Informações
Projeto relacionado
Equipe
Ana Clara Cunha Oliveira Dias | Edilberto Jose de Macedo Fonseca | Eduarda Manhães Santos | Elisabete Vicari | Gabriela Calafate | Ilana Musacchio | Joana Ramalho Ortigao Correa | José Augusto Camargo de Almeida | Julia Andrade | Julia Barros Silvera dos Santos | Lorena Fontes Ferreira | Maria Elisabeth Andrade Costa | Milena Barbosa | Raiane Alabaces | Alice Saint Martin da Cunha | Claudiane Dias de Carvalho
Nome completo
Guilherme Daniel da Conceição Sena
Data de nascimento
3 de novembro de 1988
História de vida
A história de vida e a trajetória artística de Gui Sena são fortemente influenciadas pelo seu contexto familiar: nascido em famílias caiçaras da Costa Verde, com origens na Praia Grande, Praia do Sono e Ponta Negra, sua atuação é marcada pela relação com o mar, pelas práticas geracionais e as comunidades locais. Sua entrada na música aconteceu a partir de um convite para montar uma banda para uma apresentação pontual. Esse processo levou à criação do grupo Chama Maré, fundado em 2010. Inicialmente voltado à execução de um repertório tradicional de forró, o projeto incorporou composições autorais de Gui, que abordam a cultura caiçara, o cotidiano local e sua relação afetiva com o território. Ao longo do tempo, a banda passou a mesclar o forró com estéticas praianas e influências como o reggae. Atualmente, reside em uma embarcação e produz conteúdos digitais.
Atuação coletiva
Sim
Descrição da atuação em rede
Gui Sena atua em eventos e festivais musicais, onde se articula com demais artistas da região, como Seu Maia, Jadson, Trio Mambucaba, Forró de Responsa e Trio Berimbau, dentre outros.
Bens culturais relacionados
Relação com o bem cultural
Atua como cantor, compositor e zabumbeiro, com trabalhos autorais e coletivos junto à banda Chama Maré.
Lugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem na residência e em outros lugares
Relação do bem cultural com o lugar
O músico observa uma transformação da cena em Paraty ao longo dos últimos anos. Pela sua percepção, entre os anos 2000 e a década de 2010, haviam poucos grupos de forró na região. Atualmente, ela encontra-se mais fortalecida e pulsante, com diversos músicos, trios e bandas. Gui relaciona esse crescimento à atração de artistas em virtude do turismo da cidade.
Aprendizado do bem
Gui Sena começou seu percurso tocando triângulo, instrumento que aprendeu por conta própria ao ingressar na banda Chama Maré. Assumiu a zabumba após a saída de um integrante, desenvolvendo sua técnica de forma independente, a partir da prática e convivência com demais artistas. Suas principais referências artísticas no forró vêm de nomes clássicos como Dominguinhos e Luiz Gonzaga, além de influências indiretas de outras sonoridades, como o reggae.
Transmissão de saberes
Gui não participa de espaços formais de ensino, mas busca transmitir os seus conhecimentos a partir da convivência cotidiana com outros detentores. Ademais, em suas composições autorais, compartilha saberes relacionados à cultura caiçara e à região da Costa Verde, acionando memórias coletivas e reforçando essa identidade territorial.





