Informações
Projeto relacionado
Equipe
Ana Clara Cunha Oliveira Dias | Edilberto Jose de Macedo Fonseca | Eduarda Manhães Santos | Elisabete Vicari | Gabriela Calafate | Ilana Musacchio | Joana Ramalho Ortigao Correa | José Augusto Camargo de Almeida | Julia Andrade | Julia Barros Silvera dos Santos | Lorena Fontes Ferreira | Maria Elisabeth Andrade Costa | Milena Barbosa | Raiane Alabaces | Alice Saint Martin da Cunha | Claudiane Dias de Carvalho
Nome completo
Vanderlei José de Oliveira
Data de nascimento
3 de março de 1952
História de vida
Nascido em Cuité de Mamanguape, no interior da Paraíba, Cigano teve uma infância marcada pela convivência intensa com a cultura popular nordestina. Criado em um ambiente familiar musical, acompanhava o pai e o avô em festas e eventos comunitários. Aos 12 anos, migrou sozinho para o Rio de Janeiro. No Rio, conciliou trabalho formal — em postos de gasolina, empresas e no comércio — com a atuação musical. O forró, nesse primeiro momento, aparecia como prática ligada ao pertencimento cultural e à manutenção de vínculos comunitários com outros nordestinos. Com o tempo, a inserção de Cigano na cena forrozeira foi se consolidando a partir da frequência constante nos espaços populares, sobretudo na Feira de São Cristóvão. Ali, ele passou a tocar com diferentes músicos, substituindo, acompanhando e formando grupos de maneira flexível. Essa circulação contínua abriu oportunidades para apresentações mais regulares, bem como a participação em bandas e a criação de projetos próprios, como o Forrozão Cigano. Atuou em praças, feiras e casas de forró, especialmente na Feira de São Cristóvão, integrando diferentes formações musicais ao longo da vida. Após décadas vivendo no Rio de Janeiro, retornou ao Nordeste em 2019, fixando residência em João Pessoa, motivado pela busca de qualidade de vida e pelo avanço da idade.
Identificação de gênero
Homem cisgênero
Localização
Atuação coletiva
Sim
Descrição da atuação em rede
Integrou-se às redes de músicos nordestinos no Rio de Janeiro, principalmente na Feira de São Cristóvão, onde estabeleceu relações com sanfoneiros, zabumbeiros, cantores e produtores. Essas redes eram baseadas na convivência cotidiana e na substituição mútua entre músicos, permitindo a formação de trios, bandas maiores e projetos autorais.
Bens culturais relacionados
Relação com o bem cultural
Cigano se reconhece como um “nordestino imigrante” que sempre utilizou o forró como forma de pertencimento e sustento. Mesmo tendo transitado por outros gêneros musicais, o forró permaneceu como eixo estruturante de sua vida artística, sobretudo como cantor.
Aprendizado do bem
Cigano aprendeu música e instrumentos de forma informal, no ambiente familiar e comunitário. O contato inicial se deu ainda na infância, observando o pai e o avô tocarem em festas e celebrações. O aprendizado ocorreu pela prática, pela escuta e pela repetição, sendo aprofundado posteriormente na convivência com músicos mais experientes nas feiras e nos forrós do Rio de Janeiro.
Lugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem em outros lugares
Relação do bem cultural com o lugar
Na percepção de Cigano, a cena do forró no Rio de Janeiro é historicamente forte, mas marcada por desigualdades territoriais, dificuldades de acesso e falta de reconhecimento institucional. Ele destaca a Feira de São Cristóvão como um espaço central de visibilidade da cultura nordestina, ao mesmo tempo em que aponta para a necessidade de considerar os impactos da violência urbana, da precarização do trabalho cultural e das transformações urbanas na dinâmica dos forrós.
Transmissão de saberes
A transmissão de saberes realizada por Cigano ocorre principalmente por meio da convivência e da oralidade. Atua como como referência para músicos mais jovens ao preservar modos e referências tradicionais de tocar.




