Informações
Projeto relacionado
Equipe
Ana Clara Cunha Oliveira Dias | Edilberto Jose de Macedo Fonseca | Eduarda Manhães Santos | Elisabete Vicari | Gabriela Calafate | Ilana Musacchio | Joana Ramalho Ortigao Correa | José Augusto Camargo de Almeida | Julia Andrade | Julia Barros Silvera dos Santos | Lorena Fontes Ferreira | Maria Elisabeth Andrade Costa | Milena Barbosa | Raiane Alabaces | Alice Saint Martin da Cunha | Claudiane Dias de Carvalho
Nome completo
Jimmy Gomes da Silva Nascimento
Data de nascimento
3 de abril de 1986
História de vida
Seus pais são naturais do Rio de Janeiro e de Conceição de Macabu e, com eles, residiu em Macaé e Rio das Ostras. Durante a graduação, morou em Niterói e São Gonçalo, retornando a Rio das Ostras após a conclusão do ensino superior, onde atualmente mantém domicílio e atividades relacionadas ao forró. Com formação inicial como instrumentista de reggae na adolescência, aos poucos especializou-se em pesquisa fonográfica, com foco em raridades orquestradas da década de 1950. A transição para a atuação como DJ consolidou-se em Aldeia Velha, onde evoluiu de frequentador a atração em eventos locais, como o Festival de Aldeia Velha. Obteve projeção nacional ao conquistar a 6ª colocação no Festival Nacional de Forró de Itaúnas (FENFIT), competindo entre 40 DJs como representante de Macaé e do Estado do Rio de Janeiro. Atualmente, atua na difusão do forró pé de serra com apresentações em toda a Região dos Lagos e na capital fluminense.
Identificação de gênero
Homem cisgênero
Localização
Atuação coletiva
Não
Bens culturais relacionados
Relação com o bem cultural
Atua na condição de DJ pesquisador, exercendo curadoria pautada na relevância técnica e histórica das obras. Sua prática investigativa foca na recuperação de sonoridades "raiz" — forrós orquestrados da década de 1950 que incorporam metais e tubas, além do "forró de bateria". A seleção prioriza a cadência rítmica e precisão técnica de gêneros como baião, xote, chachado e arrasta-pé. Baseia seu conhecimento na obra de mestres como Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Marinês, além de referências como o violinista Nicholas Krasick e a estética rítmica de Zé Xote.
Data em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
Entre 2018 e 2019
Aprendizado do bem
O processo de aquisição de saberes de Jimmy Gomes da Silva Nascimento ocorreu de forma híbrida, unindo a vivência etnográfica na região do Sana, onde estabeleceu seu contato inicial com o forró aos 14 anos por meio das dinâmicas de sociabilidade local, à sua formação técnica como instrumentista ao longo de 13 anos de atuação como baixista em grupos de reggae, o que lhe conferiu capilaridade territorial e sensibilidade rítmica. Sua transição para a discotecagem foi fundamentada na observação de pares em festivais e em uma pesquisa histórica autônoma rigorosa, na qual o detentor realiza o mapeamento cronológico de registros fonográficos. Esse aprendizado contínuo é baseado no estudo aprofundado da obra de mestres como Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Marinês, além de referências instrumentais mais complexas, como o violinista Nicholas Krasick e a estética rítmica de Zé Xote, que orientam sua curadoria voltada à recuperação de sonoridades "raiz" e à salvaguarda do forró pé de serra.
Lugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem em outros lugares
Relação do bem cultural com o lugar
O forrozeiro preconiza a ocupação de espaços públicos como estratégia de coesão social e sentimento de pertencimento. Aponta a obsolescência e subutilização de equipamentos culturais (como conchas acústicas) e a escassez crítica de instrumentistas (especificamente sanfoneiros) na região. Jimmy defende que a prática do bem cultural nesses locais possui uma função terapêutica e de promoção de bem-estar social, atuando como agente de vitalidade coletiva através do lazer e da música.
Aprendizado do bem
O processo de aquisição de saberes de Jimmy Gomes da Silva Nascimento ocorreu de forma híbrida, unindo a vivência etnográfica na região do Sana, onde estabeleceu seu contato inicial com o forró aos 14 anos por meio das dinâmicas de sociabilidade local, à sua formação técnica como instrumentista ao longo de 13 anos de atuação como baixista em grupos de reggae, o que lhe conferiu capilaridade territorial e sensibilidade rítmica. Sua transição para a discotecagem foi fundamentada na observação de pares em festivais e em uma pesquisa histórica autônoma rigorosa, na qual o detentor realiza o mapeamento cronológico de registros fonográficos. Esse aprendizado contínuo é baseado no estudo aprofundado da obra de mestres como Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Marinês, além de referências instrumentais mais complexas, como o violinista Nicholas Krasick e a estética rítmica de Zé Xote, que orientam sua curadoria voltada à recuperação de sonoridades "raiz" e à salvaguarda do forró pé de serra.
Transmissão de saberes
A transmissão ocorre pela difusão de repertórios tradicionais para novos públicos, visando o rompimento de barreiras mercadológicas ("furar a bolha"). O detentor desempenha um papel educativo no projeto "Forró na Praça Kids" , onde o patrimônio imaterial é apresentado ao público infantil de forma pedagógica, garantindo a continuidade geracional do saber.
Escolaridade ou formação profissional
Ensino superior completo
Incentivo financeiro à prática de bem cultural
A sustentabilidade enfrenta desafios estruturais e sazonalidade acentuada (concentração no período junino). Ele autofinancia sua atuação, investindo recursos próprios em equipamentos, mobilidade territorial e participação em festivais. Jimmy ressalta a necessidade de políticas públicas de fomento contínuo, citando a estrutura do projeto "Juninas do Rio" (Secretaria de Estado de Cultura) como paradigma de investimento que deveria ser replicado regionalmente através do cadastramento de produtores e DJs para viabilizar aporte de recursos diretos. Divulgação independente via plataformas digitais e WhatsApp.




