Informações
Projeto relacionado
Equipe
Ana Clara Cunha Oliveira Dias | Edilberto Jose de Macedo Fonseca | Eduarda Manhães Santos | Elisabete Vicari | Gabriela Calafate | Ilana Musacchio | Joana Ramalho Ortigao Correa | José Augusto Camargo de Almeida | Julia Andrade | Julia Barros Silvera dos Santos | Lorena Fontes Ferreira | Maria Elisabeth Andrade Costa | Milena Barbosa | Raiane Alabaces | Alice Saint Martin da Cunha | Claudiane Dias de Carvalho
Nome completo
Nascida no Rio de Janeiro, chegou ao universo do forró no final dos anos noventa. Seu irmão, Guilherme Mará, fez uma viagem ao Nordeste e voltou com uma grande bagagem de pesquisa de música popular que foi compartilhada com os amigos e Carol. Começou a tocar sanfona e foi inspirando e ensinando a irmã, que já tinha contato com o piano. Além do estímulo familiar, também foi influenciada pelo movimento do forró que estava ocorrendo no estado. Quando começou, por volta dos anos 2000, sua inserção foi desafiadora, pois havia poucas mulheres tocando sanfona e professores ensinando o instrumento. Então, muito do seu aprendizado foi assistindo as bandas e trios fluminenses e nordestinos. Em 2000, formou uma banda de seis mulheres chamada Concertina, que permaneceu ativa por quatro anos. Foi uma formação inédita, em vista das poucas musicistas, até então, na cena do forró - majoritariamente, masculina. Se afastou da música por volta de dez anos para se dedicar à maternidade e cuidar das suas filhas. Quando retornou, se empenhou em estudar sanfona e realizar o sonho de criar um trio pé-de-serra exclusivamente feminino, o Forró Maravilhas, em 2017. Além disso, também tem o projeto Forró Mulher, que chama musicistas para tocarem em Santa Teresa, e conta com cerca de três sanfoneiras para se revezarem. Trabalha com música em tempo integral: além de sanfoneira, é educadora social e promove musicalização para pessoas com deficiência.
Data de nascimento
8 de julho de 1979
História de vida
Nascida no Rio de Janeiro, chegou ao universo do forró no final dos anos noventa. Seu irmão, Guilherme Maravilha, fez uma viagem ao Nordeste e voltou com uma grande bagagem de pesquisa de música popular que foi compartilhada com os amigos e Carol. Começou a tocar sanfona e foi inspirando e ensinando a irmã, que já tinha contato com o piano. Além do estímulo familiar, também foi influenciada pelo movimento do forró que estava ocorrendo no estado. Quando começou, por volta dos anos 2000, sua inserção foi desafiadora, pois havia poucas mulheres tocando sanfona e professores ensinando o instrumento. Então, muito do seu aprendizado foi assistindo as bandas e trios fluminenses e nordestinos. Em 2000, formou uma banda de seis mulheres chamada Concertina, que permaneceu ativa por quatro anos. Foi uma formação inédita, em vista das poucas musicistas, até então, na cena do forró - majoritariamente, masculina. Se afastou da música por volta de dez anos para se dedicar à maternidade e cuidar das suas filhas. Quando retornou, se empenhou em estudar sanfona e realizar o sonho de criar um trio pé-de-serra exclusivamente feminino, o Forró Maravilhas, em 2017. Além disso, também tem o projeto Forró Mulher, que chama musicistas para tocarem em Santa Teresa, e conta com cerca de três sanfoneiras para se revezarem. Trabalha com música em tempo integral: além de sanfoneira, é educadora social e promove musicalização para pessoas com deficiência.
Identificação de gênero
Mulher cisgênero
Localização
Atuação coletiva
Sim
Grupos representativos
Descrição da atuação em rede
O Trio Maravilhas é composto, além da Carol, por Vanessa Souza, na zabumba, e Potira, no triângulo. De início, o grupo já começou a participar de festivais, como o Festival do Forró de Aldeia Velha, e tocar no circuito semanalmente - até porque, era um dos únicos grupos femininos no momento. O grupo já viajou por diferentes estados brasileiros e segue nesse movimento. Atualmente, o Forró Maravilhas promove um baile semanal, o Maravilhas Baile, que também é comandado e produzido por mulheres. Já no Forró Maravilhas, está articulada com diversas forrozeiras, como a sanfoneira Marcela Coelho.
Bens culturais relacionados
Relação com o bem cultural
Atua como sanfoneira e também na organização dos seus eventos. É articuladora da rede forrozeira feminina, promovendo uma constante integração das musicistas e ampliando as suas atuações na cidade do Rio de Janeiro. Participa de projetos como Forró Mulher, Forró das Trabalhadoras, Flor de Caroá, Xamego Delas e Tributo à Marinês
Lugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem em outros lugares
Relação do bem cultural com o lugar
No Rio de Janeiro, participa ativamente do circuito de forró em festivais, eventos, bares e festas particulares.
Aprendizado do bem
Aprendeu a tocar sanfona com o seu irmão e mestres que observava em apresentações. No início da jornada, algumas das suas inspirações foram bandas que compunham a cena, por volta dos anos 2000, como o Forroçacana e Raiz do Sana, e os artistas que passavam pela Feira de São Cristóvão, local que frequentava desde que começou a pesquisar o forró. Seu repertório é, principalmente, composto por referências nordestinas tradicionais, como Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Trio Nordestino e cantoras antigas, tais quais Marinês, Marinalva, Anastácia e Terezinha do Acordeon.
Incentivo financeiro à prática de bem cultural
Destaca que a cena do forró é, majoritariamente, masculina, o que reverbera diretamente no caráter financeiro das forrozeiras. Contudo, as mulheres vêm ocupando cada vez mais espaços e assumindo protagonismo como musicistas, produtoras, fotógrafas e demais funções. Além disso, ressalta que a agenda sazonal do forró (intensificada de maio à agosto, quando ocorrem os festejos juninos), também influencia na remuneração dos detentores.
Itens relacionados a este
3.3 - Identificação - Bem Cultural
Detentores do bem cultural




