
Sim
Atuação coletiva
Descrição da atuação em rede
Fundou e integrou o grupo Mangarapira que, quando estava em atividade, atuou em diversos festivais e cidades. O nome é uma brincadeira com as palavras “Mangaratiba”, município onde os integrantes residiam (que, por sua vez, tem esse significado pela abundância de bananeiras), e “pira”, pois se apresentavam em um restaurante de flambados. O grupo já teve várias formações, mas alguns dos seus integrantes de destaque são Cida Ângelo, no triângulo, o cearense Manuel Saraiva e Iracy Gassner, ambos na zabumba. O trio se envolveu em projetos e realizou uma extensa agenda de apresentações, participando de eventos como o Festival de Verão, no Rio de Janeiro, e o Festival da Cachaça, em Paraty. Uma das suas grandes parceiras atuais é a forrozeira Rosa, responsável pela zabumba. Para compor os shows, também são convidados amigos de localização próxima, como Pingo Virgulino, que reside em Ilha Grande. Na região, Alexandre ainda vem se encontrando com André Brandão, Jackson, Felipe Rás entre muitos outros artistas.
Relação com bens culturais
Bens culturais relacionados
Relação com o bem cultural
Lugar onde é praticado o bem cultural
Relação do bem cultural com o lugar
Transmissão de saberes
Aprendizado do bem
Seu interesse pelo forró foi despertado sob incentivo do seu pai (Ademar Monteiro Carneiro), que comprou uma sanfona de 120 baixos quando Alexandre ainda era criança. Sentados na cama, o mais velho posicionava o instrumento em seu colo e o ajudava. Depois, o presenteou com uma sanfona menor, de 24 baixos, que permitia o deslocamento pela casa. No final da década de 1980, Alexandre teve os primeiros discos de forró e foi tomando gosto por referências como Sivuca, Dominguinhos e o Trio Nordestino. Um dos seus grandes interesses era a canção de Luiz Gonzaga sobre Mangaratiba, onde residia. O interesse pela cena foi intensificado em virtude dos eventos de festa junina, onde assistia às performances de sanfoneiros e, também, das visitas às casas de artistas amigos de seu pai na região. Nesses encontros intimistas, conheceu personalidades importantes, como Zé Calixto. Sua primeira aula de instrumento musical foi depois dos 20 anos. Já participou de oficinas de percussão, voltadas para ritmos brasileiros, que lhes despertaram grande entusiasmo e prazer. Isso possibilitou uma formação mais ampla, com conhecimentos sobre os toques e pegadas do xote, baião, xaxado e rasta-pé, por exemplo. Em tais ocasiões, se aproximou de instrumentos como o triângulo e a zabumba.
Detentores com os quais aprendeu sobre o bem cultural
Transmissão de saberes
Alexandre já ministrou aulas em oficinas instrumentais, sobretudo no violão e no teclado, que formaram dezenas de alunos.
Dados socioeconômicos
Escolaridade ou formação profissional
Ensino superior completo
Incentivo financeiro à prática de bem cultural
Nunca participou de editais ou leis de incentivo.


