Informações
Projeto relacionado
Equipe
Ana Clara Cunha Oliveira Dias | Edilberto Jose de Macedo Fonseca | Eduarda Manhães Santos | Elisabete Vicari | Gabriela Calafate | Ilana Musacchio | Joana Ramalho Ortigao Correa | José Augusto Camargo de Almeida | Julia Andrade | Julia Barros Silvera dos Santos | Lorena Fontes Ferreira | Maria Elisabeth Andrade Costa | Milena Barbosa | Raiane Alabaces | Alice Saint Martin da Cunha | Claudiane Dias de Carvalho
Nome completo
Sebastião Carlos Barboza
Data de nascimento
11 de junho de 1969
História de vida
Sebastião Carlos Barboza, conhecido como Tião do Forró, nasceu em 11 de junho de 1969 e foi criado na região serrana do Rio de Janeiro, especialmente em Petrópolis. Cresceu em ambiente rural, com forte influência da vida familiar e comunitária. Teve seus primeiros contatos com o forró ainda na infância, em festas familiares, influenciado principalmente por seu avô materno, Manuel Alfredo, sanfoneiro autodidata que tocava também calango e outros ritmos da tradição local. Aprendeu a dançar de forma espontânea, pela convivência, sem formação formal. Também vivenciou outras manifestações culturais do interior, como ladainhas, folia de reis e saberes populares.
Na juventude, passou a frequentar e organizar eventos de forró na região, consolidando sua atuação no meio. Entre as décadas de 1980 e 1990, participou dos chamados forrós de salão e dos bailes conhecidos como “riscafaca”, que faziam parte da vida popular em diferentes pontos de Petrópolis. Ao lado do irmão, chegou a manter uma equipe de som e promover festas aos sábados, experiência que reforçou sua ligação com a produção e a organização dos encontros. Com o tempo, ficou conhecido como “Tião do Forró”, nome que expressa sua identidade cultural.
Sua trajetória também foi marcada pela circulação por outros espaços da serra e do interior fluminense. Morou em Areal e viveu um período em Pinheiral, onde estudou agropecuária em colégio agrícola, sem se afastar do universo do forró. Ao longo da vida, ampliou sua atuação como dançarino e articulador cultural, mantendo relação próxima com músicos, grupos e projetos da cena local. Atualmente, atua na cena do forró em Petrópolis, integrando a Tribo de Gonzaga como dançarino e desenvolvendo iniciativas voltadas à vivência e ao ensino do forró. Para ele, o forró é mais que dança ou música, sendo também um espaço de encontro, expressão e conexão entre as pessoas.
Identificação de gênero
Homem cisgênero
Localização
Atuação coletiva
Sim
Grupos representativos
Descrição da atuação em rede
Atua coletivamente no forró, participando de eventos, organizando atividades e integrando a Tribo de Gonzaga, além de manter relações com outros dançarinos, músicos e grupos da cena forrozeira. Sua atuação em rede acontece tanto na organização de eventos quanto na circulação entre diferentes espaços e coletivos do forró em Petrópolis, Itaipava, Areal e outras localidades. Ao longo do tempo, construiu vínculos com nomes como Leo Rogério, Tony, Rodrigo Ramalho, Mirelle Guedes, Gisana, Priscila Castro, Jadiel e Dona Joana Alves, em experiências ligadas a apresentações, projetos culturais, encontros e ações de fortalecimento da cena local.
Essa articulação também passa pela memória e pelo reconhecimento de pessoas importantes do forró da região, como Canhotinho do Forró, Zé do Forró, dona Natalina e integrantes de grupos antigos, como o Novo Grupo e Los Pingas. Tião se coloca como alguém que ajuda a fazer o forró acontecer, seja reunindo pessoas, incentivando a participação, dançando com grupos ou fortalecendo os laços entre quem toca, dança e produz. Em vários momentos, esse trabalho envolve esforço coletivo, deslocamentos para eventos, participação em festivais, uso compartilhado de estrutura e construção conjunta de espaços de convivência. Mais do que uma rede formal, trata-se de uma articulação sustentada por amizade, parceria e sentimento de pertencimento.
Bens culturais relacionados
Relação com o bem cultural
Tião do Forró atua principalmente como dançarino, articulador e incentivador do forró. Participa de eventos, organiza encontros, circula por diferentes espaços da cena forrozeira e hoje integra a Tribo de Gonzaga como dançarino. Também desenvolve vivências voltadas ao ensino do forró para iniciantes, com foco na prática, no acolhimento e na aproximação das pessoas com essa cultura. Sua relação com o forró é de participação ativa, convivência e fortalecimento da cena local.
Data em que iniciou a prática como detentor do bem cultural
Década de 1980
Aprendizado do bem
O aprendizado do forró aconteceu desde a infância, no convívio familiar e comunitário. Tião aprendeu a dançar nas festas promovidas pela família, observando o avô Manuel Alfredo tocar e acompanhando parentes e pessoas mais velhas da região. Também recebeu orientação prática de mulheres como suas tias-avós e Dona Conceição do Amendoim, que lhe mostravam, na dança, ritmos como mazurca, bolero, xote e valsa. Mais tarde, teve contato com professores, mas sua formação se consolidou principalmente pela vivência, pela observação e pela prática nos bailes e forrós do interior.
Lugar onde é praticado o bem cultural
as práticas culturais ocorrem em outros lugares
Relação do bem cultural com o lugar
O bem cultural se realiza principalmente na região serrana do estado do Rio de Janeiro, com destaque para Petrópolis, Areal e São José do Vale do Rio Preto, em festas, eventos, praças, espaços culturais e encontros comunitários de forró. É nessa circulação entre cidade, interior e zona rural que Tião construiu sua relação com o forró, desde as festas familiares e rodas promovidas em casas de parentes e compadres até os eventos e apresentações da cena atual. Essa ligação com o lugar também aparece na memória dos forrós do interior, nos salões improvisados, nos encontros de comunidade e nos deslocamentos constantes entre esses municípios, onde o forró segue sendo vivido como prática cultural, convivência e pertencimento.
Transmissão de saberes
A transmissão de saberes acontece de forma prática, nas vivências, nos encontros e na dança com outras pessoas. Tião transmite esse conhecimento principalmente na convivência direta com quem está começando, mostrando que o forró pode ser aprendido sem rigidez e sem a ideia de que é preciso fazer acrobacias ou seguir um modelo fechado. Essa transmissão também aparece na sua participação como dançarino da Tribo de Gonzaga e no trabalho que já desenvolveu no antigo CREP, além das trocas construídas com parceiras de dança como Priscila Castro, Gisana e Mirelle Guedes. Atualmente, ele afirma estar preparando um trabalho de vivências e imersões para iniciantes, com foco em desmistificar a dança e aproximar mais pessoas do forró.
Escolaridade ou formação profissional
Ensino técnico completo




